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domingo, 16 de janeiro de 2011

Educação: mais que um bom “papo”




É unânime, educação é fundamental!
Ninguém nega a importância da educação, todos reconhecem nela o melhor caminho para o desenvolvimento, para o progresso. Posso citar pelo menos uns cinqüenta amigos que já usaram o Japão pós-guerra como exemplo de investimento na educação – mais da metade não faz idéia do que foi feito por aquelas bandas, mas ouviu falar e, como ratinho de biblioteca, repete o discurso.
Está na moda defender a educação, em qualquer roda é politicamente correto. Mas, a pergunta que não quer calar é: Quem está disposto a fazer realmente a sua parte?
A Constituição Federal estabelece que a Educação é direito de todos e dever do Estado e da família, portanto, há pelo menos dois agentes imprescindíveis. A indicação não foi desarrazoada, pois sem a atuação conjunta de família e Estado a educação não se dará eficientemente. E é neste ponto que precisamos de uma mudança cultural, pois todos têm consciência da necessidade de ação do Poder Público, porém, na hora “h”, ignoram suas próprias obrigações.
Sejamos sinceros, é possível educação de qualidade se os pais têm outras prioridades e não acompanham a vida escolar de seus filhos?
É comum pais exortarem, com razão, o governo a pagar melhor os professores e recusem-se a comparecer a uma única reunião na escola. Quantos pais, depois de um dia de trabalho, preferem assistir o jornal ou a novela à auxiliar os filhos na lição de casa?
São maioria os pais que realmente ouvem seus filhos sobre como foi o dia na escola? Quais se interessam em discutir com eles os temas tratados nas aulas?
Haverá melhora na nossa educação se, também nós, nos reeducarmos, se tivermos atitude e zelo para com nossas crianças e jovens, se lembrarmos a importância da educação em todos os momentos, não apenas em público, mas, especialmente, no nosso dia-a-dia, dentro de nossas casas.
Você que está lendo este texto pode estar pensando que eu estou tirando a responsabilidade do Poder Público e jogando-a sobre os ombros, já repletos de atribulações, dos homens e mulheres comuns, pais e mães da família.
Não, não estou! Repito, a responsabilidade é conjunta, se, em casa, mudarmos nossa postura, alcançaremos 50% de sucesso no processo, a outra metade precisa ser feita pelo Estado.
É necessário que o Poder Público atue em diversas frentes. É preciso que haja estrutura física adequada e material didático em todas as escolas. A metodologia tem que deixar de priorizar a memorização de conteúdos e passar a formar pensadores, críticos, homens e mulheres capazes de produzir conhecimento e não apenas reproduzir, mecanicamente, fórmulas e conteúdos.
Revolucione-se a escola, torne-se-a atrativa aos alunos e também a suas famílias!
Porém, para que tudo isto seja possível, é fundamental a existência de pessoas capacitadas, motivadas e dispostas a promover tal radical mudança. E é aí que está a mais destacada mudança que compete ao Estado. Digo isto porque, como requisito para o sucesso na educação, é o que está mais longe de uma situação aceitável.
O tratamento dispensado aos profissionais da educação é vergonhoso, todos: professores, diretores, pedagogos, supervisores, zeladores, merendeiros, etc. Na educação, nenhum profissional recebe o tratamento digno que deveria.
Se os servidores do Banco Central, por exemplo, são muito bem remunerados porque são responsáveis pela moeda do país, se os servidores do Congresso Nacional, ou das Assembleias Legislativas recebem ótima remuneração por atuarem no centro do Poder, porque os profissionais da educação, que são os responsáveis pelo maior tesouro de qualquer Nação, o seu futuro, não recebem o reconhecimento devido?
Insisto em algo que tenho dito a algum tempo: Não é possível que Juízes, Promotores, Parlamentares e tantos outros sejam remunerados tão melhor do que aqueles sem os quais jamais teriam alcançado tais postos: os professores.
Além das reformas estruturais que se fazem necessárias, deve o Poder Público, nas três esferas (Federal, Estadual e Municipal) mudar, de uma vez por todas, a política remuneratória para os profissionais da educação.
Se todos, famílias e governos, saírem do discurso, do papo, e decidirem assumir suas responsabilidades, nossa educação terá uma chance, se não, continuará a ser, apenas, uma boa bandeira a ser empunhada nos palanques e nas mesas de bar.

9 comentários:

  1. Hj li q o Arnold Schwarzenegger renunciou ao próprio salário e usou dinheiro do próprio bolso p custear despesas causadas pela crise econômica na Califórnia. Leia: http://migre.me/3Gdop É esse tipo de mentalidade q faz a diferença! Enquanto isso, no Brasil, aumentam rapidamente o já absurdo salário dos parlamentares em 61%! (Q fará mta falta p educação!) Mas, para aumentar R$ 30 no salário mínimo, é sempre o furado discurso do "vai gerar grande impacto nos cofres públicos".
    Enquanto não houver uma mudança profunda (principalmente na política), os professores vão ganhar mal, se interessar menos, se atualizar menos... ao mesmo tempo q boa parte dos pais das crianças dos colégios públicos terão subempregos, ganharão pouco, trabalharão mais, e terão menos tempo p educar os filhos adequadamente. Sem contar q esses pais tiveram pouca ou nenhuma educação escolar ou de casa.
    Claro q não posso generalizar, mas é a realidade da maioria dos pais, alunos e professores de escolas públicas. Já fui aluna de escola pública por 8 anos e posso dizer q tive pouquíííssimos professores motivados e qualificados p ensinar.
    Outro dia fiz uma prova de concurso no Colégio Antônio Ferreira, sala da 5ª série, e mtas coisas me chamaram a atenção. Os "trabalhos" pregados na parede eram desenhos pintados da Mônica e do Cebolinha. Isso é coisa do primário! A 5ª série deveria ser mais adiantadinha, não? Até o teto da sala era rabiscado! Tinha mta sujeira e carteiras quebradas. Q estímulo uma criança dessas pode ter? E o pobre do professor? A culpa não é só do governo, do professor, dos pais ou do aluno. É de uma série de problemas do conjunto (educação no lar e na escola). Isso leva tempo, mas acredito q seja possível consertar. Tomara! Me alonguei, mas dá p escrever um livro c esse tema!

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  2. Yure Barreto Zanata16 de janeiro de 2011 22:34

    Realmente é um assunto primordial. Atualmente trabalho na rede estadual e municipal aqui em PVH, além disso sou estudante da rede federal (direito-unir). Também fiz o magistério lá no Carmela, vc lembra que neste curso de ensino médio começamos a pensar? Que curso de nivel médio hoje em dia faz isso?

    Pois bem, soluções? Sou adepto de procurar solucionar e vejo que não adianta inventar muito, se faz necessário investimento pesado na base sem pulverizar com inúmeros "projetos", "programas" etc.

    Enfim, passaria o dia escrevendo aqui, quem sabe no contato com politicos influentes seja possivel fazer alguma mudança grande.

    abraços

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  3. A maternidade/paternidade é um compromisso vitalício.

    Abraços,
    Doce de Lira

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  4. É deprimente a falta de vergonha dos governantes do BRASIL, o descaso é grande na educação, saúde, vendo o BRASIL do lado de fora, vemos um país com uma economia ROBUSTA, FORTE, um país âncora da América do SUL, somos uma potência regional! Mas olhando-nos do lado de dentro, vemos todos estes pormenores tão importantes. "Um país só cresce com uma educação forte" incrivel pensar que o BRASIL tenha crescido e expandido tanto suas fronteiras econômicas com tantas deficiências na educação. Mas o que eu tenho percebido é cada vez mais uma concientização da população em relação aos seus direitos e como requerê-los, vi mtas pessoas nessas ultimas eleições protestando com seus votos, ñ deixando de votar, mas votando em pessoas "limpas", corretas e compromissadas realmente com o povo. Creio que ainda há de demorar para toda essa revolução, mas olhando de um âmbito maior, ainda somos um país bem novo, mas lógicamente, ñ precisamos cair nos mesmos erros que os país - hj já desenvolvidos - cairam. Simbora BRASIL!

    Abraço!

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  5. Concordo plenamente... Se cada um fizer sua parte tudo se ajeita... Educação é primordial para tudo...
    Parabéns pelo lindo texto...

    Abraços

    Flávia Souza

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  6. Muito boas as discussões que vc tem promovido, Anderson. Sabemos que não resolvem lá muita coisa, mas é imprescindível como espaço pra discussão de tópicos importantes. Insisto, é preciso que temas importantes sejam melhor discutidos. Sou péssimo com citaçoes e nao vou ao google agora, mas lembro de uma frase mais ou menos como: 'O maior desejo do corrupto é que o cidadão consciente se cale'. Entendo que o autor afirma que é ótimo pros corruptos que nós, que nos julgamos um pouco mais preocupados com as questoes sociais, não façamos nada. Enfim, a discussão já é um bom princípio.
    Parabéns, novamente, pelo espaço.

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  7. Como profesora de escola pública e particular tenho plena visão de como anda a educação e pra onde ela andou neses últimos 10 anos em q leciono!!! Literalmente ladeira abaixo!!! Lembro do tempo em q a escola pública era meu paraíso, onde me desestressava e ria dos meus colegas que reclamavam da disciplina de nossos aluno, sempre dizia a eles: "Isso é um Paraíso, vai um dia no meu lugar dar aula na particular, depois me conta!" Hoje, a escola pública tornou um pesadelo, e a particular meu paraíso. Não temos mais nem sequer o respeito de nossos alunos, a escola não tem autonomia para punir alunos indisciplinados, pois tudo é constragimento ao menor, e eles se sentem os donso da escola, mais pura verdade.
    Além de professores, temos que ser psicólogos, pai, mãe, irmão, amigo, médico, psiquiatra, e por vezes, até policial (kkkkkk). Temos sim casos de polícia, mas concordo com você plenamente, família é primordial, é lá que começa a educação. Infelizmente muitos de nossos alunos são órfãos de família. As famílias vêem as escolas como depósito de meninos e fonte de saber, educação, limite, disciplina, mas não podemos fazer tudo em 4 horas e as outras 20 horas ficam a cargo de quem????
    Sinto-me frustrada, sim. Pois amo minha profissão, mas me vejo fugindo dela, pois não mais me satifaz, pq estamos impotentes, desvalorizados e desrespeitados, essa é a mais pura verdade!!!
    Parabéns, mais uma vez!!!

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  8. Embora se tenha feito muito pela a educação durante esses anos, ainda há muito que ser feito. E há uma consciência generalizada que sem educação não somos nada, que um país sem educação é um país sem futuro, que a educação é fator indispensável para o desenvolvimento e a qualidade de vida de um país, que educação é progresso. E é mesmo, mas o que está faltando?
    Menos palavras e mais ações. Não é só com palavras que se muda uma política educacional já ultrapassado e sim com atitudes, ações.
    Como disse: Sejamos sinceros, é possível educação de qualidade se os pais têm outras prioridades e não acompanham a vida escolar de seus filhos?
    “Não!” Mas, e se os pais não forem pessoas alfabetizadas a responsabilidade desse acompanhamento passa para quem?
    Sabemos que houve um grande avanço para diminuir o número de analfabetismo no país, mas ainda é muito grande, e muito que ser feito. Logicamente que as famílias que podem acompanhar, ajudar os seus filhos deve fazer a sua parte. Como disse: a responsabilidade é conjunta.
    A educação pública no Brasil foi muito desvalorizada com escolas e metodologia de ensino precária. Lembro-me de um caso que ocorreu a alguns anos em uma escola pública. O professor entrou na sala revoltado, indignado, porque ele queria ensinar determinado assunto aos seus alunos. E a diretora disse a seguinte frase: “Que os alunos eram incapazes de aprender o assunto em questão.” É inaceitável um absurdo desses!
    Então a causa do fracasso do insucesso do aluno está na forma de como a escola ensina, ou do aluno em questão?
    È em decorrência de vários fatores, mas principalmente da escola, e da própria política que não acredita na educação do seu país, por negligência pública, familiar e da sociedade.
    Por que tantas diferenças, tantas desigualdades?
    Haverá progresso, qualidade na educação se nós nos reeducamos de maneira geral: Poder Público, família, sociedade, alunos uma união conjunta faz a diferença.
    O professor é a chave do futuro de muitos e merece uma remuneração melhor.

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  9. poís é porque os professores não podem ser um pouco amigo dos alunos os professores são muito reclamões reclamam de tudo tem ofuturo nas mãos deles e não fazem nada só sabem falar que tem alunos indiciplinados que tem alunos prejudicando a aula deles mas eles já pararam pra pensar que a aula deles são muito desinteressantes que a aula deles não acrescentam nada e que quando a gente quer conversar com eles sobre algo que pode estar até me prejudicando na escola eles mandam a gente sentar e calar a boca porque não podem ser mudados os conceitos de se dar aula porque não pode ser renovado o modo de dar aula, gostaria que fosse como li ali em um outro artigo que tivesse o que chamamos hoje em dia de dinãmica pensa hoje em dia o modo de pensar é diferente mas as aulas chatas não se renovam e não tem nada pra oferecer para nós os alunos e pode parar pra perguntar até os alunos mais estudiosos os que mais fazem as lições odeiam as aulas mas claro que eles não vão admitir até que sintam uma segurança as aulas são muito chatas os professores são muito chatos e nada muda e ainda cupam os pais da gente disendo que eles não nos dão educação e coisa e tal já parou pra pensar que nem tudo é culpa dos pais porque as vezes a culpa também vem da sociedade em que vivemos

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