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quarta-feira, 16 de março de 2016

Bem Vindo Ministro Lula (?)


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 Você não precisa concordar comigo, na verdade para alguns não concordar com este escrevedor é o caminho natural. Mas se decidir ir até o ponto final, o que para mim será uma honra, espero que as ideias que apresentarei lhe sirvam para alguma reflexão.

Bem, não se pode fugir do assunto do momento: LULA MINISTRO!

Para alguns uma barbaridade, para outros a salvação da lavoura, para muitos uma incógnita.

Começo por um aspecto que tem tudo a ver com minha formação acadêmica: Juridicamente, a nomeação garante, ao menos em tese, alguma dose impunidade a Lula (ou qualquer outra pessoa)? Significa esconder-se, fugir, das “garras” da Justiça?

Bem, não tenho bola de cristal (tão pouco acredito na eficiência de coisas do gênero), portanto, não possuo conhecimento do que se passa na cabeça da equipe do Planalto ou mesmo na do ex-Presidente, especialmente nesse ponto. Porém, se a ideia era dar alguma “proteção” a Lula, foi uma tremenda burrada! Tiro no pé!

Explico: Apesar da expressão “Foro Privilegiado” (distorcida e manipulada muitas vezes em muitas mensagens midiáticas e/ou em redes sociais) o fato de ter eventuais crimes julgados direto pelo STF, não é uma vantagem para nenhum réu, o “privilégio” a que se refere o termo diz respeito à dignidade do cargo que exige uma APURAÇÃO MAIS CÉLERE. O que, para o acusado pode até ser uma enorme DESVANTAGEM.

Isto é assim em face, especialmente, da supressão de instâncias e, consequentemente de recursos (muitas vezes protelatórios). Ao ser eventualmente julgado (“eventualmente” porque não há denúncia recebida) quer pela Justiça Comum de São Paulo, quer pela Justiça Federal do Paraná (ou de qualquer outra unidade da Federação) qualquer cidadão (inclusive o LULA) tem a sua disposição uma enormidade de recursos, em pelo menos três instâncias superiores (segunda instância: TJ/SP ou TRF4ª Região: Agravos, Embargos, Apelação, Recurso em Sentido Estrito, etc; “terceira instância”: STJ – recurso especial e outros; “quarta instância” STF – Recurso extraordinário e outros); são tantos recursos e instâncias que, infelizmente, é muito comum a prescrição e consequente impunidade de culpados, especialmente daqueles que dispõem de recursos para contratar advogados especialistas e dificultar o andamento das ações.

Pra quem quer FUGIR DA JUSTIÇA é muito mais vantajoso ser julgado pelo máximo de instâncias (a começar da primeira, não da última). Diante disto, é forçoso concluir que não é esse o caso do ex-Presidente.

Alguém poderia dizer que, na verdade ele que é “fugir do Moro” (embora eu particularmente hesite bastante em conceder alguma credibilidade ao referido juiz considerando o enorme número de “trapalhadas”, intencionais ou não, já praticadas por ele); considero esse argumento também fraco pois, de qualquer forma, qualquer medida tomada pela Justiça Federal do Paraná (Moro) passaria, em última análise, pelo crivo do STF (em face de recursos), portanto, seria mais “vantajoso” em termos protelatórios.

Ao assumir o risco de ser julgado diretamente por quem o julgaria somente após “longo e arrastado processo”, significa dizer, juridicamente, que o investigado possui muita confiança em um resultado final favorável, pois, no caso de condenação, certamente não terá ocorrido qualquer prescrição.

Tanto quem deseja ver Lula condenado (seja por eventuais crimes seja por questões de divergência política) quanto quem o quer ver livre das acusações deveria comemorar a nomeação dele para a chefia da Casa Civil, afinal, a tendência é que a condenação ou o reconhecimento da inocência ocorram muito mais rápido.

O segundo aspecto sobre o qual me atrevo a escrever é a questão da diferença que Lula pode fazer assumindo a coordenação política do governo, efetivamente.

Bem, mais uma vez é um passo deveras arriscado, afinal, o Governo encontra-se em situação bastante delicada e, ao ingressar formalmente nele, Lula praticamente anula suas chances de tentar, ainda que minimamente no futuro, não assumir a responsabilidade pelos resultados dele, quer reais quer aqueles resultantes de “lavagem midiática”.

Lula embarca no meio do furação e carrega em si a esperança de quem torce pelo governo e os ataques de quem deseja encerrá-lo. Todos (ou quase) reconhecem que Lula possui grande habilidade política, porém, embora haja quem acredite que ele pode sim reverter em grande medida a crise política, mudar a política econômica, tomar as rédeas das relações com a base social e conduzir o governo até o fim do mandato; há no outro lado muitos e muitos acreditando que é tarde demais (“que a água já atingiu a casa de máquina e o navio vai afundar”), mesmo que uns lamentem e outros comemorem isto.

De qualquer forma, sem nenhuma pretensão de exercitar a futurologia, é certo que com o Ministro Luiz Inácio Lula da Silva, um novo e decisivo capítulo da história será escrito e, para o final, só nos resta aguardar as “cenas dos próximos capítulos”!

 

Anderson Machado

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O que há meu coração?


O que há meu coração?

Preciso entender...
 O que se passa no meu coração?
Há por vezes certa angústia,
N’outras um “quê” de solidão.

Há no peito um vazio
Ou seria ilusão?
Um “sei lá” desconhecido,
Chega a ser sofreguidão...

Busco resposta pronta:
O porquê, a solução.
Como se não fosse mistério
O sofrer do coração...

Preciso aprender de verdade,
Desvendar meus sentimentos,
Aquietar minha emoção.
Já não tenho pouca idade,
Já me assusta a solidão...


Anderson Machado

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Alienação


Alienação


Quem nunca ouviu ou até usou a “celebre” frase “Política e Religião não se discute”?

Afinal, esse “bendito” conjunto de palavras é repetido sistematicamente quando alguém quer justificar sua própria alienação ou a de outrem. Aliás, antes de continuar falando sobre alienação, é interessante explicar ao quê me refiro quando uso essa palavra que, como tantas na língua portuguesa, tem inúmeros sentidos. Segundo o site www.significados.com.br, na psicologia o termo ALIENAÇÃO designa os estados de despersonalização em que o sentimento e a consciência da realidade se encontram fortemente diminuídos.

Da minha observação, destaco duas hipóteses desse processo: na primeira a pessoa é levada à alienação por algo ou alguém (nesse caso a alienação vem geralmente acompanhada da manipulação). É o que ocorreu, por exemplo, durante a ditadura militar no Brasil quando, utilizando a educação como instrumento pseudo-ideológico, o regime buscou afastar as pessoas do debate político real, incutindo em suas mentes que a luta por direitos, por exemplo, era algo condenável, coisa de quem não queria trabalhar; que as autoridades constituídas deviam ser idolatradas e jamais questionadas; etc. Esta prática criou uma geração repleta de pessoas que tementes da participação na vida do país, acostumadas a receber como verdade absoluta tudo que vem das autoridades. Outro exemplo, super contemporâneo é a atuação da rede Globo e do grupo Abril (revista Veja) nas últimas eleições quando buscaram, afastar as pessoas da realidade e conduzi-las para uma falsa realidade na qual, em vez de cada pessoas pensar livremente, deveriam aceitar como verdade absoluta o que era por eles dito (inclusive a justiça eleitoral condenou a veja por essa prática).

Na segunda, é por iniciativa própria que a alienação se dá. É uma decisão consciente de diminuir sua percepção da realidade, abrir mão da própria personalidade para, quem sabe, tentar fugir às responsabilidades de quem percebe o que está acontecendo e desiste de opor-se, talvez. É uma postura que me assusta, que curiosamente é adotada, geralmente, por pessoas supostamente mais esclarecidas, pessoas com formação acadêmica, com vivência social e cultural. Pessoas que, certamente, tem muito a contribuir para a melhoria da realidade, simplesmente escondem-se por de trás de jargões vazios, como o velho “aqui não é lugar de discutir política”, como se fosse possível separar a vida em família, entre amigos, na igreja, nos clubes, escolas e faculdades, da realidade política. É claro que nem todos os espaços devem ser usados para discussão partidária, mas a política está presente sempre, em tudo. Chama a atenção na postura de quem busca alienar-se uma boa dose de irresponsabilidade, egoísmo, pois se recusa a debater a realidade, fecha-se em seu próprio mundo, sem considerar que suas escolhas, quaisquer que sejam, influenciarão na vida de todas as pessoas. Não debater, trocar idéias, especialmente com as pessoas que amamos é um erro gravíssimo, não que obrigatoriamente deva-se chegar às mesmas conclusões sempre, mas a troca de idéia possibilita o amadurecimento e até uma melhor compreensão da realidade. Todas as pessoas precisam conversar, trocar idéias, especialmente sobre política, especialmente parentes a amigos, afinal, se há amor e respeito mutuo o campo para debate é bem menos espinhoso.

Bem, de qualquer forma, parece-me que a alienação, em ambos os casos, é algo ruim, especialmente quando se trata de um momento em que se é convocado a decidir: As chances de se fazer uma escolha coerente são menores na medida em que diminui a percepção da realidade. É preciso que sejamos protegidos das tentativas de nos alienar e que não nos permitamos cair na tentação da auto-alienação.

Um bom papo faz sempre muito bem, não tenhamos preconceito de conversar, não tenhamos medo de conhecer a realidade e, principalmente, não permitamos jamais que nos seja roubado o direito de pensar e decidir.

Outubro de 2014.
Anderson Machado

quarta-feira, 19 de março de 2014

Senhora da Noite


Imagem via Google/Imagens

Senhora da Noite

É noite, saio para te encontrar,
Não que fosse possível outro encontro,
Mas estar contigo é o desejo que me move.
Já te imaginava, na verdade sabia, muito bela,
Fascinante, envolvente, linda...
Linda como somente tu és capaz de ser.
Reinas imponente, majestosa, única!
Tudo ao teu redor é cenário para tua grandeza,
Não precisas teu brilho revelar aos demais,
Pois em ti encontra morada toda a luz
Que as estrelas emanam a te louvar.
Sonho tocar-te, em carícias te envolver...
Mas é tu quem me envolve e em carícias me domina,
A suave brisa, tua serva, beija meu rosto, arrepia minha pele,
Sacia meus desejos, inunda-me de felicidade,
Dá-me asas e leva-me ao teu encontro.

                                                       Anderson Machado

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Porto Velho: Administração Fantasma!

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Porto Velho: Administração Fantasma!

O ano de 2013 chegou ao fim e para minha querida Porto Velho é um ano que já foi tarde!

Pra falar a verdade, já no final de 2012 as coisas já não estavam muito bem, o ano para administração do Município não acabou, foi acabado, interrompido abruptamente, com alarde, baralho e choque, por fatos que, até, nem a polícia nem o Ministério Público deram conta de esclarecer, de comprovar, de buscar punição para os responsáveis pelos fatos alegados. Se eram verdadeiros ou não, todos nós ainda estamos ávidos por saber, mas a triste realidade é que, por enquanto, tudo não passou de barulho, pirotecnia sem resultados concretos. Aliás, nenhum resultado no sentido de esclarecimentos, mas para o Município os resultados estão aí: uma catástrofe que se prolongou durante todo o ano de 2013.

Digo isto não porque queira marcar como termo inicial dos problemas de nosso município a deflagração das operações policiais sobre a administração do Município, muito de nossos problemas já existiam, alguns a muito tempo, aliás. Porém, com o afastamento do prefeito anterior, Porto Velho passou a viver uma situação inusitada: virou um Município de administração fantasma.

É incrivelmente triste constatar que o prefeito eleito, inclusive com meu voto, não conseguiu realizar uma administração minimamente aceitável. Creio que a maior parte de nossa população compartilha comigo o sentimento de abando de nossa cidade, de nossas ruas, praças, saúde e tudo mais. Passamos o ano aguardando que o prefeito Mauro Nasif tomasse as rédeas da administração e iniciasse o trabalho.

Eu particularmente não esperava que num toque de mágica todos os problemas de Porto Velho fossem resolvidos, nem mesmo acreditava em grandes ações de impacto no primeiro ano, porém, cá entre nós, nem de grande, médio ou pequeno impacto houve. Os buracos aumentaram (sim por incrível que pareça, a nova administração provou que é possível deixar a cidade ainda mais esburacada...), suja (caramba, nem limpeza básica se consegue perceber), a saúde, que vinha sim avançando bastante no que se refere às competências do município, “embiocou” ladeira a baixo e nem mesmo o básico o Município vem dando conta de fazer.

Não serão promessas mirabolantes, realizadas em mil e uma declarações para imprensa, depois de praticamente um ano de silêncio, de sono, de sumiço, que farão nossa querida Porto Velho uma cidade melhor. Sinceramente espero, na verdade torço mesmo, que o prefeito Mauro Nasif em 2014 diga a que veio, que, finalmente, comece a administrar nosso Município e ajude-nos a recuperar o orgulho de viver nesta cidade que tanto cresce, mas não aparece.

Será um acinte ao nosso povo, uma injustiça com esta terra tão acolhedora e repleta de oportunidade se, no ano de seu centenário, a administração municipal repetir o desastre que foi seu primeiro ano. Na verdade, precisa melhorar muito, muito mesmo para ficar razoável. Porto Velho, exige que o senhor Maura Nasif honre os votos recebidos, que sua fraquíssima equipe de secretários e assessores acorde e perceba que seus altos salários precisam ser retribuídos com trabalho, muito trabalho.

Prefeito Mauro, largue o medo e administre nossa cidade ou seu nome passará facilmente para a história como o pior prefeito que Porto Velho já teve!

Que 2014 seja o ano da virada, o ano da vitória e da honra, também para o Município de Porto Velho!


Anderson Machado

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Livre e Feliz!

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Livre e Feliz!

É esse sorriso que me maltrata
Esse gingado que me fascina...
E o olhar? Quase me mata!

Não dá pra negar, fui prisioneiro
Sem grades, correntes ou grilhões,
Capturado sem força ou lamento
Fui encarcerado por dois corações

Um deles foi o teu, que de paixão embebido
Quis do amor fazer-me provar
E foi assim tão decidido,
Que eu jamais poderia escapar

O outro coração foi o meu
Que ao seu, já no primeiro momento,
Livre como folha ao vento,
Desconcertadamente, se rendeu...

Hoje livre e feliz
Tenho por você e ao teu lado
O sonho por toda vida buscado:
O Amor que eu sempre quis!

                                                     Anderson Machado



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Agnes Fernanda


Agnes Fernanda


Da surpresa, a magia
Do começo, o aprendizado
De um Pai atrapalhado
Do Amor, a alegria

Primogênita, única
Mistério, insegurança
Ternura, confiança
Lição, mágica!

Chamo-te minha princesa
És para mim soberana
Ao coração não se engana...
És dona de imensa beleza!

Afastas toda tristeza
Benção de Deus acolhida
És razão da plena da vida
Fonte de Amor, fortaleza!

Anderson Machado

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Amor de Pai


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Quero pra sempre ser Pai!
Aquele que com carinho responde ao choro
Mas que na dor lhe faz coro,
Tentando não demonstrar...

Que sempre leva para escola
E tanto reclama a demora,
Na ânsia de reencontrar

Nas tardes ensina curica
“-Quem sabe é melhor que a pipa...”,
Do sol ta querendo escapar...

Para a princesa insiste: “-Cuidado!”
Tem muito moleque assanhado,
Querendo se aproximar...

Pro Negão e pro Neguinho
Com todo amor e jeitinho
Os caminhos quer mostrar

Mas percebe admirado,
Com orgulho triplicado,
Que eles sabem caminhar!

Quero ser amigo de verdade,
Por perto sempre hei de estar
Porque amor de Pai sempre fica
Com os filhos em qualquer lugar!


Anderson Machado

quarta-feira, 31 de julho de 2013

90 segundos, 90 segundos... pare um pouquinho, se irrite um pouquinho... mais 90 segundos!

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90 segundos, 90 segundos... pare um pouquinho, se irrite um pouquinho... mais 90 segundos!

Quem disse que a administração do Município de Porto Velho não faz nada? Que injustiça dizer que o prefeito Mauro Nazif e sua equipe estão paralisados!

Aceito dizer que estão devagar, quase parando... mas como quase faz muita diferença, neste caso, não aceito dizer que não fazem nada... Embora quase tudo que fazem seja, digamos, complicado de entender.

Sou um assíduo circulante de nossas ruas e avenidas, por várias razões.

Há algumas semanas queixei-me em nosso programa (Conteúdo Amazônia, TC Capital, canal 38) - talvez nossos 3 ou 4 telespectadores possam servir de testemunhas disso - do quão tem sido complicado deslocar-se por nossa cidade, em qualquer sentido, mas destaquei que no sentido norte-sul é ainda mais complicado do que no sentido leste-oeste.

Fazia referência à quase (olha ele aí de novo) inexistência de vias de circulação facilitada que façam a ligação no sentido norte-sul. São tão poucas que ousei citá-las: Jorge Teixeira – a mais extensa e melhor (não significa que seja bem) sinalizada, mas que possui enorme fluxo, inclusive de carretas; Rio Madeira – com semaforização mal planejada, cansativa, irritante e nada convidativa; Guaporé e Mamoré ambas localizadas já na Zona Leste da cidade e, por isto são menos utilizadas por que vai ou vem da zona sul para a norte - são igualmente mal semaforizadas, sem nenhuma sincronização. Apenas essas quatro ligam a BR 364 à zona norte da cidade.

As demais como Farquar (que vem da zona norte ao centro) e Campos Sales (que vai da zona Sul à região central) são curtas e não fazem a ligação completa.

Neste cenário desanimador, recebi uma boa dose de esperança quando li em alguns sites de notícias de nossa capital a manchete “Rua Rafael Vaz e Silva torna-se novo corredor urbano em Porto Velho”. Realmente achei a idéia interessante, afinal, trata-se de via larga com razoável extensão, que pode ajudar a desafogar a combalida Jorge Teixeira.

Não demorou muito, penso até que no mesmo dia, planejei minha rota que é variável, mas que tem, em regra, origem na rua Abunã e destino a zona Sul, para utilizar o “novo corredor urbano”, foi aí que a saga começou...

Não era ainda o terrível horário de “pico”, acredito que passava pouco das 16h, quando aproximei-me do primeiro semáforo e, ao avistá-lo, a primeira e desagradável surpresa: o temporizador avisava que seriam 90 segundos de espera... mas tudo bem, eu estava iniciando minha “estréia” no “novo corredor urbano de Porto Velho” e não seriam aqueles 90 segundos, o fator que estragaria aquela passagem. Quando a luz verde finalmente apareceu o temporizador para meu desalento (estava tentando manter a calma) marcava relâmpagos 19 segundos. Resultado? Pouquíssimos carros lograram êxito em transpor a mais nova barreira na via e logo mais 90 segundo passaram a ser contados.

Depois de mais uma quase imperceptível aparição da luz verde, como ainda eram poucos veículos na via graças ao horário, consegui passar pelo cruzamento da Pinheiro Machado, porém, ainda que tão vitória pudesse ser motivo de comemoração pela dificuldade superada, meu coração de motorista com hora pra chegar no próximo compromisso (e olhe que sempre saio com boa antecedência para evitar transtornos) já doía, pois à frente avistei novo temporizador que avisava que a espera agora seria de, pelo menos 75 segundos... Como no cruzamento anterior, também na Carlos Gomes a luz verdade dava o ar de sua graça por não mais que imperceptíveis 19 segundo e, portanto, foi necessária outra parada e espera pro 75 segundo antes de fazer o cruzamento daquela via. Passei sem maiores problemas pela Dom Pedro II, e já com o sangue ligeiramente quente (sou uma pessoa tranqüila) deparei-me com mais 90 segundos de luz vermelha, 19 segundos de luz verde e outros 90 segundos de luz vermelha para, finalmente(!), seguir meu caminho até a Nações Unidas pelo maravilhoso “novo corredor urbano de Porto Velho”.

Se você que é um dos 5 ou 6 leitores que prestigiam este calmíssimo escriba, aceite uma dica, pelo seu bem... Se for usar o “novo corredor urbano de Porto Velho” tome antes uma boa dose de rivotril e torça, como eu continuo torcendo até pelo Genus, que um dia se faça política séria e planejamento eficiente do tráfego em Porto Velho.

Por que trafegar pelo “novo corredor urbano de Porto Velho” só cantando: 90 segundos, 90 segundos... pare um pouquinho, se irrite um pouquinho... mais 90 segundos!

Anderson Machado

quinta-feira, 18 de julho de 2013

“Cada povo tem o governo que merece” Será?


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“Cada povo tem o governo que merece” Será?


Quando o filósofo francês Joseph-Marie Maistre (1753-1821) escreveu sua mais célebre frase, consagrou na história um pensamento que, no fundo, queria dizer que o povo não sabe escolher seus governantes. É uma conclusão bastante tentadora a que nos proporciona o pensador – que era contrário à revolução francesa e defensor da monarquia, pois coloca no colo do “povo” a culpa pelas mazelas governamentais que ao longo da história passada e presente existem em nossa sociedade. Fácil concluir: Esse povo ignorante é que faz os “políticos” serem tão corruptos. Bem feito!

Mas espere um pouco... Tem um “detalhe” importante nessa história: Que é esse tal “povo” que merece, permanentemente, governos tão ruins?

Por mais dolorosa que seja essa conclusão, é preciso perceber que esse povo também sou eu, é você que lê estas linhas, nossos ascendentes (pai e mãe, p.e.) e descendentes (filhos!), vizinhos, amigos, colegas, os jogadores de nossos times (pelo menos os cidadãos brasileiros), aquele guarda que te aplicou uma multa de trânsito (e que você teve vontade de dar R$10 pra ele mudar de idéia), aquele bombeiro que sacrificou a saúde salvando vidas no incêndio, aquele magistrado que vende sentenças e aquele outro que arrisca a vida pra garantir a prevalência da Justiça, o médico que só quer trabalhar à beira mar e aquele outro que vai pros rincões honrar a profissão... Enfim: Nós somos esse “tal” povo! E será que merecemos governos que nos roubem, que nos enganem, que não se preocupem conosco, que não cumpram a missão para a qual foram designados?

Apesar de inegavelmente existirem pessoas que não fazem a sua parte das pequenas às grandes coisas na sociedade, ninguém merece ser roubado, enganado, maltratado. Não defendo o “olho-por-olho”, até porque a imensa maioria do povo é gente de bem, gente que no fundo quer o bem dos seus e, no mínimo, não quer o mal para os demais.

O povo brasileiro não tem o governo que merece!

E isto é assim, porque vivemos imersos em um sistema político feito para não funcionar, pensado para privilegiar uma minoria que ao longo da história sempre se manteve efetivamente no Poder, independentemente de governos. Em que pese, de tempos em tempos, termos movimentos que aparentam que, finalmente farão com que vivamos numa verdadeira democracia, há sempre manobras que permitem a perpetuação dos “velhos”, daqueles que jamais se afastam do Poder e permeiam todos os governos (qualquer semelhança com elementos do PMDB não é mera coincidência).

O tal do “sistema” é tão bem feito que impede até mesmo quem queira realmente trabalhar. A forma como se dão as eleições e a tal “governabilidade” transformam qualquer programa de governo decente, no máximo, num arremedo, baseado em conveniências e retribuições, muitas vezes inconfessáveis. Eleger-se no Brasil, pelo sistema atual, é privilégio de quem tem muito dinheiro ou de quem se alia a quem tem muito dinheiro. Resultado: Os governos jamais deixam de facilitar e trabalhar para que quem já tem muito dinheiro ganhe ainda mais!

Não existe solução mágica pra isto, afinal, são muitos os fatores que contribuem para a corrupção que vem da sociedade para a administração. Investimento em educação com cidadania e fortalecimentos de valores éticos e morais, sem dúvida produzirão a médio longo prazo mudanças estupendas, que serão a base de uma sociedade melhor.

Porém, é preciso atacar o sistema em sua fonte de alimentação, é fundamental reduzir a influência do poder econômico na escolha daqueles que ocuparão os cargos mais influentes do Estado Brasileiro.

O modelo atual de financiamento de campanhas é um absurdo, favorece aos milionários e àqueles que vendem seus futuros mandatos. É porta aberta à corrupção, pois quando uma empresa ou alguém financia sua campanha, após a eleição vai mandar a fatura, que em regra é a corrupção.

Precisamos de uma democracia onde as pessoas sejam eleitas porque têm o dom de bem representar seus iguais, porque têm o dom de formular e defender boas e exequíveis propostas. Se a maioria do povo brasileiro é assalariado, porque a maioria de nossos "representantes" é de empresários, oligarcas e seus comparsas? É possível mudar essa história e isto começa por nivelar as eleições.

Que vença quem tiver propostas e não quem compra mais votos!

Nesse sentido, está em discussão no Congresso Nacional e também no seio de nossa sociedade, a partir da iniciativa de movimentos populares e alguns partidos políticos, a proposta de financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais. Como não poderia deixar de ser, os “velhos” e eternos donos do “Poder” já se mobilizaram contra a proposta e tentam desviar o foco da discussão, distorcendo-a.

É preciso dizer que não se trata de “gastar dinheiro público com políticos” e sim investir no processo eleitoral igualitário e democrático para que tenhamos eleitos que efetivamente representem o povo brasileiro. Não é usar nosso dinheiro para fazer campanhas ricas (contratar shows, inundar as cidades de fotos que nada dizem, etc.), é apenas custear para todos, de forma igual, o material necessário para divulgar suas propostas.

Com o financiamento público todas as pessoas que se sentirem chamadas à vida pública terão a mesma oportunidade e a escolha será a partir das propostas e não da forma que é hoje em que os vencedores, em regra, são aqueles que mais utilizaram recursos econômicos, inclusive comprando.

Por fim, não ousaria ter, e não tenho, a pretensão de fazer aqui discussão técnica e aprofunda a respeito dos detalhes das propostas que provavelmente figurarão nos debates da esperada reforma política, mas sim chamar a atenção pra esses aspectos referentes ao financiamento das campanhas eleitorais, pois acredito que a diminuição máxima da influência direta daqueles que têm mais dinheiro será, se aprovado, um fator fundamental no processo de “passar a limpo” o Estado brasileiro.

A você que me deu a honra que ler este post, fique atento, pesquise, vamos aproveitar a oportunidade que provavelmente teremos de, finalmente, mudar nosso país pra melhor. Afinal, nós, nossos filhos e netos merecemos governos que verdadeiramente nos representem!

Anderson Machado

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Enamorado

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Enamorado

O Amor está no ar...
No mar... na terra!
Não existem fronteiras para o sentir,
O Amor simplesmente é,
Sem medo do por vir!

O Amor não escolhe os belos, os livres
Solteiros, casados, viúvos, juntados...
Não há excluídos no Amor, frutos ou folhas,
O Amor simplesmente é,
Sem medo das escolhas!

O amor quando no peito faz morada,
É. Completamente!
Toma conta, contagia, domina,
Mas também, dá forças, liberta, fascina!

Quem sente não escolhe sentir, mas vive e,
Se verdadeiramente vive, é feliz!

Anderson Machado

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Porto da Minha Saudade

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Porto da Minha Saudade

Contigo sou intrépido guerreiro da vida
E o que me dá guarida é o teu amor!

O meu bem querer não tem limites,
Não há muros, cercas ou tapumes
Que o impeçam de crescer, de ir além!

Sonhar com você, estar ao teu lado
É bem mais que estar apenas apaixonado
É ter a certeza de trilhar o melhor caminho
Mesmo estando, por vezes, sozinho

Nas inevitáveis noites de solidão,
Tendo o coração como navegador,
Meu pensamento tem um único destino:
O teu olhar é o porto da minha saudade!

Anderson Machado

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Até um dia!


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Até um dia!


Esta bem!
Preciso dizer que te amo demais,
Que sonho com você toda noite... todo dia...
Mas não posso, não vou!... não mais!

Continuarei negando meu amor.
Direi que não te quero,
Mesmo sendo verdade que te espero...

Não vou olhar pra você,
Vou fingir que não me importo,
Ainda que esteja em ti meu pensamento...

E se uma lágrima cair? Se disparar o coração?
Se a vontade de você quiser me domar?
Vou enxugar, negar, não mais com você sonhar!

Serei eu a rebeldia, vencerei sua maldade!
Foi-se a minha mocidade, mas restou-me a fidalguia...
Mesmo sendo eu esta saudade, vou buscar minha alegria,
Digo adeus, felicidade!

Pra você: Até um dia!


Anderson Machado

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Um “Cavalo de Tróia” do PGR?



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Um “Cavalo de Tróia” do PGR?

Vem de longa data a luta dos servidores do MPU pela redução do período mínimo de lotação para fins de participação em concurso de remoção. A redução de três para dois anos já foi enviada ao Congresso por duas vezes, pelo menos. Porém, na hora “H” a proposta que, inclusive, encontra simpatia nos mais diversos pensamentos que formam o Congresso Nacional, não é aprovada.

Recentemente em reunião com o secretário geral do MPF o SINASEMPU voltou a pleitear a redução. Na mesma reunião, outro ponto de pauta foi o exagero da Administração no preenchimento de cargos em comissão (CC’s) por pessoas sem concurso público.

Hoje o Procurador-Geral da República encaminhou ao Congresso Nacional o PL nº 5491/2013 que, para alegria de inúmeros servidores do MPU em todo o país, propõe a redução do período de lotação, de três para dois anos, para fins de remoção. Isto seria motivo de festa, pois tem a aparência de uma bela vitória para a categoria, uma justa reivindicação que vai ao parlamento nacional. Porém, como na guerra de Tróia, a aparente vitória trás consigo uma perigosa armadilha, fruto da estratégia do “inimigo”.

Se desatentamente encamparmos a defesa pura e simples do PL nº 5491/2013, estaremos trazendo pra dentro de nossas trincheiras uma poderosa arma da Administração para desvalorizar ainda mais os servidores do quadro efetivo do MPU. A leitura do projeto denuncia a estratégia, pois prevê mais que a redução do “pedágio” ou a inocente regulamentação da validade da carteira funcional do MPU, a proposta municia a Administração com uma arma poderosa para tornar mais atrativa a nomeação para o exercício de cargos em comissão dos chamados “paraquedistas do serviço público” - pessoas sem concurso público que, com grande frequência, têm como maior qualidade profissional a amizade com algum “figurão” da Administração, no caso, do MPU.

Além de reajustar a remuneração da parte da Administração onde existe a brecha da legislação para entrada sem concurso, simplesmente “esquece” que as alegadas “perdas sofridas pelo processo inflacionário” usadas como justificativa para o reajuste dos “janeleiros” também atingem os servidores efetivos e, por isso, não prevê reajuste das funções comissionadas.

A desfaçatez da Administração causa náuseas, pois pretende usar a velha máxima segundo a qual “a mão que afaga é a mesma que apunhala”.

É preciso uma reação, é preciso dizer ao Congresso Nacional que os servidores do MPU reivindicam sim a redução do prazo mínimo de lotação, mas não aceitam o privilégio aos “sem concurso” em detrimento daqueles que com muita luta hoje compõem o quadro efetivo do MPU.

Reajuste de CC’s sem reajuste das FC’s não!

Não ao cabidismo, não à desvalorização dos servidores efetivos do MPU!

Diretoria Executiva Nacional Colegiada (DENC)
Sindicato Nacional dos Servidores do MPU e CNMP
SINASEMPU