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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Greve: O Secretário Geral e o Jogo de Xadrez

Imagem via Google/imagnes

“Quanto mais longe você conseguir olhar para trás, mais longe você verá para frente.” (Winston Churchill)

Amigos, não tem jeito, em greve mais de duas semanas, não há como não precisar debater aqui, neste tão querido espaço, as nossas batalhas.
A luta dos servidores do MPU conseguiu alcançar vitórias em batalhas importantes, algumas inimagináveis a algumas semanas, isto é preciso assimilar, mas, não criemos ilusão, ainda é pouco! Estamos em meio a uma partida complexa de xadrez e nosso oponente não é, de forma alguma um jogador despreparado.
Precisamos ter equilíbrio e reconhecer que o movimento tem valido a pena, mas não podemos comemorar demais, pois o principal objetivo ainda não foi alcançado. Vitória verdadeira, só com a efetiva valorização da categoria.
Penso ser necessário lançarmos um olhar sobre todo o processo iniciado ainda nas discussões preliminares ao envio do anteprojeto que deu origem ao PL n.º 6.697/2009. Afinal, a partida não se compõe apenas dos lances atuais, é o conjunto destes e dos futuros que construirá o resultado final.
Desde aquele período inicial, uma fragilidade de nossa categoria restou plenamente evidenciada: a falta de Unidade. A começar pela variedade de entidades (sindicatos, associações, fóruns, etc.) que buscavam, sem diálogo entre elas, protagonizar, influenciando o PGR, a proposta de reajuste. Naquele momento, a Administração do MPU aproveitou-se da divisão dos servidores e mandou para o Congresso Nacional a proposta que bem quis, quando quis. E lá se foi o primeiro ano.
No segundo momento, com um projeto já no Congresso, o desafio era articular um acordo com o Governo e Congresso para aprovação rápida. Mais uma vez, a divisão da categoria, aplaudida e estimulada pela própria Administração e ampliado por interesses político eleitorais, desta vez em torno do modelo remuneratório e da vinculação ou não ao projeto do Judiciário, preparou o terreno para a tranqüila embromação do PGR e do Governo. E lá se foi o segundo ano.
Então veio 2011. O SINASEMPU, em novo momento interno, assumiu a vanguarda do movimento e buscou ouvir e valorizar os anseios da categoria, bem como, estabelecer canais de necessário diálogo com as diversas entidades que representam frações dos servidores do MPU, sempre com o intuito de somar forças e retirar da Administração o argumento da divisão da categoria como desculpa para a não efetivação da valorização. É certo que o SINASEMPU não poderia escusar-se das discussões que envolvem, por exemplo, o modelo remuneratório preferido pela categoria e a autonomia do MPU em relação aos Poderes da União, nosso sindicato posicionou-se, mas buscou construir pontes com as diversas propostas existentes e defendidas por setores da categoria.
A postura proativa do SINASEMPU, marcada pela remobilização da categoria, culminou, após excelentes atos de protesto realizados em Brasília - como aquele do dia 11 de abril, na deflagração da greve nacional, indiscutivelmente a maior mobilização da história de nossa categoria, aliás, não era pra menos diante do tamanho do arrocho que temos suportado com quase 7 anos sem qualquer reajuste.
Nesta última semana, avanços foram anotados, em decorrência direta da pressão promovida pela greve e os apoios, inclusive de Membros, provocaram, em um primeiro momento, uma leve mudança de postura da Administração, demonstrada pela audiência do PGR o sindicato. Embora o fato de o PGR ter se disposto a realizar o diálogo em decorrência da greve tenha sido um ponto para o movimento, os resultados daquela reunião não foram, nem de longe, satisfatórios. Aliás, o SINASEMPU já vislumbrando que a promessa de “movimentação” do PGR não seria concretizada conforme assegurado na reunião, já havia iniciado o planejamento de uma nova fase da greve, inclusive com a realização à Marcha à Brasília.
De qualquer forma, na quarta-feira, houve sim um avanço, não a vitória, mas um movimento provocado que deve ser bem utilizado para que, no próximo lance, favoreça os servidores. É preciso ter a certeza que a fala do Secretário Geral, em reunião sem prévio agendamento, com o SINASEMPU não foi fruto de um “ataque repentino de bondade” ou uma “súbita tomada de consciência a respeito da necessidade de valorização dos servidores”. A mudança de postura da Administração é fruto da luta de todos e também indica um “recuo estratégico” diante das inúmeras pressões, inclusive judiciais, que vem recaindo sobre o PGR e seu staff em razão da permanente negativa de diálogo.
Todavia, não se pode achar que está tudo resolvido; que agora é só questão de tempo para que tenhamos nossa tão sonhada vitória. Não é assim, é fundamental que a luta continue. Ainda não ganhamos um centavo de reajuste.
É preciso observar, por exemplo, que ao afirmar que deseja dos sindicatos uma posição quanto ao modelo remuneratório que deve ser estabelecido para os servidores do MPU, a Administração, sutilmente, ressalta um ponto que tem dividido a categoria e as entidades. Com isto dá a deixa para que as diferentes bandeiras (pró e contra o subsídio, p.e.) voltem à ter mais destaque do que o mais importante, ou seja, a efetiva valorização de nossa carreira. Joga-se sobre o SINASEMPU (e no DF outras entidades que tem participado do processo), principalmente, a responsabilidade de um eventual fracasso das negociações, caso não haja, neste momento, um movimento estratégico e que favoreça a unidade.
É por isto que defendemos que a resposta à Administração seja no sentido de que, a discussão sobre “modelo” já está superada, inclusive o SINASEMPU já informou a resposta obtida quanto à preferência. Ocorre que esta preferência não implica em aceitação de qualquer modelo de subsídio, nem a rejeição de qualquer outro modelo que faça justiça ao conjunto dos servidores do MPU. Para que a consulta à categoria seja realizada agora, é fundamental que a Administração apresente uma minuta real, negociada com o Governo e o Congresso e que implique no atendimento imediato dos anseios da categoria. Esta nova minuta, uma vez apresentada à categoria, deverá ser objeto de apreciação, não apenas quanto ao modelo, mas sim quanto á forma efetiva.
Isto é assim, porque não basta dizer qual o modelo será adotado, é fundamental, é indispensável dizer como o modelo proposto será implantado e no que, exatamente, consistirá. Só assim, sairemos da discussão hipotética e muitas vezes fratricida, para a análise real do tratamento que desejamos para nossa categoria. É certo que a tabela proposta na emenda que propõe o subsídio é o piso da discussão, porém somos sabedores que é preciso ter transparência quanto às nuances pretendidas na implantação.
Assim, sem alimentar divisões improdutivas e desnecessárias, faremos com que a Administração cumpra seu dever de dizer qual, em discussão com o próprio Governo, é a proposta que tem para os servidores do MPU.
Sigamos firmes e inteligentemente na luta, reconhecendo as batalhas vencidas, sem jamais deixar de mirar na vitória definitiva.

32 comentários:

  1. A administração já não disse qual a proposta que tem para os servidores não????

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  2. Massa! To gostando de ver. Parece que agora o processo tá andando mesmo. Muito bem observado Anderson, pois a caixa de emails institucional voltou a se encher com emails subsídio x atual.

    Isso já é passado.
    Agora é informar ao PGR o modelo preferido e perguntar "de quanto estamos falando"?

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  3. Durante a reunião onde o SG informou que simpatiza com o subsídio e caso o mesmo fosse escolhido já tinha verba pra implantar em uma só parcela e ainda esse ano, em algum momento informou também a partir de que mês poderia ser? O Sindicato tem como comprovar se a dotação orçamentária realmente já existe?

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  4. Perfeita análise Anderson, esse é o foco.

    Abraço.

    Eduardo

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  5. Perfeita análise do momento vivido pela categoria dos servidores do MPU Anderson. Esse é o foco.

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  6. Isso mesmo, é preciso estar atento porque o prazo Normal para aprovação de qualquer coisa este neste ano está se esgotando, e daí fica tudo mais difícil.

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  7. Aí conterrâneo, vlws pela explicação, vamos em frente, PRM-Jipa firme na briga! abçs. Leandro.

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  8. A minuta solicitada pelo Anderson é fundamental.
    Caso ganhe o subsidio a responsabilidade do Sinasempu neste momento é infinitamente grande, pois tem muitos votos contrarios ao subsidio. Administração esta jogando no colo do sinasempu uma bomba. Ja se organiza uma associação por integrantes dos favoráveis ao subsidio e não a filiação ao Sinasempu?. Eu tenho gravado a reunião com o SG ele não falou em uma parcela(uma parcela é direcionar o resultado).

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  9. O subsídio retira vários direitos conquistados a duras penas, além de igualar servidores em atividades diferentes. E para os sindicatos é um tiro no pé. Com o subsídio se terá somente uma rubrica no contracheque. Esse valor será a base para os descontos, inclusive para os sindicatos. Outra questão é saber quais são os valores desse subsídio. Isso, por um acaso, foi colocado na mesa? O PGR e o SG nunca deu nada de graça para os servidores. Aí tem coisa!
    Fique atento seu SINASEMPU. ABRAÇOS.

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  10. O subsídio não retira nenhum direito conquistado, pelo contrário, abre para os servidores a possibilidade de se ter uma remuneração justa e ao mesmo tempo promove, gradativamente, a correção de disparidades na categoria.

    Retira direitos conquistados da categoria? Um direito quando é manifesto para somente alguns servidores não é direito, e sim privilégio. Portanto, SUBSÍDIO JÁ nos moldes da tabela da emenda apresentada pelo relator do nosso PL.

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  11. Prezado Anderson,

    muito bem colocado, a questão do modelo em si já foi discutida. Não podemos é permitir que seja imposto um valor qualquer. Que fique claro, queremos SUBSÍDIO + VALORIZAÇÃO!

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  12. Parabéns pelo trabalho, Anderson e Equipe do SINASEMPU! Espero que conciliem as diferentes formas de valorização do MPU. Uma delas é a redução do déficit de servidores, notadamente no MPT, exemplarmente veiculada pelo SINASEMPU. Precisamos assegurar a prorrogação do 6º Concurso, antes de outubro. E que os créditos suplementares sejam viabilizados urgentemente diante da premência de nomeações nos diferentes ramos do MPU. As demandas são represadas, ano a ano, sob os diferentes pretextos e ardis. Os desafios se avolumam. E precisam ser considerados como um todo.

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  13. Anônimo, de que adianta diferenciar servidores que atuam em atividades diferentes remunerando-lhes mal? O subsídio irá recompor a todos ao patamar de qualidade, diferentemente de hoje onde existem poucos ganhando muitíssimo mais que a maioria. Além do mais o modelo atual injustamente remunera de forma diferente colegas que estão no mesmo padrão. Os servidores do MPU em grande maioria já decidiram pelo SUBSÍDIO e o motivo é simples: todos querem ganhar bem e já. A tabela da emenda do subsídio já privilegia o tempo de serviço de cada servidor com valores apropriados, portanto não se trata de querer fazer iniciantes ganharem o mesmo dos antigos. Vamos fortalecer TODA a categoria. Façam download da planilha (www.subsidioja.com.br) e comparem as propostas. Muitos ficarão surpresos ao ver que até mesmo os que tem incorporações receberiam um bom aumento com a proposta do subsídio, portanto não perdem coisa alguma.

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  14. Não consigo entender como um sindicato fala em melhora salarial quando prejudica boa parte da categoria. O Sinasempu está fazendo o jogo do Governo. No longo prazo o subsídio prejudica a todos ao retirar direitos. Se não fosse interessante para o Governo vcs realmente acham que haveria o aceno para implantar imediatamente o subsídio. Sinceramente que politica sindical é essa???? Quando um é prejudicado não serve ao grupo, essa é a minha opinião. Fico preocupado qual o outro benefício será "negociado" da próxima vez. Talvez algo como X+1 para ativos e nada para os inativos. Abrir mão de direitos é muito amador na minha avaliação.

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  15. A enquete feita pelo SINASEMPU não contempla todos os servidores, pois muitos como eu não considero o SINASEMPU como nosso representante, por isso tem filiado os novatos que não conhecem ainda quem é o SINASEMPU.
    Quantos servidores filiados conscientes tem o MPU ?
    Quantos servidores incluindo os aposentados tem o MPU ?
    Por quê falar em maioria, sendo um pequeno grupo de novatos que votou.
    Sou a favor da justiça, nunca a favor de perder direito.
    Sou a favor do projeto que o Poder Judiciário tem apresentado pelo Deputado Roberto Policarpo, cuja proposta contempla todos os servidores novatos ou não.

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  16. Será que o problema está mesmo na forma de remuneração?
    Os PROCURADORES do MPU recebem por subsídios. Os magistrados também. No entanto suas carreiras são valorizadas. Quando se unem a coisa acontece.Com subsídio ou sem subsídio, se a categoria não se unir, a vitória vai ficando cada vez mais distante. A Administração se utiliza dos mesmos ardis que os Patrões para não reajustar a remuneração. Se não houver luta com união, as iscas jogadas pela AP são armas que detonam o movimento e destroem qualquer possibilidade de vitória. Lutem...Vençam...Estou torcendo por vocês.

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  17. Quem quer subsídio?
    R: o governo e os novatos.

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  18. Primeiramente, vejo que não temos tempo a perder, pois em breve teremos o recesso parlamentar; em segundo lugar, pelo fato do SINASEMPU ter veiculado no site e enviado ofício ao PGR demonstrando que mais de 85% dos servidores são favoráveis ao subsídio, entendo que o momento é solicitar a referida minuta para conhecimento dos servidores, incluindo valores e parcelamento. Realizar nova consulta sobre modelo remuneratório(subsídio x Vencimento + Gratificações), além de prejudicial,seria cair uma armadilha,principalmente por causa do SINDJUS-DF que mais tem atrapalhado o MPU do que ajudado(e pelo Sr.Policarpo não desejar perder o MPU como possível curral eleitoral, como tem tentado fazer desde 2009).

    Vejo que o SINASEMPU,a Comissão Pró-Subsídio e Movimento Grevista da PGR precisam se reunir urgentemente e traçar estratégias para o momento atual; desmobilizar seria muito ruim, mas manter o Estado de Greve até o efetivo envio do substitutivo seria mais interessante.

    Outro ponto importante é verificar a possibilidae do Dep. Reginaldo Lopes assumir a relatoria do MPU, caso a proposta que for apresentada tenha aceitação, isso se faz necessário,pois o propositor da emendas já tem contatos no governo,sabe o que pode ser feito, e intermediaria negociações com o governo.

    Enfim, aparentemente vencemos uma batalha, mas falta um pouco mais para vencer a guerra, e conseguirmos não só a valorização dos servidores do MPU, mas um eventual desatrelamento do Judiciário, que só tem nos afundado e complicado.

    Abs

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  19. Se o subsidio fosse tão ruim assim porque outras carreiras mais valorizadas que a nossa teriam esta forma de remuneração???????? e quais os direitos vc restá abrindo mão??????

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  20. Alguém me responda:
    .
    Por que somos atrelados ao judiciário?
    .
    Será que não está na hora do SINASEMPU seguir caminho com as suas prórias pernas?
    .
    O SINDJUS também representa os servidores do MPU? Se representa, qual a finalidade do SINASEMPU?

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  21. Seria interessante que o SINASEMPU e o MPF/PGR selassem um acordo que fosse bom para as duas partes. Enquanto os servidores querem o PCS aprovado, o quanto antes, o MPF quer ver o Planejamento Estratégico andando, o sistema Único, os diversos programas de trabalho orçamentários... Penso que os servidores têm que ceder um pouco para as coisas andarem bem. Mas isso não impederia uma nova greve, caso o PGR não cumprisse sua palavra.

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  22. O Sinasempu está corretíssimo em lutar pela isonomia e o fim das castas no MPU. Finalmente seremos todos iguais e luteremos juntos pela valorização de nossa carreira. MPU forte é MPU unido. E o MPU só será unido quando todos forem iguais.

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  23. As ações dos sindicatos do judiciário, que tem o mpu apenas como apêndice, abusam da ideologica de defesa dos direitos históricos, conquistados com muita luta, mas na verdade o que se observa é a manutenção do direito de poucos, a insistência em um modelo q cria vários segmentos na categoria para mesmos cargos e, analisando os últimos anos, desde o envio do PL, não obteve avanço algum, tomou decisões sem o verdadeiro aval da categoria, não é sequer recebida pelo pres. stf, entre outros, será este então o modelo sindical correto?

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  24. Sua visão retrospectiva da luta do MPU compõe um quadro de experiências vividas ao longo do tempo motivado pelas ações reivindicadoras, focalizando melhorias e o compromisso inicial que é a valorização da categoria. Entretanto esse percurso é marcado pela divisão dos servidores, e por outros interesses (...) interesses político eleitorais entre outros. O SINASEMPU buscou ouvir os anseios da categoria, abriu canais de diálogo... Todavia a fragilidade da luta ainda persistiu que é a divisão da categoria. Nesse caso não seria necessário um esclarecimento mais detalhado sobre as dúvidas que permeia os servidores, mostrando-lhes as vantagens e minando as desvantagens. A conciliação é uma grande vantagem e constitui elevada prioridade para todos.
    Tudo nessa vida tem vantagens e desvantagens, mas, é essencial focalizar nas vantagens que beneficiem muitos e não a minoria.
    Frase que li num livro: “Do que adianta viver nesse mundo no qual, apenas inexpressiva minoria esta realmente empenhada em melhorar.
    Solar

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  25. Anderson,
    parabéns pelo texto e pela postura democrática com que o Sinasempu tem se relacionado com a categoria.
    Os servidores do MPU já decidiram: Subsídio!
    A enquete realizada é suficiente estatisticamente para demonstrar esta vontade.
    Reiterem esta posição ao SG e não recuem.
    A vitória está próxima!

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  26. Sua visão retrospectiva da luta do MPU compõe um quadro de experiências vividas ao longo do tempo motivado pelas ações reivindicadoras, focalizando melhorias e o compromisso inicial que é a valorização da categoria. Entretanto esse percurso é marcado pela divisão dos servidores, e por outros interesses (...) interesses político eleitorais entre outros. O SINASEMPU buscou ouvir os anseios da categoria, abriu canais de diálogo... Todavia a fragilidade da luta ainda persistiu que é a divisão da categoria. Nesse caso não seria necessário um esclarecimento mais detalhado sobre as dúvidas que permeia os servidores, mostrando-lhes as vantagens e minando as desvantagens. A conciliação é uma grande vantagem e constitui elevada prioridade para todos.
    Tudo nessa vida tem vantagens e desvantagens, mas, é essencial focalizar nas vantagens que beneficiem muitos e não a minoria.
    Solar

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  27. SERVIDOR ( MESMO) DO MPU27 de junho de 2011 06:26

    Caro SINASEMPU, vcs estão dando um tiro no próprio pé. Esses novatos estão querendo ganhar, hoje, o que um antigo demorou anos para conquistar. a situação é a seguinte: o servidor antigo firmou raiz no MP, enquanto o novato está de passagem no MP. Se se aprova o subsídio vcs perdem a base antiga (filiados antigos); podem até, num curto período de tempo, ficar com os novatos. Digo num curto período pois esses novatos estão de passagem no MP. Aí já era SINASEMPU. Vcs ( SINASEMPU) estão comprando uma briga para um grupinho que nem sabe se fica no Mp, contra servidores que pretendem se aposentar no MP. Isso não sou eu quem digo. Vcs sabem que os servidores novatos fazem do MP órgão de passagem.
    Outro problema é confiar na Adm. do Mp. Ela nunca deu nada de graça para os servidores. Vcs ( SINASEMPU), que vivem entrando com várias ações contra o MP, sabem disso. Além de saber que para ser recebido pela Adm. do MP é uma luta. Agora, num passe de mágica, é chamado pela Adm., como a salvadora dos servidores do MP, para se possicionar a favor de algo que muitos servidores antigos não querem. Cuidado SINASEMPU! VCS CORREM O RISCO DE PERDER TUDO QUE FOI CRIADO POR ANOS A FIO E A DURAS PENAS . VCS SABEM DO QUE EU ESTOU FALANDO, SOU SERVIDOR ANTIGO E CONHEÇO O SINASEMPU, SINDJUS, ASSOCIAÇÕES. CUIDADO SINASEMPU! NÃO ENTREM NESSE JOGO.

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  28. O Sinasempu tem que mostrar à administração do MPU que a escolha do formato remuneratório que melhor atende a categoria foi e continua sendo o subsídio. A enquete foi tão democrática que abriu votação até aos não filiados, como eu, por exemplo. Então, agora, é missão do SG levar adiante a proposta do subsídio desvinculando-se de vez do judiciário, porque a emenda do policarpo não vai colar e vamos chupar o dedo de novo...

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  29. Que seja concedido neste espaço o direito de resposta - Para o anônimo que escreveu o artigo abaixo:

    "Anônimo disse...
    O subsídio não retira nenhum direito conquistado, pelo contrário, abre para os servidores a possibilidade de se ter uma remuneração justa e ao mesmo tempo promove, gradativamente, a correção de disparidades na categoria.
    Retira direitos conquistados da categoria? Um direito quando é manifesto para somente alguns servidores não é direito, e sim privilégio. Portanto, SUBSÍDIO JÁ nos moldes da tabela da emenda apresentada pelo relator do nosso PL.
    24 de junho de 2011 18:35"

    Procure se aprofundar e conhecer colegas que trabalharam desde o início do MPU, que se dedicaram com inúmeros sacrifícios pessoais inclusive, para que vc hoje coleguinha pudesse estar confortavelmente em sua mesa de trabalho, bem ou mal recebendo a sua "merreca de salário" (assim que vc, olhando para o seu próprio umbigo, deve chamar os seus proventos, enquanto outros servidores no Executivo, gostariam de estar no seu lugar. Reflita sobre isto!). Procure primeiro crescer e aparecer (crescer profissionalmente, pagando um preço justo pelas suas promoções. Hoje o servidor entra no MPU com 03, 04 anos já está na última referência, aí pode né? legal. Enquanto outros lutaram anos a fio para chegarem no último padrão, vc beneficiado por um ato da Administração, galga uma melhoria salarial que vc nem lutou para alcançá-la nem a mereceu. Aí não há injustiça não é? Interessante a sua analogia. Desde quando um direito conquistado torna-se privilégio? Procure colega conhecer a legislação antes de falar bobagens, reconheço que vc faz do anonimato uma arma para difundir uma teoria perniciosa e prejudicial a toda uma categoria, fazendo-se passar como o "dono da verdade absoluta". Saiba que a legislação que criou "tais privilégios" para os servidores, sejam do MPU, Judiciário, Legislativo e Executivo, ela é abrangente, não é específica. Se os servidores na época preenchiam os requisitos legais exigidos, nenhum deles teve culpa, aliás, foram mais que merecedores. Os efeitos da Lei também foram para todos os servidores dos Três Poderes. Para seu conhecimento, cito uma experiência pessoal: quando entrei no MPU, o quadro era ainda era bastante reduzido e conhecí dezenas de colegas abnegados, amantes do trabalho, que vestiam a camisa do Órgão. Isso contagiava aos demais e, todos de forma coesa, unida, lutavam pelos mesmos ideais. Não havia a visão mesquinha, vil, debochada até, de alguns que hoje "sentem-se prejudicados" e querem uma igualdade imediatista. Parafraseando o Romário: chegaram ontem e já querem viajar na janela...Esquecem que os novatos de hoje serão os antigos de amanhã. E quando não houver mais direitos para se negociar? ao invés da retirada de direitos de alguns sou favorável a ampliação dos direitos para todos, isto sim deveria ser a política adotada pelos nossos sindicalistas, o que infelizmente não ocorre!
    Se não houver desprendimento e união colega nada irá prosperar. Se há disparidades dentro da Administração Pública, tal fato não é culpa dos servidores. A Carta Magna fala da isonomia de vencimentos entre os Poderes. Porque nenhum Governo até hoje a adotou? Veja por exemplo, quanto ganha um motorista oficial em qualquer Órgão do Poder Executivo e compare quanto ganha o mesmo motorista oficial no Senado. Porque se usar agora de dois pesos e duas medidas?
    cresça e apareça colega anônimo, porque falar promovendo a discórdia e cometendo injustiças é muito fácil, difícil é "carregar o piano", como muitos colegas de mais tempo de serviço já o fizeram. Respeito é bom e êles o merecem!

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  30. Acho estranho, muito estranho o fato da reunião de última hora promovida pelo SG da PGR ter chamado somente "alguns" privilegiados para a reunião, ficando de fora algumas Associações, tais como Asempt, Asmpf, ou até mesmo o SindjuDF, que não deixa de ter filiados dentro do próprio MPU. Todos deveriam ter o direito de serem ouvidos, afinal representam milhares de servidores do Órgão em tobo o País. Até quando nós servidores vamos ter de aguentar essa falta de Unidade, dentro do MPU.

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  31. Excelente análise Andeson. Muito boa mesmo. Sou do Rio de Janeiro e soube desse artigo através desse blog do pessoal da PRR3 são paulo, que tem um texto também muito interessante e cita o seu...Parabéns

    Eis o link do artigo deles:
    http://brigadeiroribeirao.blogspot.com/2011/06/pesadelo-de-um-servidor-do-mpu-1.html

    Saul

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  32. A formação do GT de carreira estava programada? Até onde eu sei não estava no acordo, pelo visto foi criado mais uma comissão com ares protelatórios, e composta por servidores que tem um PL criando gratificações específicas......sugiro ao SINASEMPU questionar tal atitude, pois foi demonstrado que queremos subsídio, o SG e PGR disseram ser favoráveis a tal modelo, o próprio SG disse que o subsídio encontra mais facilidade no governo, e agora cria um GT (SEM REPRESENTANTES SINDICAIS, DA CPS, DO MOVIMENTO GREVISTA) para verificar modelos remuneratórios? Infelizmente o acordo já foi quebrado, sugiro aos colegas do SINASEMPU a buscarem esclarecimentos e reinvidicarem no mínimo a participalção de + um ou dois servidores pró-subsídio para ajudarem e fiscalizarem os trabalhos desse GT.

    Abs

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