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sexta-feira, 29 de junho de 2012

MPU: Cesta de 30 ponto e marcação sob pressão, quadra toda!


Imagem via Google/Imagens

Adoro esportes, sempre pratiquei muitos, mas desde a infância, minha paixão sempre foi o basquete, a complexidade dos movimentos, aparentemente simples, o permanente uso da estratégia e a inteligência, inclusive emocional, como elemento indispensável para alcançar a vitória.
Mas porque to falando em basquete quando você que me lê agora, certamente, inclusive pelo título do texto, está querendo saber é sobre a recomposição salarial dos servidores do MPU? É porque algumas lições que aprendi em quadra servem-nos muito bem neste momento.
Uma expressão que mais parecia um mantra, repetido por todos os técnicos/treinadores com quem joguei, era o seguinte: “Não existe cesta de 30 pontos!” Repetiam isto todas as vezes que estávamos atrás no placar, especialmente quando a desvantagem era razoável. Diziam isto para que percebêssemos que nossa vitória não dependia de um único lance e sim de um conjunto de movimentos, uma série de lances, tanto na defesa, impedindo que o adversário continuasse a marcar, quanto no ataque onde tínhamos que marcar o máximo possível, tirando a diferença.
Vejo-nos, atualmente, em situação similar. Estamos em grande desvantagem, o Governo nos mantém há mais de seis anos sem recomposição salarial, nossa vontade é que tudo se resolva em um único lance (a tal sexta de 30 pontos), mas isto não é possível, não ocorrerá. É fundamental termos, neste instante, consciência que é preciso uma série de movimentos orquestrados a partir de uma estratégia eficiente e eficaz. Porém, de nada adianta a estratégia se não acreditamos que é possível virar o jogo, se não executarmos bem cada lance.
Na defesa precisamos rebater os argumentos falaciosos da Presidente e seus emissários, no Governo, no Congresso Nacional e nos veículos de comunicação. Devemos disputar mentes e corações dos verdadeiros formadores de opinião, especialmente dentro do Congresso Nacional por onde, necessariamente, definir-se-á a aprovação do PL 2199/2011. Impedindo que o Governo avance nessa política nefasta que nos atinge, teremos condições de, no ataque, tirar a diferença. Várias cestas precisam ser obtidas para virar o jogo.
A primeira delas é conseguir que o Relator na CFT, Dep. Aelton Freitas, apresente incontinente seu relatório à comissão, afinal, se antes argumentava que só o faria com uma opção oficial do PGR por um dos dois PLs, agora com a decisão CSMPF, não tem mais desculpa! Outra jogada fundamental é o convencimento de todos os membros da CFT, pela aprovação do PL 2199/11 o mais breve possível. Devemos também, com a proposta orçamentária do MPU em mãos, avançarmos sobre o Ministério do Planejamento para exigir a inclusão da previsão orçamentária na proposta consolidada.
Nos momentos decisivos das partidas, especialmente quando precisamos tirar diferença, a marcação “homem a homem’, marcação pressão quadra toda, é geralmente a mais indicada. Embora exija de toda a equipe um esforço bastante grande é possível ser realizada durante um período determinado de tempo. Mas só funciona se a equipe toda se aplicar. Bem, no nosso caso, nossa marcação pressão deve começar na saída da bola, nos Estados e com todos os parlamentares, é preciso que o Congresso Nacional acuse a pressão, reconheça-nos como uma categoria importante, mobilizada e que não os deixará em paz até alcançar nosso objetivo que é a aprovação do PL 2199/11. Todos os jogadores (parlamentares, membros do governo e até candidatos influentes) devem ser procurados, devem sentir nossa pressão, especialmente os “craques”, aqueles agentes políticos (parlamentares ou não) que tem mais voz no governo e no Congresso Nacional, esses não podem ter tranqüilidade para jogar, salvo se claramente estiverem no nosso time.
A hora de vencer é agora, não existe cesta de 30 pontos, nem vitória sem luta. Não lutar é aceitar desde já a derrota, ir à luta é ter a esperança de construirmos, juntos, a vitória.

4 comentários:

  1. Sensacional! Inteligente, direto e objetivo. Bora virar esse jogo...

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  2. Tolo! Sem noção, perda de tempo e enrolação. Perdemos esse jogo...

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  3. Anderson, creio que a jogada não seja essa e sim trabalhar bastante e intimidar o governo. Há muita coisa a ser feita, afinal desmandos e impunidade estão aí para todo mundo ver. Programas sobre os bastidores da política estão crescendo e com muito ibope. Mas são inócuos caso os Procuradores, suportados por nós, servidores, não possamos fazer uma força-tarefa para colocar quem desvia o dinheiro público e quem usa cargos públicos como favores na cadeia. Vamos fazer multirões de forma a mostrar que temos garra e força e não tentar sensibilizar políticos que estamos pedindo que eles deixem de desviar pro bolso deles. Vamos cobrar que a legalidade impere e aí sobrará muito dinheiro para todos, mesmo com a crise que se anuncia. Combinemos procuradores e servidores para investigar os mensalões, cachoeirões e outros escândalos que imperam na nossa cena política. Enquanto não fizermos isso, nada vai mudar, já que estamos em silêncio, acatando a improbidade que ocorre.

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    1. Olha o outro sem noção!

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