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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

2011 FOI IMPORTANTE, 2012 É AINDA MAIS!

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O SINASEMPU, como entidade sindical representativa do coletivo de servidores do Ministério Público da União e Conselho Nacional do Ministério Público, desempenhou em 2011 um trabalho muito intenso a fim de fazer prevalecer a vontade expressa da imensa maioria da categoria, foi este desejo que levou à realização da maior greve da história do MPU, no final do primeiro semestre, à elaboração e aprovação pela categoria, em um processo jamais visto para qualquer plano de cargos e salários do MPU, do anteprojeto que resultou no PL nº 2199/2012, e a inclusão dos recursos, na proposta orçamentária do MPU, para implementação do reajuste.
 
O segundo semestre foi um período de extremos, com a concretização da elaboração e remessa ao Congresso Nacional do PL nº 2199/2011, bons ventos sopravam sobre nós e parecia que, finalmente, alcançaríamos a desejada valorização. Porém, após a remessa ao CN, a Administração quedou-se inerte, em que pese as inúmeras manifestações organizadas pelo SINASEMPU, com incontestável apoio de lideranças nos mais diversos locais de trabalho, não houve o necessário empenho da Administração que, provavelmente, esperava que ou os demais Poderes ou os servidores a partir do SINASEMPU fizessem todo trabalho sem que a mais alta cúpula do MPU necessitasse “expor-se”.
 
Entre setembro e dezembro ocorreram reuniões praticamente diárias, com representantes do Governo, lideranças partidárias, e parlamentares em geral. O PL 2199/2011 passou a ser, com folga, o projeto de lei mais conhecido da Câmara dos Deputados graças ao empenho de centenas de servidores mobilizados e organizados pelo SINASEMPU.
 
Desde o início restou cada vez mais claro que nosso maior adversário era o Governo Federal, mais especificamente a vontade da Presidente da República, Dilma Rolsseff, que chamou para si a decisão de não conceder reajustes aos servidores públicos dos demais Poderes e do MPU. A Presidente aproveitando-se dos altíssimos índices de aprovação popular, e fez dos servidores o bode expiatório, utilizando a negativa de valorização como demonstração de suposta austeridade do Governo Federal. Suposta porque não era demonstrada em outros aspectos do Governo que, inclusive, ampliou sua participação nos fundos internacionais e, no orçamento, garantiu obesas contribuições para os já inflados recursos do sistema financeiro privado.
 
Apesar dos enormes obstáculos, não houve desistência antecipada de nossa parte, os servidores do MPU e do CMNP, lutaram muito, tanto lutaram que vencemos o que havia de mais retrógado no Governo, personalizado no Dep. Sílvio Costa, na CTASP. A aprovação na CTASP, como admitido pelo próprio Presidente da Comissão e pelos líderes do Governo, foi uma vitória da luta dos servidores, que souberam usar as armas necessárias (estratégia, loby, articulação, pressão) para obter um passo que o Governo não desejava que fosse obtido.
 
Na CMO, o trabalho mais intenso foi iniciado tão logo a proposta orçamentária do Governo chegou ao Congresso, o SINASEMPU atuou diretamente nas relatorias do orçamento, conversando tanto com o Relator Geral, Dep. Arlindo Chinaglia, quanto com o Relator Setorial, Sen. Inácio Arruda. Além de todas as lideranças partidárias, do Governo e da Oposição. Interessante que, no Congresso Nacional, poucas vozes levantaram-se contra a justiça e necessidade de nosso reajuste, afinal, o argumento do tal efeito dominó sobre as demais carreiras fora destruído, assim como todos os demais que tentavam justificar a negativa de nosso reajuste. Só restava aos líderes confessar, como o fizeram, que o impedimento mesmo era a vontade do Governo, da Presidente da República.
 
Recorremos aos partidos de oposição em busca, especialmente de uma posição que condicionasse a aprovação do Orçamento/2012, tradicionalmente feito por acordo, ao atendimento de nossa reivindicação. Foram distribuídas várias notas com esclarecimentos técnicos sobre nosso PL que demonstrava a viabilidade. Obtivemos emendas que possibilitariam o inclusão no orçamento, porém o trator Governamental prevalecia. Lideranças oposicionistas que durante semanas discursaram que estariam ao nosso lado sempre, na hora definitiva abandonaram o barco e renderam-se à vontade do Governo.
 
A dois dias antes do prazo fatal, poucos parlamentares mantinham-se firmes ao nosso lado, embora discursassem favoráveis, não estavam dispostos a agir em nossa defesa. Foi quando demos a última cartada, graças ao trabalho feito durante semanas com Parlamentares do PDT, firmamos aliança com o Dep. Paulinho Pereira (“Paulinho da Força”) que já possuía uma queda de braços com o Governo em razão do reajuste dos aposentados que recebem acima do salário mínimo. Graças a esta articulação, o Deputado passou a declarar que derrubaria a votação do Orçamento, a partir de requerimento de verificação de quórum, se não houvesse acordo com o Governo em relação aos Aposentados e os Servidores do MPU.
 
O último dia, 22 de dezembro, foi extremamente tenso, o Congresso testemunhou tanto as derradeiras tentativas de acordo até manifestações exacerbadas que pretendiam impedir que o Congresso Nacional adotasse postura subserviente ao Executivo. Não havendo acordo na CMO, o Dep. Paulo Pereira apresentou na seção conjunta do Congresso o requerimento de verificação de quórum que, uma vez apreciados, impediria a votação do projeto, pois, realmente, não havia número suficiente de parlamentares presentes. A presidência da sessão, ardilosamente, suspendeu a reunião para não ter que apreciar o requerimento. Nisto a tensão estendeu-se durante toda a noite. Nós, servidores que lá permanecemos, fomos impedidos de acessar o plenário principal, mas acompanhamos tudo pelo rádio e mantendo contato com os Deputados. O governo utilizou todas as arma$ de que dispunha pra convencer os deputados e senadores a votar o orçamento chegando ao ponto de que o Dep. Paulo Pereira, que naquela noite foram até o Planalto em, pelo menos duas oportunidades, sequer contava com o apoio da maioria de seus colegas de bancada. Às 23h35min. Veio a decepção final, apesar de nossos insistentes pedidos, o último parlamentar que defendia nossa causa cedeu, diante da promessa de um suposto acordo para discussão com o Governo no início de 2012.
 
Caímos de pé, lutando. Mas o baque foi grande, o único alento foi a consciência de que fizemos todo o possível até o último momento.
 
A luta segue, mais que nunca precisamos estar em unidade, fortalecidos e organizados para transpor as barreiras que nos são impostas. Muitos são os discursos com estratégias mirabolantes que “deveriam” ter sido utilizadas, mas quem estava na frente de batalha sabe que nenhum esforço deixou de ser feito e que todos os caminhos possíveis foram buscados. A arrogância do governo e a submissão o Congresso Nacional foram nossos algozes e quanto a isto, de nossa parte nada mais podia ser feito.
 
Estamos em 2012, iniciamos o ano com duas estratégias claras, perseguir qualquer mínima possibilidade de alteração do panorama orçamentário ainda em 2012 e, consequentemente obter a implantação do PL e, em outra frente, reivindicar da Administração compensações imediatas pela falta de valorização remuneratória.


Brasília, 26 de janeiro de 2012.


Anderson Cláudio de Melo Machado
Diretoria Executiva Nacional Interina
(texto publicado no site oficial do sindicato)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Salve, Salve Porto Velho!

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Costumo rivalizar com amigos do Nordeste e do Sul do país a respeito do mais belo pôr-do-sol do Brasil. Amigos da Paraíba - e de tantos outros lugares que conhecem aquelas terras, costumam dizer que não há despedida de dia mais emocionante que o pôr-do-sol na praia do Jacaré, ao som do Bolero de Ravel e tudo mais. Os colegas do Rio Grande do Sul respondem exaltando o entardecer às margens do (rio) Guaíba – um espetáculo de cores na metrópole gaúcha.  De minha parte, não dou o braço a torcer, não existe neste país  pôr-do-sol mais lindo que aquele visto lá dos mirantes do (rio) Madeira – um momento lindo, obra-prima da natureza que, num momento de raríssima beleza, colore o límpido céu azul de Porto Velho e, de tanta vaidade, usa as águas do Madeira para refletir – e ampliar – o espetáculo.

Já deu pra notar o orgulho que tenho desta terra querida onde o Eterno Pai escolheu para eu nascer. Mas não é só o pôr-do-sol do Madeira que me infla o peito quando falo de Porto Velho, “pense” numa terra boa! Não que eu ignore os problemas que existem, sim é verdade, precisa melhorar muito em muitas coisas, mas, esta adolescente de 97 anos, está mudando, seu corpo reflete a transição entre a infância acanhada, embora marcante, para um futuro de pujança e liderança, não só no Estado de Rondônia, mas no cenário nacional e mundial, vamos ao pacífico!

São 54.016 km2, mais de duas vezes o tamanho do Estado de Sergipe, só pra se ter uma idéia da imensidão, onde tem de tudo, floresta rica, agricultura, pecuária (nossa carne é uma delícia!), água, muita água, não temos o mar mas Deus caprichou nos balneários, nosso rio Madeira, que jamais será domado, produz energia e é um maravilhoso caminho navegável, transportando nosso povo, riquezas e alimento pra toda parte (não é? Manaus! rsrs). Porto Velho tem história, Madeira-Mamoré, ciclos da borracha, do Ouro, da Energia... Porém, é mais que isto, Porto Velho tem 435.732 habitantes (IBGE/2011), gente da melhor qualidade, em regra; uns nascidos neste chão, com raízes mestiças e coração generoso. Gente que acolhe quem chega de sorriso no rosto e braços abertos. Outros tantos vindos de todos os rincões, em busca de oportunidades, emprego, estudo, vida! Porto Velho a todos acolhe, dá-se sem pudor, nem sempre recebe o reconhecimento devido, mas não se ressente, sempre oferece o bom caminho a quem precisa. Aqui a vida pulsa no comércio, nas usinas, nas faculdades, nos bares, em todo lugar.

Nesta terra tem trabalho, tem cultura, tem diversão. Porto Velho, cosmopolita por sua própria natureza, cresce, sofre, insiste, tem um pouquinho de cada canto do Brasil e quer ser a casa de todas as pessoas de bem. É dever nosso, portovelhenses por nascimento, opção ou necessidade, retribuirmos com amor, respeito e cidadania.

Salve Porto Velho, 24 de fevereiro de 2012, 97 anos de instalação!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sentir


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 Sentir


Impossível conter o sentimento.
Como ignorar a alma inundada,
Repleta de paz, de sonho e contentamento?
Como negar o arrepio da pele,
O palpitar no peito e o brilho nos olhos?

Sentir é mais que querer ou poder
É partir rumo ao desconhecido,
Entregando-se em doce incerteza,
Lançar-se sem medo da vida!

Cada dia, madrugada, minuto ou segundo
É momento de tudo viver, é único.
A lua cheia, as estrelas, o vento que sopra
São razões pra mais sentir, mais viver!

Pois quem sente, vive, não explica
Às vezes até suplica a chance de mais viver
Não dá pra conter esse sentir
Pois é sentindo que se vive
E ao viver, não se pensa em mais nada!
Anderson Machado


domingo, 15 de janeiro de 2012

Feridas lambidas, sigamos na luta!


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Nossos desafios para 2012 não são pequenos. Começamos o ano lambendo as feridas, buscando amparar guerreiros e guerreiras feridos nas batalhas de 2011, especialmente os provocados por aquela que é uma das mais impiedosas e, pela forma como é usada, cruel arma da Administração: O Grifo. Este que é usado volta e meia como instrumento de pressão sobre os servidores, em tempos de greve e mobilização transveste-se em poderoso armamento, capaz de produzir danos morais e financeiros nos servidores e maiores ainda no ânimo do movimento.
Ao utilizar insanamente o Grifo, que sequer adequasse à portaria regulamentadora, a Administração busca “dar uma lição” nos servidores que “ousaram” lutar por seus direitos, na tentativa de enfraquecer a luta sindical e transformar os servidores em meros obedecedores conformados e desvalorizados.
Nosso sindicato está atento e responderá à altura, já está buscando todos os meios de neutralizar mais este ataque. Não tenho dúvida.
Mas há muito mais a ser feito. Ninguém deve iludir-se quanto à situação, quase sem remédio para 2012, do reajuste de nossa categoria. O Governo Federal botou o Congresso e o PGR debaixo de julgo, fez o que quis e sequer janela orçamentária foi assegurada. É certo que, na opinião de alguns consultores, ainda existem remotas possibilidades de reajuste em 2012, cabe a nós ir em busca de qualquer hipótese, inclusive o suposto acordo ofertado ao Deputado Paulinho Pereira quando de seu convencimento para retirar o requerimento que impedia a votação do Orçamento/2012.
O tema do reajuste geral dos servidores também não pode ser esquecido, tanto a partir da pressão para julgamento das ações já existentes quanto pela apresentação de novas teses ao Judiciário.
Mas não devemos nos prender só nisto, temos que ampliar a pressão sobre a Administração do MPU e o Governo para afastar qualquer possibilidade do reajuste não acontecer em 2013. A aprovação do PL nº 2199/2011 na CTASP nos dá condições de avançar na luta pela aprovação do subsídio para nossa categoria. Não podemos deixar que a vontade já expressa pela ampla maioria da categoria seja desvirtuada por interesses de pequenos grupos políticos que insistem em querer vender a idéia da falta de unidade, em nome da manutenção de alguns privilégios. Acredito na importância de construirmos uma demonstração de força interna, que evidencie a verdadeira vontade da categoria a ser apresentada definitivamente ao Governo e ao Congresso Nacional.
Devemos estar em sintonia com a luta do conjunto dos servidores públicos brasileiros, contribuindo na construção da pressão sindical em razão da massacrante política administrativa implantada. Mas não podermos perder de vista nossas especificidades. Temos que continuar o bom trabalho realizado em 2011, fincando no cenário político nacional a identidade própria do MPU, nossas característica favoráveis como baixo impacto orçamentário e a opção pelo subsídio, por exemplo.
Porém, é preciso mais. Temos que cobrar da Administração do MPU ações concretas e eficazes na melhora do meio ambiente de trabalho. Se a valorização dos servidores por meio de uma remuneração mais justa é questão difícil para 2012, é dever da Administração encontrar mecanismos que amenizem a insatisfação e desmotivação dos servidores. O combate sério ao assédio moral e a redução da jornada de trabalho estão entre as principais reivindicações da categoria que estão ao alcance da Administração.
Enfim, é certo que a frustração orçamentária nos abalou a todos. Porém, lambidas as feridas, estamos em um novo ano e não podemos entregar as armas, desistir de lutar. É isto que desejam nossos algozes. Façamos das lições de 2011 o combustível para seguir em frente e lutando. Mais um ano sem reajuste é duríssimo, mas se isso prolongar para além de 2013 será ainda pior. Para que isto não aconteça, não podemos sair do fronte de batalha.
Que 2012 seja um ano de Vitória para os servidores públicos brasileiros!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Fácil dizer...


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                       Fácil dizer...


Terá a vida um roteiro a ser seguido?
Scripts preparados para os quais somos
pela álea do destino,
Não mais que atores convidados?

Será que nos pertence e conosco está
O leme desta nau onde estamos a navegar?

É preciso querer escrever cada cena,
Girar o leme e dar a direção.

Não há fórmula perfeita
Viver é se lançar, correr riscos, decidir
Cair, levantar, recomeçar e insistir
Pra descobrir a receita,
Só se pondo a caminhar

E pra seguir no caminho,
A coragem tem que estar presente
Pra virar a mesa, chutar o pau da barraca
Mudar de vida e seguir em frente...

Fácil dizer. Dolorido, mas necessário, é fazer!

Anderson Machado

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Propósitos 2012


Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...
(Epitáfio – Titãs)
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Escolhi esses versos pra anunciar os propósitos para 2012. Não foi uma escolha fácil porque poderia ter colocado cada uma das linhas poéticas que compõem aquela lição de vida em forma de música.

Epitáfio tem um segredo, a sutileza daquele poeta (Sérgio Brito – Titãs) nos convida a refletir. Epitáfio é um lamento, porque naquele instante não há mais o que possa ser feito, o instante definitivo chegara e a partir daí, não há mais o que fazer. A tristeza por não ter vivido, nos convoca à vida.

Para nós que estamos começando mais um ano, a vida se abre, as oportunidades mais uma vez nos convidam à plenitude do viver. A magia do único momento que realmente nos pertence, o presente, está em nossas mãos e justamente porque ainda temos este magnífico poder é que podemos, diria mais, devemos, transformar aquilo que seria um lamento em propósito, em compromisso, realidade.

É por isto que em 2012, e por todos os anos do por vir, quero amar mais, chorar todas as lágrimas que a emoção fizer brotar. Vou valorizar cada amanhecer como mais uma oportunidade de ser feliz, arriscarei buscar toda a felicidade que me for oferecida, não deixarei nada pra fazer amanhã, não adiarei os sonhos, não sacrificarei a felicidade. Verei em cada pessoa um tesouro precioso, com suas qualidades e defeitos, que certamente são menores que os meus.

O ano novo será o ano do fim das complicações, porque eu mesmo deixarei de complicar aquilo que a vida, por conta própria, torna simples. Trabalharei pra viver e não mais viverei pra trabalhar. Amarei muito, em cada milésimo de segundo, como se fosse a última oportunidade de sentir o mais completo dos sentimentos.
Em 2012 viverei plenamente, cada momento, cada alegria, cada tristeza. Um minuto após o outro, aceitando que só aquele instante me pertence, darei a cada instante desta vida a intensidade de toda a vida.

Ei, você que me lê, é você mesmo, convite feito: Vivamos pois!

Seja bem vindo 2012! O primeiro ano do resto de nossas vidas!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

NÃO TÁ MORTO QUEM PELEA!


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Não é fácil, lutar, superar dificuldades de toda ordem, doar-se por um bem coletivo e ser combatido com trapaça, covardia, hipocrisia e mentira.
Desde a primeira quinzena de setembro, muitos servidores do MPU, muitos mesmo, tem dedicado suas forças para construir, dentro do Congresso Nacional, o apoio político necessário para viabilizar a aprovação do PL nº 2199/2011. Foram centenas de reuniões, tantos degraus subidos e descidos que seria possível subir à altura do Monte Everest e descer, quilômetros de papel distribuídos aos parlamentares, faixas, cartazes, camisetas, adesivos carregados cotidianamente pelos corredores do Parlamento, sempre com a mensagem principal “MPU é 2199/2011”. Mensagem esta que, de tão difundida, hoje é amplamente conhecida no Congresso Nacional.  A batalha está em curso, mas esta vitória, a visibilidade do PL 2199/2011, é inegável.
Mas esta notoriedade tem seus percalços, uns até naturais, outros, nem tanto...
Um aspecto negativo talvez seja o despertar da ira daqueles que colocam seus interesses pessoais à frente das decisões da categoria, que pensam, apenas, no próprio umbigo e preferem ver a categoria toda condenada ao reajuste zero, a ver colegas que desempenham as mesmas atribuições serem remunerados de forma justa; que defendem seu status de privilegiados em detrimento da adoção de uma remuneração digna para todos.
Essa ira foi testemunhada, mostrou sua face, especialmente entre os dias 06 e 07/12, últimos, quando o Parlamento testemunhou um grupo que, se muito, chegou a 7 pessoas arvorar-se representativo dos servidores do MPU e, em vez de trabalhar a favor das propostas que defendem, expressadas pelo moribundo PL 6697/2009, dedicaram-se a achincalhar o trabalho, liderado pelo Sinasempu e realizado por tantos servidores, distribuindo mentiras, gritando, agredindo, difamando, sempre na tentativa de prejudicar o andamento do PL 2199/2011.
Os prejuízo por eles desejados à imensa maioria dos servidores do MPU não foram tão expressivos graças a uma outra conseqüência da notoriedade do PL 2199/2011, qual seja, a imensa maioria dos deputados conhece suficientemente a proposta pra entendê-la justa, coerente e desejada de forma majoritária pela categoria. Por isto, somado à pressão exercida pela verdadeira maioria da categoria, representada por centenas de servidores presentes, apesar de o ardil daquele minúsculo grupo de servidores ter ajudado o Governo a protelar por mais uma semana a aprovação do PL 2199/2011, mais um passo positivo foi dado, arrancou-se um acordo de votação para a próxima quarta-feira, com o compromisso do Governo de não tentar nenhuma manobra protelatória e, da comissão, de votar independentemente da vontade do Governo. É promessa de vitória em mais uma etapa, mas a guerra continua.
Falta garantir o orçamento também, por exemplo.
Todos os líderes procurados têm destacado a fundamentalidade de um maior envolvimento do Procurador Geral nas negociações com o Governo Federal, todos têm dito que só uma atuação contundente do chefe do MPU, tem o poder de arrancar do Governo o aval para que o subserviente Congresso Nacional aprove o PL 2199/2011.
E esse alerta, que nem de longe é para nós uma novidade, precisa ser ouvido por mais colegas, não é possível que a responsabilidade de pressionar o PGR com a greve recaia exclusivamente sobre os colegas do Maranhão e do MPDFT que já estão em greve a mais de 30 dias.
Todos nós servidores do MPU em todo o Brasil precisamos mostrar que não estamos mortos, que estamos sim peleando e, neste momento, pelear é pressionar o Procurador Geral da República, é fazer greve é dizer que não é mais possível trabalhar sem que haja o devido reconhecimento, sem que haja a necessária valorização.
O ano está terminando, mas ainda há força pra lutar. Não há vitória sem luta, é preciso pelear!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Saudade

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                    Saudade

Sentir saudade é sonhar acordado
É estar conectado por fios de emoção
É querer estar sempre presente
Com o toque inconsequente de quem segue o coração

Saudade é o alimento do amor
É a doce dor que arrebata sem cessar
Quando longe o corpo está
Mas bem perto mente e alma estão

A melhor parte da saudade,
Quando ela o peito invade
É percebê-la já ausente,
Pois no peito incandescente,
O Amor, reencontrado,
Afinal, se faz presente!

Anderson Machado

domingo, 20 de novembro de 2011

Quem vive de Promessa é santo!



Vamos, meu povo
Democracia é participar
Vote, canta, grite
É tempo de mudar
Quem vive de promessa é Santo
E eu não sou Santo, meu senhor
Seu deputado, eu votei
Agora posso exigir
Quero ver você cumprir
Seu lero-lero, blá, blá, blá
Conversa mole isso aí
É papo pra boi dormir

G.R.E.S. Caprichosos de Pilares (RJ)
Samba Enredo 1987 - Eu Prometo (ajoelhou, Tem Que Rezar...)

Não sou santo, não tenho a menor vocação pra tanto. Sou repleto de defeitos, tantos que melhor nem enumerar... Mas um dos mais relevantes traços defeituosos deste escriba, e que esta semana aflorou-se grandemente, talvez em razão do espírito calejado pela lide sindical, tem origem bíblica, mais especificamente em São Tomé, ou seja, agora só acredito vendo, promessas ou ilações não me saciam mais.
Semana passada, os servidores do MPU, dando continuidade à mobilização nacional pela valorização da categoria, promoveram uma série de atos em Brasília, acampamos diante do Congresso Nacional, ocupamos, em verdadeira “tsunami laranja”, o congresso nacional, especialmente a seção da Comissão de Trabalho (CTASP), pressionamos muitos parlamentares, ganhamos várias adesões. Encerramos a semana com a paralisação de 48 horas na Procuradoria Geral da República, com direito à arrastão pelos corredores e tudo. Com tudo isto, em uma estratégia bem sucedida e graças à pressão do movimento, fomos recebidos pelo Secretário Geral que ouviu atentamente ao relato de nossas articulações no Congresso Nacional e, instado a colaborar, assentiu em participar de reuniões estratégicas.
Na última terça-feira (17), fizemos uma reunião com o líder do PMDB, Dep. Henrique Eduardo Alves, convidado, Lauro Cardoso compareceu e participou da conversa. Ao final sinalizou que até o PGR iria ao Congresso para encontrar-se com duas peças-chave no processo de discussão do nosso PL. Mas isto foi uma sinalização, sequer promessa efetivamente foi, mas já tem gente se conformando com isto!!
O fato de o PGR dizer ao seu principal assessor que talvez vá ao Congresso, ou mesmo a ida do Secretário Geral a uma reunião de articulação, não resolve o problema dos servidores do MPU. A greve retomada a mais de duas semanas tem o claro objetivo de pressionar pela efetiva garantia dos recursos necessários à implementação do PL nº 2199/2011, ninguém está fazendo greve, trombetando, tendo desconto financeiro, enfim, lutando, esperando que haja uma PROMESSA da administração!
Temos recebido promessas a muito tempo, já antes de 2009, quando foi enviado o rechaçado PL 6697/09, promessas da administração já eram abundantes, mas as respostas efetivamente dadas estão aí e significaram para nossa valorização exatamente nada!!
É fato que temos obtido avanços nas articulações no Parlamento, também reconheço que a disposição do Secretário Geral em contribuir nos deu um ânimo extra, porém é fato também que a presença do Procurador Geral da República tem sido requisitada com muita frequência pelas mais diversas lideranças no Congresso Nacional, e até agora não aconteceu!
E justamente por isto é fundamental que ele vá ao Parlamento, que converse com lideranças do governo e da oposição e reivindique, institucionalmente, a aprovação do PL nº 2199/2011 a fim de estancar o sucateamento do MPU.
E por isto mesmo não é hora de diminuir a pressão, não é hora de baixar a guarda, o objetivo da mobilização é garantir a inclusão dos recursos orçamentários, nem mesmo a efetiva participação do PGR é suficiente, estamos a poucos dias do fim do ano, não bastam mais demonstrações de boa vontade, precisamos de resultados, precisamos de fatos concretos.
A luta precisa continuar, tem que ser intensificada, que venha toda ajuda possível, até da Administração, mas que ninguém se engane, nosso foco é a garantia orçamentária para o PL nº 2199/2011, ou concentramos e empenhamos todas as forças e toda garra agora, ou, em poucos dias, será tarde demais!
Promessas não nos bastam, ajoelhou, tem que rezar!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Respeite o Porto!


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Porto Velho não tem barreiras pra ninguém
É um porto fecundo aberto ao mundo
Um doce Lar de quem deseja trabalhar

O que importa é o amor que se tem
Nada significa de onde é que vem
A cor da pele, dos olhos, do cabelo
O que faz na verdade a toda a diferença
É aquilo que se quer, as coisas que se pensa
É o traçado da linha não a forma do novelo

Esta terra não exige amor, forasteiro
Dá carinho a quem precisa, e se falta-lhe dinheiro
Podes vir aqui buscar, com a ajuda deste povo
Que, feliz, te oferece um mundo novo
E por paga, seu sujeito, leve consigo
Pra que seja nosso amigo,
Por este povo, por esta terra, RESPEITO!

Anderson Machado

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

MPU: “Generais”x Cidadãos

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Liderar é um dom, não se fabricam líderes, eles são forjados na luta, no cotidiano da vida que lhes compete. Líderes são sábios, responsáveis, zelosos em seus deveres, um verdadeiro líder não se omite, propõe; não foge, enfrenta junto cada obstáculo. Líderes verdadeiros abdicam do interesse próprio para defender o bem comum, para cumprir a missão que lhe cabe.
Porém, o que temos visto nos últimos dias é teimosia, omissão, falta de comprometimento, apatia, truculência e covardia naqueles que deveriam, pela posição republicana que ocupam, ser líderes da Nação.
Estou me referindo ao quadro de horrores que se desenhou na Procuradoria Geral da República em Brasília. Aquele lugar que deveria ser um quartel general da cidadania, uma fortaleza em defesa dos direitos mais fundamentais de todos os homens e mulheres deste país, foi transformado, pela fraqueza de  seus representantes, em exemplo de exceção, de abuso. Em poucas horas, um espaço que deveria simbolizar a modernidade cívica e democrática foi arrastado para dentro de um ambiente escabroso, carregado de autoritarismo, violência, desrespeito. Em nome de uma suposta “autoridade” instaurou-se um verdadeiro, como disseram alguns colegas, estado de sítio, onde direitos dos mais fundamentais foram simplesmente ignorados.
Se um distraído cidadão fosse arrebatado com o noticiário dos fatos ocorridos no interior da PGR nos últimos dias, teria convicção que o tempo da ditadura não passou, teria a certeza que os tanques voltaram às ruas e que a nação ainda vive sob a sombra da barbárie. Afinal, seguranças barrando servidores, fechando escadas de incêndio e elevadores; impedindo que sindicalistas ultrapassem sequer a cerca derradeira do “quartel”; fazendo revista pessoal em servidores da casa sem justificativa plausível; fechando portões para impedir a livre manifestação (praticando verdadeiro cárcere privado) e espoliando simples trombeta, como se fuzil fosse; só podem estar sob ordens emanadas daqueles “generais” de outrora. Não, jamais um chefe do Ministério Público da União, defensor da sociedade, segundo a Carta Magna de 1988, em sã consciência, ordenaria tais desmandos!
É de uma impropriedade sem tamanho a “homenagem” que a Administração faz aos seus servidores, especialmente os lotados na PGR, na semana dedicada nacionalmente ao Servidor. Hoje, enquanto recebia mais notícias de aberrações e atentados contra os servidores na PGR, chegava em minhas mãos dois “Informativos” intitulados “Gestão Estratégica”, cheio de sorrisos, a começar do próprio PGR, passando por outras “autoridades” e vários servidores que, certamente, iludidos por discursos belos e mentirosas promessas de valorização institucional, emprestaram seus esforços para planejar algo que, infelizmente, a julgar pelo tratamento dado pela Administração aos seus servidores, jamais sairá das belas e coloridas páginas dos “(des)informativos” para a vida real.
Enquanto os Administradores do MPU não abandonarem as práticas sofistas e, verdadeiramente, passarem a respeitar e valorizar a verdadeira alma da instituição, que são seus servidores efetivos, o Ministério Público da União jamais deixará de ser um arremedo daquela instituição fundamental à sociedade brasileira, idealizada na Constituição de 1988.
Os Servidores do MPU estão sendo vítimas da violência, do autoritarismo e da truculência, na tentativa de impedir que lutem por um bem que pertence a toda a Nação brasileira, o Ministério Público da União. Porém, para cada servidor empurrado, cada colega desrespeitado, cada trombeta silenciada, dezenas de outros virão para lutar, resistir e fazer ouvir a nossa voz. Cedo ou tarde os novos “generais”, vencidos, cederão e um Ministério Público da União forte e atuante se fará, com servidores, verdadeiramente, valorizados.
Estamos na luta!