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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Festa da Lavadeira não se curva ao poder da Odebrecht



Por Edilson Silva*, em 26/04/2011

A Festa da Lavadeira é manifestação de cultura popular que há 25 anos acontece sempre nos dias 1º de Maio. A Festa faz parte do calendário turístico de Pernambuco e é protegida por leis estaduais e municipal, que lhe conferiram a condição de patrimônio público cultural. Já escrevemos sobre o que representa esta manifestação popular para o povo pernambucano, nordestino e brasileiro, com seus mais de 80 mil visitantes em cada edição, de todo o Brasil e do exterior.

A Festa da Lavadeira acontece na praia do Paiva, onde um condomínio de luxo está sendo erguido pela empresa Odebrecht. Por isso, essa empresa quer expulsar a Festa da praia do Paiva. Para tanto, já fez de tudo, mas não conseguiu evitar que o povo corresse naturalmente para a Festa, assim como o rio corre para o mar.

Num último ato de desespero, o poder econômico desta grande empresa multinacional fez surgir uma Lei Municipal, vergonhosamente aprovada pela Câmara de Vereadores do município do Cabo de Santo Agostinho e mais vergonhosamente ainda sancionada pelo prefeito daquela cidade, Lula Cabral, no apagar das luzes do ano de 2010, mais precisamente no dia 20 de dezembro de 2010, às vésperas do Natal.

Nesta Lei institui-se um verdadeiro regime de apartheid social, somente imaginável nos mais distantes confins da nossa geografia. Privatiza-se uma praia inteira, em plena região metropolitana do Recife. Em pleno século XXI as pessoas estão proibidas de passear com seus animais de estimação na praia do Paiva. Os vendedores que ali quiserem trabalhar precisarão não só de registro na subprefeitura privada ali instalada, mas precisarão ter “irrepreensível compostura e polidez” no trato com o público (sabe-se lá o que isto significa!), ou seja, além do Código Civil brasileiro ali deve ser observado também um código de etiqueta social, caso contrário os “deseducados” terão seus registros cassados pelo poder privado investido ilegalmente de poder público.

Não acaba por aí. Qualquer “alteração” no interior da praia do Paiva, que é chamada na esdrúxula lei de Zona Especial de Turismo, Lazer e Moradia, poderá ser alvo de intervenção pela força de segurança privada que, a título de “colaboração” com o poder público, está instituída na praia do Paiva, segundo a referida lei. Para garantir que o povo se afaste mesmo do local, veículos particulares com mais de 9 metros de comprimento também estão proibidos, sendo barrados já na cancela do pedágio que protege os ricos dos pobres, ou seja, nada de excursão com farofeiros.

E se mesmo com tudo isto algum engraçadinho quiser tomar banho de mar, que não seja com bóia de câmara de pneu, pois a lei, em seu artigo 3º, Inciso I, veda expressamente esta “prática abusiva”, esteticamente condenável, mas muito comum entre os pobres que insistem em respirar e ter vida social.

Lá em seu artigo 19 a tal lei diz que é proibido fazer eventos festivos ou religiosos na área. Uma lei sob medida: É proibido fazer a Festa da Lavadeira. E foi este artigo que a Odebrecht utilizou para afirmar junto ao Ministério Público que a Festa da Lavadeira é ilegal. Um escárnio. O Ministério Público entendeu que a manifestação religiosa não poderia ser cerceada com a Lei Anti-Festa da Lavadeira. Não entendeu, no entanto, que sagrado e profano, neste caso, são inseparáveis.

Diante de tamanha agressão à Constituição Federal, que guarda vários direitos fundamentais agredidos com esta legislação municipal fajuta; diante do desrespeito às leis que revestiram a Festa da Lavadeira de patrimônio público cultural da nossa gente e, mais ainda, diante do brutal desrespeito ao povo do nosso Estado e do nordeste, a sociedade pernambucana está se levantando contra a truculência insana da Odebrecht e contra a covardia e a pequenez moral e política do poder público municipal do Cabo de Santo Agostinho, que se permitiu transformar-se em mero preposto do poder econômico, dando as costas para a sua população.

Entidades de direitos humanos, fóruns temáticos, centrais sindicais, sindicatos, conselhos profissionais, conselhos públicos, entidades culturais, partidos políticos como o PSOL, movimentos estudantis, juventudes, estão irmanados para construir no dia 1º de Maio de 2011, Dia do Trabalhador, um grande ato político-cultural na Festa da Lavadeira. Enganam-se aqueles que querem propagar o seu fim.

A Festa vai acontecer sim, com a fé redobrada, com a alegria renovada e com a tradição mais fortalecida, pois o povo vai à Festa também para dizer que o dinheiro compra muita coisa, mas não compra a força da cultura popular. Vai pra dizer que a Festa da Lavadeira não é mero entretenimento, mas espaço de resistência popular, de trincheira cultural, ponto de encontro da história, dos símbolos, da identidade de nossa gente.

Maracatus, cocos, afoxés, escolas de samba, orquestras de frevo e outras manifestações de nossa tradição não nasceram e nem se fizeram expressão popular montados em palcos. O palco do povo é o asfalto, a areia da praia, a terra molhada, a lama, o poeirão. Todos à Festa da Lavadeira! Ela é do povo!

*Presidente do PSOL/PE
Twitter: www.twitter.com/EdilsonPSOL
Blog: http://www.edilsonpsol.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Como se fosse a primeira vez...



                   Como se fosse a primeira vez...


Como se fosse a primeira vez,
Por todos os dias de meu existir
Em todas as noites do por vir

Dou a ti coração, todo meu mundo,
A ti pertence cada batida, cada segundo,
Pois nos teus lábios me encontrei,
Em teus olhos vi a vida que sonhei

Dar-te-ei toda alegria
Dia e noite, noite e dia,
Pro teu rosto iluminar,

Tua luz é minha guia,
Teu amor o meu radar,
Encontrei Paz e Prazer
Minha vida é, e sempre será, Você!

Anderson Machado                             

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Orgulho de ser Rondônia

Imagem via Google/Imagens

O assunto da semana foram as declarações jocosas e nem um pouco educadas, em um vídeo, de um integrante do programa CQC, a respeito do povo de Rondônia. Logo se formaram duas trincheiras: de um lado os revoltados com a opinião, ou talvez brincadeira sem graça, da pessoa em questão; noutro os defensores da liberdade de expressão, ou manifestação artística que, creio e espero eu, mesmo sem concordar com o mérito das afirmações, não viram nelas motivo para uma tão forte reação.

Antes de tudo, permitam-me dizer que tenho como caros alguns argumentos lançados por ambos os “lados”, da mesma forma que rejeito outros presentes também em cada extremo da pendenga.

É verdade, em Rondônia tem gente feia, como também é verdade que existem pessoas lindas. Em todo canto é assim. Somos o resultado da autêntica miscigenação, um retrato, uma boa e qualificada amostra do que é a população brasileira. Inclusive, listo esta característica como uma das boas coisas que temos por aqui.

Da mesma forma, também sempre me filiei ao pensamento de Voltaire resumido na máxima: "Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o último instante seu direito de dizê-las."

Desta forma acabei optando por não entrar diretamente nessa celeuma. Uma, por ver abusos e razões em ambos os “lados” e, outra, porque não vou ficar fazendo propaganda gratuita pra quem quer se promover falando impropérios.

Porém, vi nesse episódio algo que, positivamente, chamou-me atenção. A par dos exageros, vi manifestar-se algo que sempre desejei ver por estas bandas: refiro-me ao sentimento de pertença, à valorização de Rondônia como algo nosso, algo que, sem escamotear os problemas, é capaz de nos despertar orgulho. Um sentimento belo por esta terra que é mãe “natural” de alguns e adotiva de muitos.

Sempre me chateou o fato daqueles aqui vivente, nascidos ou não, que, apesar de retirarem deste chão seu pão de cada dia, não se reconhecerem como parte deste Estado, alimentarem o sentimento de passageiros, beneficiando-se com o movimento, sem responsabilidade qualquer com os rumos; e não condutores, não como quem é co-responsável pela melhoria da vida nestas terras.

É preciso que a gente reconheça os valores, se envolva nas discussões, se interesse pelos problemas e ajude a construir soluções. Rondônia é uma terra que tem muito, muito mesmo pra melhorar, temos uma tradição política muito ruim, enfrentamos o enorme preconceito e ignorância que difundem mitos descabidos e destorcem a realidade de nossa terra por outras regiões do país. Mas, os vinte e nove anos deste Estado – especialmente se comparados com a secular história de outros rincões deste nosso Brasil -, a acolhida que o povo de Rondônia dá aos que aqui chegam de todas as partes, as oportunidades de crescimento, desenvolvimento e fatura pra quem quer e busca trabalhar, isto sem nada dizer das belezas naturais, são sim motivos de orgulho.

Ficarei imensamente feliz se o imbróglio em que se tornou a manifestação do, pelo menos agora baste, famoso apresentador de TV, resultar, ainda que minimamente, no efetivo despertar, naqueles muitos que ainda relutavam em admitir, do orgulho de ser Rondônia.

De qualquer forma, obrigado meu Deus, afinal: “Nosso céu é sempre azul” e nossa Gente muito linda!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Doce Insensatez

Imagem via Google imagens

É proibido sonhar?
Pois amar, por vezes, deveria ser!

Principalmente quando o coração,
Por birra ou provocação,
Ferozmente resiste à razão;
Quando faz uma opção
Sem, sequer, considerar o não.

Por que a razão insiste
Em deter a paixão?
Não sabe que é o coração
Um moleque matreiro
Que a desafia o tempo inteiro?

Em árdua e ingrata missão,
Sei que ela em verdade tenta
Impedir que o insensato coração,
Por suas loucas travessuras,
Torne-se, mais uma vez, prisioneiro,
Seja sem piedade condenado
Simplesmente por ter ousado,
Como um tolo aventureiro,
Amar sem ser amado!

Mas...
Salve os insensatos corações
Dê-se vivas às suas loucas paixões!
Pobres de nós se só de razão vivêssemos!


Anderson Machado

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Realengo: Não há palavras...

Imagem via Google/Imagens

Onde vamos chegar?
Hoje amanheci atordoado, dores de cabeça, no corpo, garganta fechada. Não me sentia nada bem. Porém, ao observar brevemente o que passava na televisão, deparei-me com a mais recente tragédia brasileira, com um horror que se me fosse contado posteriormente, sem dúvida imaginaria que meus interlocutores, ao dizerem o que se passou no Rio de Janeiro, estariam enganados, afinal, barbaridades como aquela só tive notícia de acontecer nos EUA ou na Alemanha, sei lá! Bem longe daqui!
Mas não, a catástrofe que era narrada na tv, e que durante todo dia dominou todos os noticiários de todos os meios, aconteceu aqui, no nosso Brasil, abençoado por Deus e bonito por natureza, mais exatamente em Realengo (que até então só me remetia à canção de Gilberto Gil).
Minha cabeça fervilhou em pensamentos – Por quê? Como? É um pesadelo? Que mal terrível levaria alguém de 24 anos (acho) a entrar tranquilamente na escola em que estudou, cumprimentar alguns funcionários, professores, entrar em uma sala de aula e, pondo em prática um plano macabro, descarregar várias vezes uma pistola, atirando contra crianças, adolescentes, estudantes que estavam ali e não tinham a menor idéia dos conflitos e delírios que habitavam aquela mente doentia.
Foram pelo menos 11 destinos ceifados, além da vida do próprio louco que, talvez, por piedade de si mesmo, decidiu que não poderia morrer só, levaria uma multidão de anjos consigo.
Muito se especulou durante todo o dia sobre os supostos motivos. Vi em algum lugar que o monstro era portador do vírus HIV, e daí? Quantos milhões de pessoas também o são? Uns adquiriram por sua conta e risco ante seu modo de vida, mas tantos outros foram infectados em transfusões de sangue, partos ou em momento de puro amor verdadeiro. E nem por isto os vemos cometer tais atrocidades. Nada justifica aquela barbaridade!
Li, enojado, a carta em que descreveu como quer seu sepultamento e o que se faça com a casa em que morava. Aquelas palavras cheias de soberba e hipocrisia fizeram-me questionar o quão vil pode ser o tal bicho homem, fiquei imaginando quantos cometem as mais variadas barbaridades, violências, fraudes, etc. e buscam na suposta Fé justificar sua indignidade, fraqueza, orgulho e truculência.
Que Deus autorizaria aquele monstro a dizer-se seu seguidor, a escolher ser tocado apenas pelos “puros”? Que Deus aceitaria perdoar um verme que planeja e executa tantos inocentes e, antes, como uma espécie de salvo-conduto, pede perdão a Deus e diz que espera que Jesus em sua vinda o “desperte para vida eterna”?
Sou Cristão, e respeito todas as crenças e até mesmo quem não crê, mas aquilo que o monstro de Realengo espera que lhe passe a mão na cabeça não é Deus algum e sim o reflexo de sua própria indignidade, até pra admitir que tiraria sua vida e de muitos inocentes apenas por não ter coragem de enfrentar as dificuldades da vida.
A Fé não pode ser usada como escudo por aqueles que sequer como humanos podem ser reconhecidos.
Creio num mundo melhor, mais justo, mais livre. Creio acima de tudo que temos direito a escolhas, conscientes ou não, e, da mesma forma, creio que respondemos, cedo ou tarde, pelas escolhas que fazemos.
Aquele monstro fez suas escolhas e não soube viver nem morrer com elas, por ele não lamento. Entristece-me é saber que aquelas crianças e adolescentes brutalmente assassinados não tiveram escolhas.
Resta-nos talvez a lição, a todos, de que devemos estar atentos às nossas escolhas e também às daqueles que amamos.
No mais que Deus acolha aqueles “brasileirinhos”!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Se me amas...


Imagem via Google/Imagens

Se me amas, (mesmo!), como eu a ti,
Vivamos, pois, o Amor verdadeiro:
Transformando sonhos em realidade,
Caminhando de mãos dadas pela cidade,
Gritando o Amor para o mundo inteiro!

Não quero mais saber de qualquer ilusão,
Agora, e pra sempre, só tenho um intento:
Entregar-me de corpo e alma à paixão,
Viver o amor, e por amor, cada momento.

Não me importo com luxo ou riqueza,
Quero apenas de ti absoluta sinceridade,
Vem comigo galgar a mais bela certeza,
Construir com Amor nossa Felicidade!

Anderson Machado

segunda-feira, 28 de março de 2011

Fux: Ficha Limpa; Consciência...


Na última semana uma decisão do Supremo Tribunal Federal, cujo voto decisivo foi do Ministro novato Luiz Fux, jogou um balde de água fria na esperança de melhoria da moralidade na política brasileira. Os efeitos daquela fatídica decisão foram os mais diversos, as reações também. Eu mesmo achei melhor dar um tempo pra digerir os fatos e até para entender se minha decepção era jurídica ou política. Acabei concluindo que é de ambas as ordens.
Juridicamente pode parecer audácia eu, mero jurista beradeiro, despido de qualquer excelência na interpretação da lei máxima de nosso país (mero docente especialista “latu sensu”), contestar uma decisão da corte máxima, composta por doutores e pós-doutores, operadores do direito em sua máxima definição. Porém, numa análise bastante simples, humilde e direta, não consigo compreender (acho que não estou no nível de conhecimento daqueles 06 ministros que limaram a aplicação da Lei da Ficha Limpa) onde teria havido modificação no “processo eleitoral” (art. 16, CF) capaz de obrigar a antecedência de um ano para eficácia da lei em questão. Afinal, a própria Constituição diz, expressamente, que Lei Complementar tratará de outros casos de inelegibilidade “a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato”. A Lei Complementar nº 135/2010, não alterou o processo eleitoral, apenas deu interpretação mais clara ao dispositivo já existente, não houve qualquer inovação, introdução ou exclusão de fase do processo eleitoral, todas as regras constantes da Lei nº 135/2010, são decorrentes da interpretação do texto constitucional e, portanto, em nada modificam o processo eleitoral. Não há atentado ao disposto no art. 16 da Constituição.
Todavia, outro atentado contra nossa lei máxima foi perpetrado pelo Min. Fux e seus cinco “cúmplices”. O princípio da soberania popular, previsto no parágrafo único do artigo 1º, da Constituição Federal, segundo o qual “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição” foi completamente ignorado pelo excelentíssimo magistrado.
Há muito tempo não se via no Brasil tamanho clamor por uma lei, tão claro desejo popular pela aplicação imediata de uma regra jurídica, nem mesmo os diretamente atingidos pela norma tiveram coragem de, publicamente, opor-se a ela. Nem o Congresso Nacional, tão impregnado por todas aquelas mazelas combatidas pela LC n.º 135/2010, viu significativo número de componentes seus arvorarem-se como defensores da Ficha Suja. Parecia que, finalmente, a vontade popular tão clara e evidente impor-se-ia, fato que deveria ser regra ante ao estado democrático de direito instalado em nosso país. Mas não, o Ministro Fux e aqueles a quem ele seguiu o entendimento, preferiram recorrer à hermenêutica pífia, ignorando a soberana, legítima e constitucional vontade popular. Fizeram tábua rasa do principal fundamento do Estado brasileiro. E, nisto, de uma só tacada, ressuscitaram nomes como Barbalhos, Donadons, Roris, Camurças e tantos outros que, por vontade popular, haviam sido impedidos de permanecer na hipócrita impunidade reinante.
Dói ver a farra promovida por alguns dos beneficiados do golpe perpetrado contra a LC n.º 135/2010 já comemorando a “vitória” e afiando as garras para novamente lançá-las sobre o erário brasileiro. É triste ouvir coisas do tipo: - “Cada povo tem os representantes que merece, se foram eleitos, têm mais é que assumir mesmo.” Esquecem-se os desavisados que assim apregoam que os “Fichas Sujas” não representarão apenas aqueles que, pelos mais diversos motivos, cederam ao “canto da sereia” e neles votaram, é certo que uma vez eleitas e empossadas, estas pessoas passam a constituir-se em iminente perigo aos recursos a todos nós pertencentes.
Espero que o eloquente silêncio das principais forças sociais de nossa nação diante da atrocidade cometida contra nossa democracia, não anime aquela corte de leis, que não deve esquecer-se parte integrante e submetida à soberania popular, a cometer outros ataques capazes que sufocar o desejo de assepsia política plenamente expressado pelo povo brasileiro.

terça-feira, 22 de março de 2011

Fatiado

 

Fatiado

Meu coração foi fatiado,
recortado com rancor e ingratidão,
seus pedaços pelas ruas espalhados,
esmagados por quem passou na multidão.
Foi pisado e amassado,
se perdeu em solidão.
Hoje momento a momento,
o meu tolo coração,
tenta encontrar um sentimento,
talvez até outra paixão.
Porém teme. Treme. Hesita.
De terror palpita.
Faltam forças para arriscar;
novamente se lançar nas garras da emoção.
Está carente de carinho. Sozinho.
Está acorrentado. Amargurado.
Precisa urgente de um alguém,
prá lhe mostrar que muito além
da dor, da falsidade e do rancor,
pode sempre encontrar o Amor.



Anderson Machado

segunda-feira, 21 de março de 2011

“O que você tem a ver com a CORRUPÇÃO?”

Imagem via Google Images/dannybueno.blogspot.com


“You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as on” (John Lennon)


A sociedade está saturada de notícias de corrupção em todos os níveis de administração pública.
A democracia, na medida em que permite a ascensão do povo ao poder e a constante renovação dos dirigentes máximos de qualquer organização estatal, possibilita um contínuo debate a respeito do comportamento daqueles que exercem ou pretendem exercer a representatividade popular, bem como de todos os demais fatos de interesse coletivo.
Utilizando-me das palavras de Hannah Arendt, em nosso dia a dia, precisamos ter:
a) responsabilidade para com os próprios atos, ou responsabilidade individual; b) responsabilidade para com os atos de terceiros, ou responsabilidade social ou coletiva e;
c) responsabilidade para com as gerações futuras a partir de um agir consciente.
Dessa feita, o combate à corrupção não há de ser fruto de mera produção normativa, mas, sim, o resultado da aquisição de uma consciência democrática e de uma lenta e paulatina participação popular, o que permitirá a contínua fiscalização das instituições públicas, reduzirá a conivência e, pouco a pouco, depurará as ideias daqueles que pretendem ascender ao poder.
Vale ressaltar que as ações antieticas de determinado agente público, devem ser punidas pelo Poder Público, e repreendidas pela sociedade, a qual não deve aceitar que aquele que obtenha vantagens indevidas nao arque com as consequencias de seus atos.. se há morosidade no judiciário meus caros, mostrem ao agente público que vocês estão de olho, votem de forma consciente! O passo para construir um mundo melhor, começa nas urnas, quando vocês clicam em “confirma”.
E como alguem já falou: “ Um povo que preza a honestidade provavelmente terá governantes honestos. Um povo que, em seu cotidiano, tolera a desonestidade e, nao raras vezes, a enaltece, por certo terá governantes com pensamento similar”.
Não estou dizendo que o politico que comete um ilicito me representa, mas representa aquele cidadão, digo ELEITOR, que vende seu voto em busca de uma "vantagenzinha", aquele pensamento ele pode f#d$ com toda a coletividade, mas "eu estou me dando bem",  e nessa linha de raciocínio, acredito que é o comportamento egosístico, um dos males da corrupção.
Eu acredito na transformação, por meio da educação, de um mundo mais justo, e isso começa com nossas condutas no dia a dia, demonstrando a necessidade de aplicação de princípios éticos no codidiano. E para isso acontecer, temos que ser cidadãos, em toda sua plenitudade, lembrando que quem quer o bônus deve suportar o ônus de suas escolhas.

Suzane Lima
@suh_lima
Recomendo uma vistia ao Blog a Suzane http://limasuzane.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de março de 2011

Pronto!


Decidi amar você
Decidi que é seu meu coração
Decidi tudo fazer
Não me importa se há razão

Escolhi viver a vida
Escolhi não mais temer
Escolhi ser a saída
Nunca mais te esquecer

Vou buscar felicidade
Me entregar de corpo inteiro
Sem ter medo de saudade
Do amor tido primeiro

Porque sei que é verdadeiro
A certeza em mim está
Este amor lindo e faceiro
Em nossa vida pulsará!

Anderson Machado

segunda-feira, 14 de março de 2011

Domingo 13 de março: A última carreata...

Fátima/Ely/Eduardo via Google/Imagens

Desde o final da tarde de sexta-feira, dias e noites confundiram-se. Primeiro o choque da notícia desmentida e confirmada tantas vezes, até que não havia mais dúvidas, partiram para o céu duas brilhantes estrelas, duas estrelas vermelhas: Eduardo Valverde e Ely Bezerra.
As horas que se seguiram, quase todas passadas na sede do Partido dos Trabalhadores em Porto Velho, foram preenchidas por um misto de incredulidade, consternação e solidariedade.
Sinceramente, naquela primeira madrugada, vendo tantas pessoas, tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidas nos sentimentos, pouco a pouco lotando aquele lugar, cheguei a alimentar brevemente a ilusão de que estávamos ali para mais um encontro partidário, que logo começariam as falas, a defesa de propostas e as contestações. Porém, nem na aquela plenária imaginária, nem em qualquer outra que aconteça de agora em diante, teremos a paciência, a eloquência, a inteligência espantosa do Eduardo nem a dinamismo, a sagacidade e o bom humor do “gatinho” Ely. E, mesmo no silêncio da dor, todos que por ali passaram, tinham a consciência de que, naquele momento, testemunhavam e sentiam uma grande perda, uma perda de todos e todas, porque, naquele 11 de março, naquela curva da BR 364, perderam amigos, parentes, companheiros de partido, mas também perdeu Porto Velho, Rondônia e o Brasil.
No sábado, em meio ao dia completo de homenagens, operava-se em diversos corações talvez a última ação partidária dos companheiros Eduardo e Ely. Não me refiro àquela missão em Costa Marques para a qual dirigiam-se quando a aquaplanagem os arremessou contra aquela carreta, mas sim a uma outra ação: ao perderem suas vidas em missão partidária, trabalhando pela organização do instrumento de luta político-eleitoral no qual tanto acreditaram, provocaram em corações e mentes daqueles que carregam no peito a estrela petista rondoniense uma reflexão, um alerta. Afinal um sonho que custou ao longo da história tantas vidas, inclusive, mais recentemente as vidas de Eduardo e Ely, não pode ser abandonado. Um sonho que vale vidas de homens e mulheres, e tenho certeza que Eduardo e Ely, de onde nos observam agora, continuam acreditando que vale, deve receber de todos algo mais, é hora de superar dificuldades, tristezas, decepções, frustrações, é hora de reunir Forças e, mais do que nunca, fortalecer a luta por um mundo melhor para todos e todas.
Foi com o espírito desta última lição recebida daqueles companheiros que, por volta das dez horas da manhã do dia 13 de março de 2011, partiu da sede do PT em Porto Velho a última e, sem dúvida, mais triste carreata do Partido dos Trabalhadores, capitaneada por Eduardo Valverde e Ely Bezerra. Esta carreata diferente que não tinha o objetivo de comemorar uma campanha eleitoral, e sim de celebrar a vida e homenagear a luta de dois guerreiros da luta dos trabalhadores e que, como tantas outras, demonstrou a força de um ideal, de um sonho e, mais que tudo, mostrou o respeito e o carinho, não só da estrela vermelha, mas de tantas outras cores e pensamentos, por dois guerreiros que perderam a vida em batalha, partiram fazendo o bom combate.
Obrigado Eduardo, valeu Ely, “gatinho”, a luta continua!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Tolo Pierrot


Imagem via Google/Imagens

Quanta vida te doei ?!
Quanto amor te ofereci ?!
O meu ser te entreguei,
Por você quase morri !

Fui um tolo pierrot
Que de amor se embriagou,
Por paixão enlouqueceu
E tanto erros cometeu...

Hoje pago o desatino
Não sou mais aquele menino
Que de tanto amar
Quis o mundo te ofertar

Estou só à caminhar,
Mas não perdi a esperança
De voltar a ser criança
E outra vez me apaixonar.


Anderson Machado


quinta-feira, 10 de março de 2011

Asfaltão: A vitória é o povo feliz!

O Tigre é o símbolo do G.R.E.S. Asfaltão

Quando escrevi Folião, às vésperas do carnaval, não tinha idéia que o verso final expressaria com tanta exatidão o sentimento presente no peito agora, passada a folia.
Nunca escondi de ninguém o quanto amo o Carnaval, mais ainda escola de samba e, mais especificamente, a Asfaltão. E neste ano fiquei ainda mais orgulhoso da minha Escola, fiquei feliz porque mais uma vez vi que a Família Asfaltão faz Carnaval por amor, amor à cultura, a Porto Velho, às nossas crianças, aos brincantes e ao público. Nossa Escola fez um desfile muito lindo, alegorias, fantasias, desfile compacto, cantando o samba com muita alegria, embalada pela excelente bateria Pura Raça.
Aliás, a Pura Raça merece um prêmio especial, afinal, foi a única bateria que saiu do “feijão com arroz”, da mesmice, fez paradinhas, evolução e coreografias de verdade, além do já conhecido show de competência no samba. Só a Pura Raça trouxe crianças tocando pra avenida, isto porque a Asfaltão é Escola de Samba e faz carnaval pras presentes e futuras gerações.
Na segunda-feira, fui prestigiar os desfiles Rádio Farol, São João Batista e Os Diplomatas do Samba. No desfile desta última aconteceu um triste imprevisto que prejudicou seriamente toda a passagem da escola. Quando a terceira alegoria iniciou seu desfile, muitos imaginaram que havia algo errado, afinal, o gelo seco que saia do caro dava a impressão de incêndio e o estranho movimento da alegoria encobria quase completamente os destaques, mas tudo bem (podia ser “estilo”), até que o tal carro alegórico desviou repentinamente para a direita e simplesmente travou, bem na frente do recuo da bateria. Foi um corre-corre geral, as alas que estava à frente do carro seguiram desfile e as outras ficaram para trás. Resultado? Um enorme buraco na escola. Neste instante, viu-se a tristeza e até um certo desespero estampado na face de muitos brincantes e até dirigentes da escola, pois era impossível, pensava-se, que os jurados de quesitos como Evolução, Alegorias e Adereços e Enredo – pra citar só três – tivessem coragem de dar nota maior que 8,0 (oito) pra Diplomatas do Samba. O intervalo entre as alas foi tão grande que teve gente pensando que o desfile era em dois atos..(rsrs). A contagem do enredo foi atrapalhada pela mudança da ordem das alas e alegorias. Deu pane geral na escola e só dez minutos depois que o terceiro carro quebrou, diretores da escola (e de outras) mandaram as alas que vinham atrás ultrapassá-lo, mais dez minutos e a bateria fez o mesmo, depois de ser, literalmente, atropelada pela alegoria; e, passados mais uns cinco minutos, tendo conseguido se desengatar dos cabos elétricos em que se enrolou, seguiu, totalmente fora de lugar, a terceira alegoria. Tudo isto filmado e registrado pra posteridade...
Todos, menos os jurados e a direção da FESEC, saíram da avenida na segunda-feira apontando a vitória da Asfaltão como certa, por tudo que aconteceu nos dois dias de desfile.
Na terça-feira, mais uma vez fiquei orgulhoso. Com a abertura dos envelopes com as notas, ficou evidente que algo de muito misterioso ocorrera, mas a reação da família Asfaltão foi a mais digna. Enquanto a turma beneficiada pela safadeza de alguns jurados estava envergonhada e sequer conseguia cantar o próprio samba-enredo (será que conheciam a letra?), ritmistas, brincantes de diversas alas e diretores da Asfaltão cantavam com todas as forças o samba-enredo da verdadeira campeã.
Por falar em jurados, estou convencido, das duas uma: ou assistiram um desfile completamente diferente daquele assistido por todas as outras pessoas ou foram convencido$ que “vale a pena ser vilão”.
É certo que o resultado declarado na terça-feira não permanecerá incólume, pois existem muitas provas do direcionamento feito para beneficiar a escola declarada campeã, porém, mais importante que o título, que o campeonato, é fazer a reflexão correta. É preciso que os envolvidos nos vergonhosos fatos que culminaram com as delirantes notas dadas pelos jurados, totalmente contrárias ao que se viu na avenida, pensem no que é mais importante, lembrem-se que o Carnaval é maior que todas as agremiações, todas as diretorias, é maior que qualquer projeto político pessoal. É preciso lembrar que pouco ou nada adianta vencer uma disputa se isto significa ter que rasgar os princípios da ética e ignorar o respeito ao público, aos brincantes, aos artistas e à própria expressão cultural que é o carnaval.
Ou desta vez faz-se uma assepsia total na organização do carnaval, especialmente na FESEC, ou corremos o sério risco de ver condenada à morte dolorosa, a mais comunitária e socialmente mobilizadora face do carnaval.
O momento de salvar o carnaval é agora!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Carnaval Beradeiro: Altos e baixos

Imagem via Google/Imagens

Lá se foi mais um carnaval, entre vivas dos que não o apreciam e lamento já saudoso de quem, como eu, vê na folia momesca muito mais virtudes que problemas, muito mais mobilização social, poesia e cultura popular que violência, barulho e transtornos.
Com presença de 34 blocos desfilando pelos mais diversos pontos da cidade, numa demonstração de democrática universalização da folia, este ano mais segura e menos violenta, Porto Velho, com seu carnaval beradeiro, vez uma bela festa, mais que isto, realizou uma folia em evolução. 
Ficou claro que ainda é necessário que haja uma maior sintonia entre os diversos agentes, públicos e privados, envolvidos no carnaval. Ouvi queixas do excesso de rigor do ministério público, beirando o boicote à livre manifestação cultural, bem como dos constantes atrasos da equipe da Eletrobrás, encarregada da suspensão dos cabos da rede elétrica para o desfile dos trios, mas tudo faz parte do processo. Os banheiros químicos foram muito bem vindos nos circuitos do carnaval, porém, restou evidenciado que precisam ter o número ampliado. Penso que este item pode ser equalizado com uma maior participação da uniblocos na montagem da estrutura dos circuitos, o poder público deve cumprir suas obrigações, mas os produtores culturais, que na imensa maioria dos casos obtém lucro satisfatório com a venda dos abadas, por exemplo, devem ser chamados a contribuir mais com a estrutura.
De qualquer forma, uma coisa é certa, Porto Velho demonstrou que seu carnaval de rua tem condições de ser um importante produto turístico, afinal avançamos em organização, segurança e qualidade musical. Tudo isto temperado pela alegria e respeito à diversidade que nos são peculiares.
Agora falando dos desfiles das escolas de samba da capital. De início, não poderia deixar de registrar a nossa grande deficiência: Falta um espaço adequado para que a face mais agregadora e comunitária da cultura carnavalesca apresente o resultado de muitos meses de trabalho árduo. A construção de um espaço multiuso que se preste, também, aos desfiles das escolas de samba é uma reivindicação tão antiga quanto justa. Não é possível que tanto o público quanto os brincantes tenham que continuar sendo submetidos à lama, chuva, falta de iluminação, sonorização deficiente, etc. Uma solução seria a construção de uma estrutura de arquibancadas cobertas e camarotes permanentes, sob essas estruturas, aproveitando o vão, necessariamente existente, podem ser construídas diversas salas, salões e auditórios para que, durante todo o ano, sejam ministradas aulas de música, artesanato, pintura, teatro e outras expressões artísticas e culturais. Este mesmo espaço, e seu entorno, poderiam ser utilizados em junho pra mostra de quadrilhas e bois bumbas, além de outras inúmeras manifestações da nossa cultura, perenemente. Fica registrada a idéia, a sugestão, o sonho!
Quanto às escolas. Bem, existem Escolas e escolas. Mas isto deixo pro julgamento de quem assistiu aos desfiles. O certo é que temos sim carnaval de boa qualidade em Porto Velho, também quanto às escolas de samba. Houve momentos de muito empolgação na avenida, bons sambas embalaram, em três escolas, belas alegorias e fantasias (algumas) de excelente qualidade.
Por isto, quem resistiu à falta de estrutura e, sob chuva, teimou em assistir aos desfiles, saiu de lá, como eu, desejoso de que, em breve, tenhamos em nossa capital um local que faça jus ao talento dos artistas e ao esforço das comunidades que fazem e apreciam o bom carnaval.
Mais tarde comento o resultado da apuração.
Por ora finalizo dizendo que nosso Carnaval Beradeiro é belo, é alegre e tem tudo pra ser cada vez melhor, graças à força da nossa gente.

sexta-feira, 4 de março de 2011

E o Galo cantou....



Imagem via Google/Imagens

Foi nas primeiras horas do dia de hoje, eu deveria dizer nas últimas do dia de ontem? Tanto faz! O que importa é que o Galo da Meia Noite cantou marchinha, axé, pagode, samba-enredo, e outras ritmos... e que esse canto foi o despertar do carnaval de rua, no que se refere ao grandes blocos, de Porto Velho. Gente, muita gente mesmo foi ver o Galo que, ao som da banda Carijó, percorreu as ruas do, agora alongado até a Joaquim Nabuco, “Circuito Caiari”.
O segundo maior Bloco de Porto Velho foi regado por muita alegria, energia e, ouso dizer, paz. Parece que um ou outro incidente foi registrado pela polícia militar, mas, palavra de quem percorreu o Bloco de ponta a ponta - do início ao fim do desfile, nada que fugisse à normalidade de uma festa popular com tamanha concentração de pessoas.
Dignas de elogiosas notas estavam a sonorização, de altíssima qualidade, e a distribuição de banheiros químicos ao longo do percurso. Tudo bem que alguns apressados, e mal-educados, ainda teimaram em transformar alguns muros e paredes em banheiro, mas, diga-se a verdade, para quem quis, havia sim boas condições de uso das cabines-banheiro.
Aliás, estes dois pontos destacados, somados à postura da Polícia Militar, presente em bom número e com atuação discreta e precisa, sinalizam uma evolução no nosso carnaval, devida, sem dúvida, à garra dos produtores culturais envolvidos, mas também, faça-se justiça, ao crescente apoio da Fundação Iaripuna (Município) e demais órgão públicos envolvidos.
Algumas coisas, sempre, podem ser melhoradas como, por exemplo, a retirada de todos os veículos estacionados no trajeto dos blocos, além de estarem em iminente risco de dano, ante o agito da multidão que passa, ainda causam transtornos estreitando o caminho da passagem dos foliões e, algumas vezes, dificultando sobremaneira a manobra dos trios elétricos.
Algo que se poderia pensar é no estabelecimento efetivo de um circuito de desfile, com a interdição, horas antes, do tráfego de veículos e, (porque não?), a construção de camarotes para quem prefere ver os blocos passarem.
Ainda tem muita folia pra acontecer, pra quem gosta como eu, os presságios são positivos, torçamos que todas as festas ocorram em paz e que, também, o desfile das escolas de samba seja um sucesso e que a justiça seja feita ao trabalho e esforço de tantos e tantas.
Que prossiga o reinado de Momo!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Folião


Imagem via Google/Imagens



Já vesti minha fantasia,
Aprendi o samba enredo,
Peito cheio de alegria,
Pra avenida vou sem medo.

Pura Raça na bateria,
No cantar força e paixão,
Do cavaco a Harmonia,
Em todo passo Evolução!

As batidas do tamborim
Embalam a rainha e o passista,
O canto e o encanto em fim
Nesta noite não há quem resista.

Minha gente canta e diz
O coração satisfeito dispara
A cultura popular, Jóia rara,
A Vitória é o povo feliz!

Anderson Machado

terça-feira, 1 de março de 2011

O General da BANDA


Foto via google/imagens

“Vou iniciar meu carnaval no sábado, na Banda do Vai Quem Quer”!
Mas será uma folia diferente, uma festa sem gerente, aliás, sem General...
Manelão é uma daquelas personagens tão brasileiras que, se morasse no Rio de Janeiro ou São Paulo, hoje já teria sido decretado feriado nacional.
Quis o destino presentear Rondônia, especialmente Porto Velho, e assim ganhamos Manelão, um chaveiro que nos ensinou como se abre um carnaval de verdade. Pouco importa que hoje tenhamos blocos saindo mais de uma semana antes, por esta terras, carnaval que é carnaval só começa com a Banda do General Manelão.
O jeito nosso de fazer Carnaval, misturado, sem barreiras ou restrições musicais, apreciador das marchinhas e de bons sambas de enredo, mas que não deixa de ferver ao som do Axé, tem um “culpado”: Manoel Mendonça, o Manelão. Um folião brasileiro que por seu amor ao carnaval, à cultura e à alegria fez nascer, crescer e tornar-se a maior expressão carnavalesca da região norte, aquela Banda que pra ir, basta querer... e nos últimos 31 anos cada vez mais gente quer.
Os mais de 100.000 (cem mil) foliões da Banda, este ano, não terão à frente o General, mas, com certeza, no outro plano, agora também é carnaval e, de lá, Manelão mandará toda sua vibração e a Banda não vai parar.
Até um dia General, siga ao som das marchinhas, do samba e da folia!
Porto Velho agradece e em retribuição, como “já é tradição”, “vou brincar descontraído, eu vou, de metralha ou de mulher”!
Até sábado na BANDA DO VAI QUEM QUER!!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Quero!


Foto via Google Imagens/imotion.com.br

Quero!

Quero sonhar acordado
Viver os sonhos que sempre quis
Cantar, dançar, Amar e ser amado

Quero amor verdadeiro
Fincar minha raiz
Me entregar de corpo inteiro

Quero da vida a alegria
Da razão certa medida
Da paixão toda magia
Do amor toda a vida

Quero viver cada momento
Do jeito que meu coração me diz
Sem medo de sofrimento
Fazer e ser feliz!

Anderson Machado                 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Salário - por @suh_Lima

Foto via Google Imagens



Tanto a Constituição Federal quanto a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT asseguram ao trabalhador brasileiro o direito ao salário mínimo, capaz de lhe garantir uma vida digna. A respeito, vejamos:

“Art. 76 - Salário mínimo é a contraprestação mínima devida e paga diretamente pelo empregador a todo trabalhador, inclusive ao trabalhador rural, sem distinção de sexo, por dia normal de serviço, e capaz de satisfazer, em determinada época e região do País, as suas necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte.” (CLT)

“Art 157 - A legislação do trabalho e a da previdência social obedecerão os seguintes preceitos, além de outros que visem a melhoria da condição dos trabalhadores:

I - salário mínimo capaz de satisfazer, conforme as condições de cada região,as necessidades normais do trabalhador e de sua família;” (CF, 1946)

“Art. 7º - São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; (...)” (CF,1988)

O Brasil, ao adotar o modelo de constituição social, visou formar uma sociedade justa, livre e solidária.

Pois Bem.

Como se falar em “capaz de atender a suas necessidades vitais básicas” com o atual valor do salário mínimo?

Sem entrar no mérito das conseqüências econômicas do aumento salarial, o trabalhador brasileiro vive em um eterno conflito: trabalha mais (de forma formal ou informal),contudo em compensação tem mais dificuldade de promover uma melhor qualidade de vida para si e para sua família.

O brasileiro não ganha bem, falta-lhe oportunidade de capacitação, seja na forma de incentivo, seja na ausência de tempo para buscá-la e infelizmente com a mentalidade de um país subdesenvolvido, temos a mão de obra barata que é um incentivo às empresas estrangeiras que vêem em países como o nosso, países em desenvolvimento - para usar de expressões politicamente corretas - uma forma de obter grandes lucros, com poucas despesas.

Vivemos em uma sociedade que não basta estudar para ter um bom salário, vemos professores, arquitetos, economistas, ganhando salários para subsistirem.

O que precisamos é ter consciência que a capacitação e estudo são a única forma de quebrar esse circulo vicioso, e o voto, sempre será a forma eficaz de efetivar uma verdadeira revolução: a aplicação efetiva das normas constitucionais.

Suzane Lima





Gostou do texto? Conheça o Blog da autora: http://limasuzane.blogspot.com/

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Caminhos da Vida




Caminhar pela vida
Sonhar nas madrugadas
Por ruas e calçadas
Buscar uma razão pra esta lida.

Vida intensa, atribulada,
Dias de chuva e de sol,
Noites de frio sem lençol
Momentos duros da caminhada.

Porque? Pra quê?
Há na luta sentido?
E pro tempo perdido?
Existe razão de ser?

Quem na vida encontra o Amor
A si próprio também descobre
É do coração o sentido nobre
Que à vida dá real valor

Outrora caminhante sem destino,
Em você minha vida descobri,
Tesouro precioso, minh’alma, colibri.
Com você, o amor deste menino
À vida, definitivamente, disse sim!

                                   Anderson Machado