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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Um “Cavalo de Tróia” do PGR?



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Um “Cavalo de Tróia” do PGR?

Vem de longa data a luta dos servidores do MPU pela redução do período mínimo de lotação para fins de participação em concurso de remoção. A redução de três para dois anos já foi enviada ao Congresso por duas vezes, pelo menos. Porém, na hora “H” a proposta que, inclusive, encontra simpatia nos mais diversos pensamentos que formam o Congresso Nacional, não é aprovada.

Recentemente em reunião com o secretário geral do MPF o SINASEMPU voltou a pleitear a redução. Na mesma reunião, outro ponto de pauta foi o exagero da Administração no preenchimento de cargos em comissão (CC’s) por pessoas sem concurso público.

Hoje o Procurador-Geral da República encaminhou ao Congresso Nacional o PL nº 5491/2013 que, para alegria de inúmeros servidores do MPU em todo o país, propõe a redução do período de lotação, de três para dois anos, para fins de remoção. Isto seria motivo de festa, pois tem a aparência de uma bela vitória para a categoria, uma justa reivindicação que vai ao parlamento nacional. Porém, como na guerra de Tróia, a aparente vitória trás consigo uma perigosa armadilha, fruto da estratégia do “inimigo”.

Se desatentamente encamparmos a defesa pura e simples do PL nº 5491/2013, estaremos trazendo pra dentro de nossas trincheiras uma poderosa arma da Administração para desvalorizar ainda mais os servidores do quadro efetivo do MPU. A leitura do projeto denuncia a estratégia, pois prevê mais que a redução do “pedágio” ou a inocente regulamentação da validade da carteira funcional do MPU, a proposta municia a Administração com uma arma poderosa para tornar mais atrativa a nomeação para o exercício de cargos em comissão dos chamados “paraquedistas do serviço público” - pessoas sem concurso público que, com grande frequência, têm como maior qualidade profissional a amizade com algum “figurão” da Administração, no caso, do MPU.

Além de reajustar a remuneração da parte da Administração onde existe a brecha da legislação para entrada sem concurso, simplesmente “esquece” que as alegadas “perdas sofridas pelo processo inflacionário” usadas como justificativa para o reajuste dos “janeleiros” também atingem os servidores efetivos e, por isso, não prevê reajuste das funções comissionadas.

A desfaçatez da Administração causa náuseas, pois pretende usar a velha máxima segundo a qual “a mão que afaga é a mesma que apunhala”.

É preciso uma reação, é preciso dizer ao Congresso Nacional que os servidores do MPU reivindicam sim a redução do prazo mínimo de lotação, mas não aceitam o privilégio aos “sem concurso” em detrimento daqueles que com muita luta hoje compõem o quadro efetivo do MPU.

Reajuste de CC’s sem reajuste das FC’s não!

Não ao cabidismo, não à desvalorização dos servidores efetivos do MPU!

Diretoria Executiva Nacional Colegiada (DENC)
Sindicato Nacional dos Servidores do MPU e CNMP
SINASEMPU

quarta-feira, 27 de março de 2013

Noite Enluarada


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Noite Enluarada


                              
Ela me fascina...
Ilumina meu ser...
Cativa minh’alma...
Carinho me dá,
sempre me acalma!

Com ela não tenho reservas,
Não faço promessas,
Por inteiro me dou,

Por ela vou pra estrada,
Paro o carro, desço correndo,
Esqueço onde estou...

Pra ela conto segredos,
Abro o peito, mudo meu rumo,
Espanto os medos, do mundo me vou...

E ela com seu silêncio
Diz-me mais que mil palavras
Acolhe-me em seu manto de luz...

Agora, a lua por meu amor comovida
Banha-me com seu suave pranto
E eu agradecido, sigo em frente
Renovado por seu maravilhoso encanto!

Anderson Machado

quinta-feira, 7 de março de 2013

Coisa de Mulher – e coisa de Homem também




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Coisa de Mulher – e coisa de Homem também



O dia 8 de março não é um dia de mera comemoração!
Não foi uma data inventada para aumentar as vendas de bolsas, sapatos, jóias; muito menos pra elevar o movimento em bares e restaurantes.
“No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.”
(via http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm)
Isto é motivo de comemoração?
O 8 de março é um dia de triste lembrança, um dia de reflexão, de debate, de luta. É um dia de homenagem à mulher não por sua beleza, sensibilidade e encantamento (qualidades inegáveis do gênero feminino) e sim pela luta travada ao longo da história na busca por direitos como liberdade, respeito, igualdade de tratamento e tantos outros.
Algum incauto poderia agora erguer-se para dizer que, ainda que tantas batalhas tenham sido necessárias, hoje em dia não há mais motivos pra esse tipo de reflexão, afinal vivemos na modernidade, numa sociedade em que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações... Ledo engano!
Vivemos em uma sociedade machista, constituída por ambientes intolerantes à igualdade de gênero e, o que é pior, uma intolerância camuflada, jogada para debaixo do tapete, negada em microfones e mesas de bar, mas que não resiste à primeira piada ou mesmo ao tratamento lingüístico. Aliás, a utilização de expressões como “todos e todas” em vez de ser reconhecida como a afirmação de uma igualdade social, para alguns é recebida como “mero jargão politiqueiro” repelido pelo espírito machista insculpido por uma educação que desconsidera a existência de dois gêneros.
O dia 8 de março é uma data que precisa servir para a quebra de paradigmas, para o combate e derrubada de pequenos e grandes preconceitos que alimentam uma injustificável diferença em direitos de homens e mulheres. É claro que existem batalhas grandiosas que ainda precisam ser vencidas como as diferenças de salários – em regra, inferiores para mulheres que desempenham as mesmas atribuições; ou a colossal desproporção existente entre mulheres e homens que ocupam postos de chefia, mesmo em setores que elas estão em número equivalente ou até superior e outras tantas desigualdades.
Porém, há pequenos gestos, passos aparentemente simples, mas que carregam em si grande significado, pois vão de encontro a verdadeiros tabus do universo machista.  Neste sentido, sem querer de forma alguma desencorajar os que pretendem oferecer rosas, jantares ou jóias (façam isto sempre que possível não só no 8 de março) lanço um desafio, uma proposta de homenagens diferenciadas, que tal:
  1. Preparar o almoço ou o jantar pessoalmente (não importa se não é ela que prepara normalmente, o importante é que VOCÊ prepare hoje!)?;
  2. Arrumar a casa pra recebê-la (tudo bem se não der pra dar uma geral, mas pelo menos dar uma caprichada no quarto ou na cozinha já seria algo interessante);
  3. Adiantar-se nas atividades das crianças, tarefas, preparação de uniformes, levar pro inglês, música ou outra atividade, etc. (dê um jeito pra ela não ter que se preocupar com essas coisas hoje);
  4. Lavar a roupa (por incrível que pareça a operação de tanquinhos ou máquinas de levar pode ser mais simples do que se imagina)...
  5. Lavar a louça ( a pia não pode ser considerado um ambiente feminino, porque não é!).
Bem... são só exemplos. Se você já desempenha normalmente qualquer dessas atividades, parabéns (na verdade não é nada demais, mas se você já sabe disto temos um avanço), mas porque não experimentar uma dessas outras ou ainda aquela tarefa que você jura que é coisa pra mulher (mas que se você parar pra pensar não haveria óbice nenhum de você realizar)?
Se você que se deu ao trabalho de ser estas despretensiosas linhas topar o desafio, é possível que perceba (se é que já não sabe disto) que não lhe fará mal algum a divisão das tarefas, afinal, hoje, elas conosco já dividem muito bem tarefas como o sustento da casa... Já passou da hora de reconhecer que tarefa de homem e de mulher é uma só: UNIR FORÇAS PRA FELICIDADE DE AMBOS E DE QUEM OS CERCA!
Salve o 8 de março!
Salve uma sociedade em que homens e mulheres respeitem-se mutuamente, todos os dias!

Anderson Machado

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Explosão de cores...

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Explosão de Cores...

Arco-íris, esplendor...
Uma explosão de cor!
Em cada toque, em cada olhar
Naquela voz a sussurrar...

Um encontro inesperado
Que um sonho renovou
Coração, pela vida, dilacerado
No amor se reencontrou

Um mundo que se pintou
Ou será que foi pintado?
Pois em corres se forjou

E por cores encantado
Palpitante e apaixonado
Felicidade se tornou!

Anderson Machado

sábado, 26 de janeiro de 2013

Simples assim...


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Simples assim...

Simples assim,
Gosto tanto de você como gosto de mim...

As cores do mar me lembram você,
O céu, as nuvens, o vento e o ar
A noite, as luzes, a lua... como não lembrar?

A vida não me deixa te esquecer
Os prédios, as pessoas e os carros,
Estar vivo é pensar em você...

Vou voltar, te abraçar, beijar. Te devorar!
No teu peito de novo deitar e contigo sonhar
Vou mandar a saudade partir
Toda lágrima, angustia e tristeza
Vão, definitivamente, sumir

E o coração, de felicidade, vai, finalmente, sorrir!

Anderson Machado

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Recomeçar sempre!




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Recomeçar sempre!

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
Chico Xavier


Aprendi em minha formação Cristã a “Recomeçar sempre!”.

Realmente é uma frase encorajadora, pois é algo que parece nos conceder uma espécie de salvo-conduto permanente, ou seja, posso errar à vontade das muitas cabeçadas, machucar, ofender, porque depois basta “recomeçar”.

Mas não é assim, não foi isto que me ensinaram na verdade, muito menos foi isto que a vida mostrou. Sim, podemos e devemos recomeçar sempre, afinal ao perceber que o caminho trilhado não é o certo ou quando o sinal da consciência aponta “fiz besteira!”, sentar chorar, lamentar-se e permanecer ali nada adianta. É preciso recomeçar, retomar a caminhada.

Porém, não adianta querer ignorar as experiências vividas, a borracha apaga a escrita, mas as marcas continuam no papel. Nossas ações, nossas escolhas (certas ou não) têm conseqüências, tentar ignorar isto é um erro crasso, equívoco, aliás, que, em geral, compromete muito (quando não estraga novamente) o novo caminho.

A oportunidade que o “Recomeçar sempre!” nos dá, não é autorização para cometer os mesmos erros, não é remissão absoluta capaz de nos permitir continuar errando da mesma forma. Ao recomeçar verdadeiramente é preciso desejar de verdade percorrer um novo caminho, até mesmo cometer erros diferentes, novos; ir adiante, a partir do ponto em que se percebe a “mancada”.   Refazer o mesmo caminho e cometer os mesmos erros não é recomeçar, é desdenhar do aprendizado, ignorar a aquele tempo vivido.

Pra recomeçar não é preciso um novo ano, mês, semana, ou mesmo dia, basta que o momento seguinte esteja presente. Mas como estamos começando um novo ano, parece que o universo conspira a favor dos recomeços. Que assim seja pra cada pessoa que falha, erra, fere, magoa... Vive! Pra quem é humano e quer melhorar sua história e escrever um novo final!

A vida segue em frente, sempre com muito luta!


Anderson Machado

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Distrai, meu coração, tua amargura - Bocage





Distrai, meu coração, tua amargura


LV

Distrai, meu coração, tua amargura,
Os males que te assanha a fantasia:
Provém da formosura essa agonia?
Seja o seu lenitivo a formosura;
Por mil objetos adoçar procura
O ardor, que lavra em ti de dia em dia;
Mas ó fatal poder da simpatia!
Ó moléstia d(e) amor, que não tem cura!
Astúcia exercitar que te resista,
Minha Anália, meu bem, debalde intento,
Está segura em mim tua conquista.
Como hei de minorar-te o vencimento,
Coarctar o império teu, se as mais à vista
Valem menos que tu no pensamento?


Manuel Maria Barbosa du Bocage

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mar de Encantos




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Mar de Encantos


Mergulhei no teu olhar
Na beleza e imensidão a me desafiar
Era impossível não sonhar
Não desejar, com a coragem dos que amam,
Desbravar aquele mar

Um perfume envolveu meu corpo...
Olhos dominados, encantados, em única visão
Os pensamentos, todos, dissipados pelo ar

Uma brisa suave acariciou meu rosto
Das pernas sumiram as forças de repente
No peito, um descuidado coração disparou

Estava feito... O encanto me domou
Era hora de navegar, de sentir aquele gosto
De arriscar, de buscar aquele mar

Mar de encantos... Vou te descobrir!
Em teus segredos hei de mergulhar
E com felicidade, às tuas águas
Vou me entregar!


Anderson Machado

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Comissões de (In)justiça: Vitória da PGR, derrota do MPU, derrota do Brasil!



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Alguém consegue imaginar algum tipo de “modernização” no serviço público ou algum planejamento estratégico que desconsidere a importância do fator pessoal?
Pois ontem tive certeza de algo que já desconfiava: Para a administração do MPU, modernização e planejamento estratégico, não tem nada a ver com valorização dos servidores, com reestruturação das carreiras.
Vi com meus próprios olhos um representante da administração convencendo parlamentares na Câmara e no Senado a descartarem a proposta de emenda que viabilizaria recursos para reestruturação das carreiras do MPU, em troca de aprovarem outra emenda que destinaria recursos à “modernização” do MPF (planejamento estratégico, construção e ampliação de sedes, p.e.).
Fiquei me perguntando qual o sentido de se construir mais sedes, fazer reuniões, bancar viagens, publicar informativos... se não houver pessoal?
O MPU tem registrado uma evasão superior a 30% de seus quadros, nesse ritmo...
Bem, pra viajar sempre acharão alguém...
Mas quem vai trabalhar nas novas sedes, participar das reuniões, ler os informativos? De quê adianta ter estratégia se não há quem a cumpra?
A PGR, por sua ação no Congresso Nacional, deu um tiro no pé, no próprio e no do Estado Brasileiro. Ao abrir mão da possibilidade de, via emenda, reconstituir a integralidade de seu próprio orçamento, (em troca de uma migalha!) a administração superior do MPU atuou contra o esforço que servidores e membros, a partir do sindicato e de suas associações, respectivamente, tem feito em defesa da autonomia institucional, jogou contra a defesa que tem sido feita da importância de um MPU forte , priorizou a burocracia e a vaidade de alguns membros e servidores em detrimento do verdadeiro espírito institucional, aliou-se ao Governo, que tem sido seu algoz em relação a autonomia orçamentária e a política de pessoal, em troca de pequenos “favores” orçamentários.
A administração do MPU trabalhou contra o Brasil, pois ajudou na tática de sucateamento do órgão. Deu-me náuseas ao ver um certo representante da PGR com um sorriso de canto de boca comemorando aquela “vitória”.
Foi um dia triste, tanto mais porque vi um parlamento de joelhos negando a própria independência ao acatar, sem sequer discutir, as ordens do Executivo. Os deputados e senadores que compõem as CCJ’s (Comissões de Constituição e Justiça) do Congresso Nacional simplesmente ignoraram os compromissos que muitos deles assumiram com os servidores do MPU e com o povo brasileiro de quem devem ser representantes e esconderam-se, salvo raríssimas exceções, sequer comparecendo às sessões que definiram as emendas de cada uma das comissões.
A patética cena da sessão da CCJC do Senado com a presença tão somente do presidente da comissão e do relator da resolução que indicou as emendas daquele colegiado, falando para um amontoado de assessores (inclusive da PGR) num simulacro de apreciação, fez rondar-me uma imensa descrença na própria democracia brasileira...
Porém, não me permito abater pelo revés dessa batalha. Afasto a descrença, enxugo as lágrimas desta alma cidadã e mais uma vez coloco-me ao lado de guerreiros e guerreiras que não desistem da luta e que continuam buscando encontrar, também no Congresso Nacional, forças que se aliem a nós e nos ajudem salvar o Ministério Público da União, importantíssimo instrumento de defesa dos direitos do povo brasileiro da destruição.
Para que a injustiça não prevaleça, continuaremos na luta!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Parte de Mim



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Parte de Mim 


Meu dia não queria começar de verdade
Estava estranho, incompleto,
Não tinha despertado à realidade

Tudo vasculhei, sentimentos, pensamentos
Sempre a me perguntar:
Porque? O que me faltava?

Logo descobri... Estava claro!
Faltava parte de mim.
O cheiro dela não sentia mais...
Escapava-me seu gosto em minha boca...

Parte de mim! Dei-me conta:
Levastes consigo parte de mim!

Aquele cheiro...
Aquele gosto de mulher
Fêmea que quero e que me quer

           De vida, alegria e amor sou repleto,
           Quando a tenho ao meu lado,
           O coração forte pode bater,
           Acelerado é verdade, mas completo!

Como pode alguém meus sentidos tomar?
Vou buscá-la, mostrar qual é o seu lugar:
Perto, bem perto de mim!

           Nela encontro meu coração,
           E por ser só coração,
           É nela que me encontro!

                                      Anderson Machado

domingo, 11 de novembro de 2012

Meu Lugar



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                             Meu Lugar


Meu canto é onde o vento sopra e afaga meu rosto,
As batidas do coração, com o seu em harmonia,
Ecoam acompanhando sussurros de alegria.

Meu olhar caminha envolto de emoção,
O pensamento tem asas e é ali que quer estar,
Porque toda busca se finda bem ali no meu lugar.

Meu corpo todo se entrega à magia de sonhar,
Sonho agora vivido, sem ter pressa de acabar.
A rede da vida se estende, vou aqui me agasalhar,
Meu canto fora encontrado, pois nele você está.

Que o mundo gire e me leve pra onde precise estar
Pois sei, por mais duradouras as voltas que o mundo dá,
De volta sempre me encontro onde a felicidade está,
No doce e vivo aconchego, ao teu lado, bem aqui, no
Meu lugar!!

Anderson Machado

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Pra Você!


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            Pra Você!


Mais que palavras, ofereço-te a minha boca,
Que quando teus lábios toca, rende-se louca,
Tomada completamente por teu sabor
Teu cheiro, teu jeito, teu calor.

Não prometo. Entrego-te meu coração.
Meu único e verdadeiro tesouro,
Que me pertencia até te conhecer
E ser subitamente arrebatado por ti...

Mais que o mundo, é teu meu o ser
Que antes de te conhecer não era...
E que agora, por causa de ti, tudo é!
É força, é alegria, é amor... É vida!


Anderson Machado

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

PL 4362/12: Nem tanto ao mar, nem tanto a terra



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Semana passada retomei minhas atividades no MPU. Em razão da ocorrência, naquela mesma semana, da AGO do SINASMEPU, somente agora estou, aos poucos, efetivamente retomando minhas ações na direção do sindicato. Ainda sequer consegui conversar com os colegas diretores.
De qualquer forma, fui aos poucos lendo os milhares de e-mails de minha caixa postal bem como ouvindo colegas de Unidade a respeito de vários temas, especialmente daquele que me parece a grande discussão na categoria neste momento: o PL 4362/12.
Ouvi e li colegas muito chateados com a posição do Sindicato pela rejeição do referido Projeto de Lei – ressalte-se que uma posição obtida até então em assembleias por local de trabalho e por isto institucional, que tem por fundo a inarredável defesa da autonomia orçamentária do MPU. Da mesma forma li e ouvi muitos apoiando essa posição.
Hoje após o anuncio da deliberação da assembleia geral segundo a qual deve o sindicato requerer ao PGR a retirada do referido Projeto de Lei 4362/12, minha caixa postal e telefone não pararam mais. Foram colegas já anunciando campanhas de desfiliação e outros defendendo a inquestionabilidade das decisões das assembleias gerais.
Peço licença pra posicionar-me de uma forma diferente.
Desconsiderando os interesses, e disputas, políticos sindicais ou não, que cercam o tema, penso que o mais sensato é ouvirmos a voz da categoria, a voz verdadeira, de todos, inclusive daqueles que pouco ou nunca se manifestam ou comparecem a assembleias, ainda que locais. De um certo ângulo, este momento lembra-me o início das discussão a favor ou contra subsídio. De um lado os que se posicionavam contra alegavam a existência de uma deliberação anterior da categoria contra a apresentação de proposta nesse sentido, de outros os favoráveis que alegavam ser maioria no seio da categoria.
Qual a solução encontrada pelo sindicato naquele momento que, inclusive, significou o fortalecimento do SINASEMPU enquanto entidade sindical? A então DENIN promoveu ampla consulta à categoria e adotou a posição que emergiu dessas consultas.
Porque não fazer da mesma forma agora?
Saliento que sou um defensor das instâncias sindicais e como sindicalizado e, especialmente como dirigente, sinto-me chamado ao respeito às deliberações tomadas. Porém, parece-me claro que a única forma de buscarmos maior unidade na categoria é praticando o desapego à formalidade. Não quero nem de longe atacar qualquer decisão das assembleias da categoria, mas numa questão que se tem demonstrado tão crucial, a qual, em certa medida, pode por em risco, inclusive, a legitimidade do Sinasempu com instrumento de luta do conjunto dos servidores do MPU, gostaria de chamar a todos, inclusive aos colegas da direção, para uma reflexão: Não seria bem melhor pra nossa luta, pra nossa categoria, promover, antes de adotar qualquer medida que possa produzir efeitos definitivos, uma ampla consulta, via internet, a todos os servidores do MPU?
Para preservar e fortalecer nossas instâncias sindicais, após a consulta, caso o resultado seja diferente das deliberações até agora tomadas, far-se-iam novas assembleias nas unidades para ratificar, já havendo amplo conhecimento do desejo da maioria, a posição.
Proponho que a discussão dê-se em torno de duas propostas:
1.    Requerer ao PGR a retirada do PL 4362/12;
2.    Adotar o PL 4362/12 como alternativa, em caso de não celebração de acordo para aprovação do PL 2199/11, para 2013, sem retirada de qualquer deles uma vez que um não prejudicaria, em tese, o outro.
Para possibilitar ampla defesa das propostas o Sinasempu abriria espaço no site para a publicação de informações e ou reflexões sobre o tema.
Tudo isto no mais breve espaço de tempo possível.
Colegas, sempre defendi e continuo defendendo que a voz de toda a categoria seja a mola propulsora de toda e qualquer ação do sindicato.
Fica a proposta.
E sigamos na luta!

Anderson Machado

sexta-feira, 29 de junho de 2012

MPU: Cesta de 30 ponto e marcação sob pressão, quadra toda!


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Adoro esportes, sempre pratiquei muitos, mas desde a infância, minha paixão sempre foi o basquete, a complexidade dos movimentos, aparentemente simples, o permanente uso da estratégia e a inteligência, inclusive emocional, como elemento indispensável para alcançar a vitória.
Mas porque to falando em basquete quando você que me lê agora, certamente, inclusive pelo título do texto, está querendo saber é sobre a recomposição salarial dos servidores do MPU? É porque algumas lições que aprendi em quadra servem-nos muito bem neste momento.
Uma expressão que mais parecia um mantra, repetido por todos os técnicos/treinadores com quem joguei, era o seguinte: “Não existe cesta de 30 pontos!” Repetiam isto todas as vezes que estávamos atrás no placar, especialmente quando a desvantagem era razoável. Diziam isto para que percebêssemos que nossa vitória não dependia de um único lance e sim de um conjunto de movimentos, uma série de lances, tanto na defesa, impedindo que o adversário continuasse a marcar, quanto no ataque onde tínhamos que marcar o máximo possível, tirando a diferença.
Vejo-nos, atualmente, em situação similar. Estamos em grande desvantagem, o Governo nos mantém há mais de seis anos sem recomposição salarial, nossa vontade é que tudo se resolva em um único lance (a tal sexta de 30 pontos), mas isto não é possível, não ocorrerá. É fundamental termos, neste instante, consciência que é preciso uma série de movimentos orquestrados a partir de uma estratégia eficiente e eficaz. Porém, de nada adianta a estratégia se não acreditamos que é possível virar o jogo, se não executarmos bem cada lance.
Na defesa precisamos rebater os argumentos falaciosos da Presidente e seus emissários, no Governo, no Congresso Nacional e nos veículos de comunicação. Devemos disputar mentes e corações dos verdadeiros formadores de opinião, especialmente dentro do Congresso Nacional por onde, necessariamente, definir-se-á a aprovação do PL 2199/2011. Impedindo que o Governo avance nessa política nefasta que nos atinge, teremos condições de, no ataque, tirar a diferença. Várias cestas precisam ser obtidas para virar o jogo.
A primeira delas é conseguir que o Relator na CFT, Dep. Aelton Freitas, apresente incontinente seu relatório à comissão, afinal, se antes argumentava que só o faria com uma opção oficial do PGR por um dos dois PLs, agora com a decisão CSMPF, não tem mais desculpa! Outra jogada fundamental é o convencimento de todos os membros da CFT, pela aprovação do PL 2199/11 o mais breve possível. Devemos também, com a proposta orçamentária do MPU em mãos, avançarmos sobre o Ministério do Planejamento para exigir a inclusão da previsão orçamentária na proposta consolidada.
Nos momentos decisivos das partidas, especialmente quando precisamos tirar diferença, a marcação “homem a homem’, marcação pressão quadra toda, é geralmente a mais indicada. Embora exija de toda a equipe um esforço bastante grande é possível ser realizada durante um período determinado de tempo. Mas só funciona se a equipe toda se aplicar. Bem, no nosso caso, nossa marcação pressão deve começar na saída da bola, nos Estados e com todos os parlamentares, é preciso que o Congresso Nacional acuse a pressão, reconheça-nos como uma categoria importante, mobilizada e que não os deixará em paz até alcançar nosso objetivo que é a aprovação do PL 2199/11. Todos os jogadores (parlamentares, membros do governo e até candidatos influentes) devem ser procurados, devem sentir nossa pressão, especialmente os “craques”, aqueles agentes políticos (parlamentares ou não) que tem mais voz no governo e no Congresso Nacional, esses não podem ter tranqüilidade para jogar, salvo se claramente estiverem no nosso time.
A hora de vencer é agora, não existe cesta de 30 pontos, nem vitória sem luta. Não lutar é aceitar desde já a derrota, ir à luta é ter a esperança de construirmos, juntos, a vitória.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Beijo

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         Beijo


Passos desencontrados,
Braços inconformados,
Olhar furtivo...
Corpos em fuga...

A lua, o lago...
Estrelas, o porto...
Brisa soprando no rosto...
Desejos, pensamentos...

Mãos dadas!
Olhos conectados...
Respiração acelerada...
Arrepio no corpo, suor nas mãos...

A lua, o lago...
Estrelas, o porto...
Brisa soprando no rosto...
Um só desejo, mil pensamentos...

Almas em chama,
Corações disparados,
Corpos tomados
Lábios...

Silêncio.

Felicidade!

Anderson Machado

domingo, 6 de maio de 2012

Risco de Felicidade



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                   Risco de Felicidade


O que importa de verdade?
O toque, o beijo, o coração palpitando?
A ansiedade indomada, a alma angustiada,
na certeza do tempo passando?

Está ao alcance dos olhos a felicidade buscada?
O que sente o coração resiste às incertezas da razão?

É pura insensatez, posto que ingrata missão,
entregar-se às armadilhas do caminho,
Perder-se, sozinho, em dúvidas, medos, ou suposta razão.

Quem desiste é lamento, tormento, angústia
É covardia - inominável agonia! - condenar-se ao “talvez”!

É preciso entregar-se! Viver, buscar... arriscar!
É na vida, em cada passo, que o amor se faz.
Não é olhando para traz que se alcança,
que se transforma a esperança em conquista.

Amar é correr o risco, inclusive, de ser feliz!

Anderson Machado