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terça-feira, 20 de março de 2012

TERMÓPILAS: DIGA NÃO À PIZZA DA CORRUPÇÃO

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A corrupção está no ar.
Digo mais, está no ar em cadeia nacional. E não é de hoje!
E o cheiro que se sente não é o de Justiça, tem pizza assando!

De tempos em tempos vemos, nos mais diversos programas de TV, cenas estarrecedoras, verdadeiros shows de horror, de desprezo com a coisa pública, ou seja, com aquilo que é nosso, é de todas as pessoas.
A cada escândalo parece que a sociedade vai sendo entorpecida e os malfeitores perdendo qualquer resquício de respeito que um dia possam ter tido, parecem encarnar a idéia que o esperto é o corrupto, aquele que sempre leva vantagem, que pra tudo tem um “jeitinho”; besta é quem é honesto, é quem trabalha duro, é quem vive do seu próprio suor.
Será que chegará mesmo o dia em que teremos vergonha de sermos honestos?
Ontem entrevistamos um deputado estadual e, como não poderia deixar de ser, tratamos do mais recente escândalo de corrupção protagonizado por Deputados Estaduais, membros do Governo e empresários, anunciado ao Brasil com a “Operação Termópilas”. Fiquei extremamente incomodado com o que ouvi e, mais, com o que concluí. Se nada for feito pela sociedade, por nós, a pizza está assando!
Embora o Deputado Ribamar Araújo tenha procurado não entrar em choque com seus “pares” membros da “comissão processante”, deixou transparecer uma total incredulidade em qualquer resultado diferente da absolvição total de todos os deputados envolvidos. Inclusive do foragido, Valter Araújo.
Não estou aqui falando contra a presunção de inocência, o direito ao devido processo legal, a ampla defesa e todos os demais princípios que buscam proteger inocentes do arbítrio – embora, infelizmente, muitas vezes sirvam também de escudo para bandidos – porém, há coisas que simplesmente não é possível entender.
Vejamos o caso mais escancarado o do Deputado foragido, suposto chefe da quadrilha, Valter Araújo, que não vai à Assembléia Legislativa desde antes de 19/dez/2011 (data em que passou a ser considerado foragido), portanto, o citado deputado não comparece ao seu local de trabalho a mais de 90 (noventa) dias!
O que aconteceria com qualquer trabalhador, quer da iniciativa privada ou mesmo servidor público, que faltasse ao trabalho por mais de 90 (noventa) dias? Certamente, não havendo justificativa para as faltas, seria demitido, perderia o emprego ou o cargo público. E porque o todo poderoso Valter Araújo não perde o cargo de Deputado?
Será que na Assembléia Legislativa faltar por estar se escondendo da polícia é considerado “falta justificada”?
Outra coisa, todo mundo precisa lembrar que Valter Araújo mandava e desmandava na Assembléia Legislativa graças ao enorme apoio que possuía de seus “colegas”. Segundo revelado nas investigações da Polícia Federal Valter Araújo tinha por hábito dar “agrados” aos colegas, com eles “repartir o pão” e, assim, mantinha-os todos dóceis e aplaudindo suas “peripécias”.
Será que os deputados da Assembléia Legislativa, inclusive os outros sete que, supostamente, possuíam ligação direta com o “esquema” de Valter Araújo, terão coragem de cassar o mandato de seu estimado “colega”? Será que se ficarmos todos de braços cruzados esperando uma atitude dos deputados não estaremos fadados a cansar de esperar? O trabalho, ou na verdade a falta dele, até agora na “Comissão Processante” não demonstra claramente o objetivo protelatório reinante naquela “Casa de Leis”? Será que os deputados não estão querendo “deixar a coisa esfriar” pra servir uma enorme e quentinha pizza?
Sinceramente, minhas respostas a todas essas questões não são nada animadoras, tenho a nítida impressão que NADA acontecerá se NÓS (todas as pessoas que não concordam com a corrupção) não tomarmos uma atitude, SEM PRESSÃO NÃO VAI TER PUNIÇÃO!
A comissão processante reúne-se apenas às terças-feiras, tenho certeza que na reunião de hoje NADA de relevante ocorrerá, e será assim também na semana que vem, e na seguinte, na outra e na outra. Isto só será diferente se nos movermos, se decidirmos efetivamente defender o que é nosso, se formos à Assembléia Legislativa dizer aos deputados que não aceitamos ser representados por quem desvia recursos públicos, por quem foge e se esconde da polícia, afinal, devemos ser representados por iguais e, da minha parte, não aceito ser representados pelo senhor Valter Araújo e sua turma! Eles não são meus iguais, são seus?
Fica o convite, as redes sociais estão aí e podem nos ajudar muito, vamos à Assembléia Legislativa no dia 27/03! Ou reagimos agora ou mais uma pizza de impunidade será esfregada em nossas faces!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Olhos que dizem

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             Olhos que dizem



Os olhos dizem coisas que os lábios temem admitir

Palavras são abençoadas, são dons,
Mas também são dores.
São bálsamos nos amores,
Ou espada d’alma em forma de sons.

Dizer tem seus encantos,
Sua força, seu poder.
Há momentos que só o são ao se dizer.

Mas dizer também tem seus perigos,
Sacrifícios, seu sofrer.
Momentos são perdidos, simplesmente, ao dizer

Quem bem sabe pouco diz e é feliz
Pois da alma a verdadeira expressão,
De tudo que está no coração,
É com os olhos que, inevitavelmente, se diz...

Anderson Machado

quinta-feira, 8 de março de 2012

Muito mais que Flores!


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Mais que flores, mais que um jantar ou belos cartões, hoje é dia de ofertar respeito, reconhecimento, igualdade. Aliás, hoje e sempre, é dever, olhe bem estou dizendo DEVER, de todos nós reverenciarmos a mulher.

Digo isto porque a mulher em nada - salvo em alguns casos relativos aos aspectos de força física - é inferior ao homem. Mais que isto, em regra, a mulher desempenha, pelo menos, tão bem quanto o homem as tarefas que lhes são comuns e, além disto, realiza de maneira muito melhor outras tantas. Raros são os homens que conseguem cumprir de forma eficaz um tripla jornada, já para as mulheres, poucas são as que não o fazem.
Nós homens, em regra, ou fazemos bem uma coisa ou outra. É na mulher que se encontra o equilíbrio entre beleza e força, entre sonho e pés no chão, entre o amor à família e o trabalho.

Rendamo-nos, pois! Está na ocupação de mais espaços de poder e protagonismo pelas mulheres a chave para uma humanidade melhor.

Um mundo melhor é o mundo onde homens e mulheres respeitam-se e vivem em harmonia, o 8 de março é o momento que a história nos concedeu para refletirmos e avançarmos nessa construção.

Parabéns mulheres pela luta e parabéns aos homens que sabem reconhecer a força e importância das Mulheres!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Crônica do TATÁ - Açaí – O enredo vitorioso da Asfaltão


Por: Altair Santos (Tatá)



Se “Itaki não podia imaginar que o açaí, o seu povo ia salvar...” (conforme o samba de enredo da escola), também impossível seria ao velho líder indígena prever, ao efeito do cachimbo ou em ritual de pajelança, lá na tribo, sequer cogitar que jamais, a jovem índia Iaçá, numa noite de carnaval, verteria de seus olhos tanta água em forma de abundante chuva, pra regar a vitória de uma escola de samba.

O Néctar dos Deuses da Floresta (açaí), com sua força protéica vitaminou os brincantes da agremiação. A energizada Asfaltão, (leia-se também: açaizada) que se diz mais forte quando invoca a bravura e a força do animal símbolo, o Tigre e se faz ungida pelos cuidados e proteção de Santa Bárbara, a padroeira do bairro sede da escola, nas imediações dos bairros Nossa Senhora das Graças, Mato Grosso e arrabaldes, teve que encarar os fatos, a tormenta, ou seja, fazer a travessia bebendo o sumo do fruto da vida, lavando o azar e espantando o olho gordo pra irromper, lá no fim da pista, onde a se faz a dispersão, com a esfinge tatuada em seu peito credenciando-a ao título.

Chorava Iaçá em pranto diluviano, enquanto a “bateria pura raça” ritmava o canto e a dança daquela procissão de cor e sabor açaí que já não desfilava e, sim, navegava aguerrida, firme e decidida, senhora de si, naquela que fora, ao instante, sua verdadeira água benta que lhe purificou os pés, as mãos, mentes e corações. Parecia a escola estar em mar, já dantes navegados, tal a sua transformação por haver se concentrado na cabeceira da pista com a noite em céu estrelado para - em menos de um quarto de hora - ter suas vestes lavadas pelo incessante e apressado pranto da índia.

A propósito, o último título da Asfaltão, ocorrera há anos (na Av Gov Jorge Teixeira), em situação semelhante. Após o desfile, a madrugada foi avançando, sem trégua da chuva. Quando o dia se fez claro veio como lembrança de ontem, uma noite de superação e magia. O registro do fenômeno acontecido abriu o dia com céu ainda nublado, mas que não se fez em chuva e garantiu a apuração dos pontos em clima de civilidade e urbanidade entre os contendores da passarela do samba.

O desenho da disputa, rabiscado no asfalto fora lavado com o lacrimejar de Iaçá perfumando o salão da festa pra quem preparou no alguidar uma conquista com sabor de Açaí, de Brasil, da Amazônia para o mundo. Parabéns!



O autor é presidente da Fundação Cultural Iaripuna
tatadeportovelho@gmail.com

A Banda, o poder público e a cultura popular - Ernande Segismundo (*)

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Assistia na noite da sexta feira de carnaval na ‘Band’ a uma entrevista do governador do Estado de Pernambuco que discorria sobre a complexa produção cultural daquele estado na área de música, das artes plásticas, da literatura, da dança, etc., concluindo que o Carnaval de Pernambuco é a síntese estética e econômica de toda a produção cultural do estado ao longo do ano.

Fiquei maravilhado com o requinte dos conhecimentos do Governador pernambucano sobre a cultura popular daquele estado e sobre as informações que detinha sobre as origens das diversas manifestações culturais daquele carnaval, como os papangús, o frevo, os caboclinhos, os maracatus de baque solto e de baque virado, o afoxé, etc.

Em Rondônia, especialmente em Porto Velho infelizmente para boa parte do Poder Público o carnaval não passa de confusão, balbúrdia e desordem. Agentes públicos envolvidos diretamente com a folia de momo desconhecem completamente os modos de criar, fazer e viver da população tradicional de Porto Velho cujos folguedos atraíram e atraem cada vez mais aqueles que para cá vieram nos diversos ciclos migratórios e que sempre foram bem acolhidos, tornando Porto Velho uma das capitais mais multiculturais da Federação.

O que afirmo no parágrafo anterior se vê claramente na postura do Poder publico em relação à Banda do Vai Quem Quer, odiada por uns poucos e amada pelas multidões de foliões que a cada ano engrossam seu cordão.

O cortejo fabuloso da Banda do Vai Quem Quer constitui a maior aglomeração de pessoas num único acontecimento na cidade de Porto Velho. Nenhum outro evento, instituição ou entidade consegue reunir tamanha multidão no Estado de Rondônia. Calcula-se algo em torno de 150 mil pessoas neste 2012, tomando-se o fato de que por volta das 19h00 do sábado de carnaval a Av. Carlos Gomes, a Rua Joaquim Nabuco e a Av. Sete de Setembro estavam completamente lotadas pelos foliões, sem contar as vias adjacentes, como Dom Pedro II que também estavam tomadas pela multidão.

Curioso que essa espetacular quantidade de gente brincando alegremente carnaval produz números irrisórios de ocorrências policiais. Aliás, o carnaval porto-velhense em si é uma festa eminentemente pacífica e tranqüila. Na larga maioria dos blocos nunca se registrou sequer uma única ocorrência policial em anos e anos de desfiles.

Não se pode negar, por qualquer ângulo que se analise, que a Banda do Vai Quem Quer, com seus 32 anos de existência, é a maior manifestação da nossa cultura popular e por isto mesmo se acha protegida pela Constituição Federal que em seu art. 215 estabelece que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

O § 1º do mesmo art. 215 estabelece ainda que o Estado protegerá as manifestações das culturas populares.

A Constituição Federal prevê ainda no seu art. 216 que constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: as formas de expressão e os modos de criar, fazer e viver.

Com efeito, o apoio estatal para o carnaval popular de Porto Velho, especialmente para a BVQQ, mais que uma faculdade, é uma verdadeira obrigação estabelecida pela Magna Carta da República para todos os entes públicos, tais como os Poderes Executivos, o Ministério Público, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, etc.

Porém o que vemos todos os anos é o aumento exponencial de exigências cada vez mais insondáveis, inverossímeis, insolentes e estapafúrdias para a apresentação da BVQQ, sobretudo, por membros da Comissão de Grandes Eventos da Prefeitura Municipal de Porto Velho, do Ministério Público e da Polícia Militar.

Alguns Agentes públicos exigem a ferro e fogo que a Coordenação da BVQQ providencie coisas que são próprias do Poder Público, numa acintosa transferência de tarefas públicas para o particular, como a disponibilização de banheiros químicos, enorme quantidade de grades e cones para a interdição das vias públicas e já chegaram até mesmo ao absurdo de exigir que a BVQQ providenciasse a limpeza urbana do seu trajeto após o desfile, à revelia de toda a proteção que a Constituição Federal garante à livre manifestação da cultura popular.

Ao invés da perseguição desenfreada, é necessário que a BVQQ, de acordo com o que determina a Carta Magna, seja tratada de modo todo especial pelo Poder Público, assim como o é por seus foliões. A BVQQ precisa de um Projeto Cultural próprio de apoio do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal, independente dos projetos Culturais da Uniblocos para os demais blocos do carnaval popular de rua de Porto Velho e da FESEC, isto porque a BVQQ não é apenas mais um bloco de carnaval. A BVQQ é a síntese orgânica de toda a nossa cultura popular e constitui patrimônio imemorial do nosso povo e assim deve ser tratada, com todas as suas peculiaridades.

É necessário também que o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal assumam responsabilidades maiores para com a apresentação da BVQQ em face das especificidades dessa gigantesca manifestação cultural popular.

Enquanto o Poder Público não compreender que a BVQQ é um dos maiores patrimônios imemoriais da população do Estado de Rondônia, juntamente com a Festa do Divino do Vale do Guaporé, esta singular manifestação da alegria do povo será encarada pelo viés da ignorância como uma grande confusão, balbúrdia e desordem.

Por fim, a despeito daqueles que são do contra, a BVQQ deve continuar, sob o comando da Generala Ciça e a certeza da proteção de Deus, do Estado e de todos os seus grandes foliões que já partiram como o grande cantor e compositor Babá, o General Manelão, Valverde, Paulo Queiróz, Auristélio Castiel, e muitos outros.



(*) Ernande Segismundo é advogado e orgulhoso folião porto-velhense.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

2011 FOI IMPORTANTE, 2012 É AINDA MAIS!

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O SINASEMPU, como entidade sindical representativa do coletivo de servidores do Ministério Público da União e Conselho Nacional do Ministério Público, desempenhou em 2011 um trabalho muito intenso a fim de fazer prevalecer a vontade expressa da imensa maioria da categoria, foi este desejo que levou à realização da maior greve da história do MPU, no final do primeiro semestre, à elaboração e aprovação pela categoria, em um processo jamais visto para qualquer plano de cargos e salários do MPU, do anteprojeto que resultou no PL nº 2199/2012, e a inclusão dos recursos, na proposta orçamentária do MPU, para implementação do reajuste.
 
O segundo semestre foi um período de extremos, com a concretização da elaboração e remessa ao Congresso Nacional do PL nº 2199/2011, bons ventos sopravam sobre nós e parecia que, finalmente, alcançaríamos a desejada valorização. Porém, após a remessa ao CN, a Administração quedou-se inerte, em que pese as inúmeras manifestações organizadas pelo SINASEMPU, com incontestável apoio de lideranças nos mais diversos locais de trabalho, não houve o necessário empenho da Administração que, provavelmente, esperava que ou os demais Poderes ou os servidores a partir do SINASEMPU fizessem todo trabalho sem que a mais alta cúpula do MPU necessitasse “expor-se”.
 
Entre setembro e dezembro ocorreram reuniões praticamente diárias, com representantes do Governo, lideranças partidárias, e parlamentares em geral. O PL 2199/2011 passou a ser, com folga, o projeto de lei mais conhecido da Câmara dos Deputados graças ao empenho de centenas de servidores mobilizados e organizados pelo SINASEMPU.
 
Desde o início restou cada vez mais claro que nosso maior adversário era o Governo Federal, mais especificamente a vontade da Presidente da República, Dilma Rolsseff, que chamou para si a decisão de não conceder reajustes aos servidores públicos dos demais Poderes e do MPU. A Presidente aproveitando-se dos altíssimos índices de aprovação popular, e fez dos servidores o bode expiatório, utilizando a negativa de valorização como demonstração de suposta austeridade do Governo Federal. Suposta porque não era demonstrada em outros aspectos do Governo que, inclusive, ampliou sua participação nos fundos internacionais e, no orçamento, garantiu obesas contribuições para os já inflados recursos do sistema financeiro privado.
 
Apesar dos enormes obstáculos, não houve desistência antecipada de nossa parte, os servidores do MPU e do CMNP, lutaram muito, tanto lutaram que vencemos o que havia de mais retrógado no Governo, personalizado no Dep. Sílvio Costa, na CTASP. A aprovação na CTASP, como admitido pelo próprio Presidente da Comissão e pelos líderes do Governo, foi uma vitória da luta dos servidores, que souberam usar as armas necessárias (estratégia, loby, articulação, pressão) para obter um passo que o Governo não desejava que fosse obtido.
 
Na CMO, o trabalho mais intenso foi iniciado tão logo a proposta orçamentária do Governo chegou ao Congresso, o SINASEMPU atuou diretamente nas relatorias do orçamento, conversando tanto com o Relator Geral, Dep. Arlindo Chinaglia, quanto com o Relator Setorial, Sen. Inácio Arruda. Além de todas as lideranças partidárias, do Governo e da Oposição. Interessante que, no Congresso Nacional, poucas vozes levantaram-se contra a justiça e necessidade de nosso reajuste, afinal, o argumento do tal efeito dominó sobre as demais carreiras fora destruído, assim como todos os demais que tentavam justificar a negativa de nosso reajuste. Só restava aos líderes confessar, como o fizeram, que o impedimento mesmo era a vontade do Governo, da Presidente da República.
 
Recorremos aos partidos de oposição em busca, especialmente de uma posição que condicionasse a aprovação do Orçamento/2012, tradicionalmente feito por acordo, ao atendimento de nossa reivindicação. Foram distribuídas várias notas com esclarecimentos técnicos sobre nosso PL que demonstrava a viabilidade. Obtivemos emendas que possibilitariam o inclusão no orçamento, porém o trator Governamental prevalecia. Lideranças oposicionistas que durante semanas discursaram que estariam ao nosso lado sempre, na hora definitiva abandonaram o barco e renderam-se à vontade do Governo.
 
A dois dias antes do prazo fatal, poucos parlamentares mantinham-se firmes ao nosso lado, embora discursassem favoráveis, não estavam dispostos a agir em nossa defesa. Foi quando demos a última cartada, graças ao trabalho feito durante semanas com Parlamentares do PDT, firmamos aliança com o Dep. Paulinho Pereira (“Paulinho da Força”) que já possuía uma queda de braços com o Governo em razão do reajuste dos aposentados que recebem acima do salário mínimo. Graças a esta articulação, o Deputado passou a declarar que derrubaria a votação do Orçamento, a partir de requerimento de verificação de quórum, se não houvesse acordo com o Governo em relação aos Aposentados e os Servidores do MPU.
 
O último dia, 22 de dezembro, foi extremamente tenso, o Congresso testemunhou tanto as derradeiras tentativas de acordo até manifestações exacerbadas que pretendiam impedir que o Congresso Nacional adotasse postura subserviente ao Executivo. Não havendo acordo na CMO, o Dep. Paulo Pereira apresentou na seção conjunta do Congresso o requerimento de verificação de quórum que, uma vez apreciados, impediria a votação do projeto, pois, realmente, não havia número suficiente de parlamentares presentes. A presidência da sessão, ardilosamente, suspendeu a reunião para não ter que apreciar o requerimento. Nisto a tensão estendeu-se durante toda a noite. Nós, servidores que lá permanecemos, fomos impedidos de acessar o plenário principal, mas acompanhamos tudo pelo rádio e mantendo contato com os Deputados. O governo utilizou todas as arma$ de que dispunha pra convencer os deputados e senadores a votar o orçamento chegando ao ponto de que o Dep. Paulo Pereira, que naquela noite foram até o Planalto em, pelo menos duas oportunidades, sequer contava com o apoio da maioria de seus colegas de bancada. Às 23h35min. Veio a decepção final, apesar de nossos insistentes pedidos, o último parlamentar que defendia nossa causa cedeu, diante da promessa de um suposto acordo para discussão com o Governo no início de 2012.
 
Caímos de pé, lutando. Mas o baque foi grande, o único alento foi a consciência de que fizemos todo o possível até o último momento.
 
A luta segue, mais que nunca precisamos estar em unidade, fortalecidos e organizados para transpor as barreiras que nos são impostas. Muitos são os discursos com estratégias mirabolantes que “deveriam” ter sido utilizadas, mas quem estava na frente de batalha sabe que nenhum esforço deixou de ser feito e que todos os caminhos possíveis foram buscados. A arrogância do governo e a submissão o Congresso Nacional foram nossos algozes e quanto a isto, de nossa parte nada mais podia ser feito.
 
Estamos em 2012, iniciamos o ano com duas estratégias claras, perseguir qualquer mínima possibilidade de alteração do panorama orçamentário ainda em 2012 e, consequentemente obter a implantação do PL e, em outra frente, reivindicar da Administração compensações imediatas pela falta de valorização remuneratória.


Brasília, 26 de janeiro de 2012.


Anderson Cláudio de Melo Machado
Diretoria Executiva Nacional Interina
(texto publicado no site oficial do sindicato)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Salve, Salve Porto Velho!

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Costumo rivalizar com amigos do Nordeste e do Sul do país a respeito do mais belo pôr-do-sol do Brasil. Amigos da Paraíba - e de tantos outros lugares que conhecem aquelas terras, costumam dizer que não há despedida de dia mais emocionante que o pôr-do-sol na praia do Jacaré, ao som do Bolero de Ravel e tudo mais. Os colegas do Rio Grande do Sul respondem exaltando o entardecer às margens do (rio) Guaíba – um espetáculo de cores na metrópole gaúcha.  De minha parte, não dou o braço a torcer, não existe neste país  pôr-do-sol mais lindo que aquele visto lá dos mirantes do (rio) Madeira – um momento lindo, obra-prima da natureza que, num momento de raríssima beleza, colore o límpido céu azul de Porto Velho e, de tanta vaidade, usa as águas do Madeira para refletir – e ampliar – o espetáculo.

Já deu pra notar o orgulho que tenho desta terra querida onde o Eterno Pai escolheu para eu nascer. Mas não é só o pôr-do-sol do Madeira que me infla o peito quando falo de Porto Velho, “pense” numa terra boa! Não que eu ignore os problemas que existem, sim é verdade, precisa melhorar muito em muitas coisas, mas, esta adolescente de 97 anos, está mudando, seu corpo reflete a transição entre a infância acanhada, embora marcante, para um futuro de pujança e liderança, não só no Estado de Rondônia, mas no cenário nacional e mundial, vamos ao pacífico!

São 54.016 km2, mais de duas vezes o tamanho do Estado de Sergipe, só pra se ter uma idéia da imensidão, onde tem de tudo, floresta rica, agricultura, pecuária (nossa carne é uma delícia!), água, muita água, não temos o mar mas Deus caprichou nos balneários, nosso rio Madeira, que jamais será domado, produz energia e é um maravilhoso caminho navegável, transportando nosso povo, riquezas e alimento pra toda parte (não é? Manaus! rsrs). Porto Velho tem história, Madeira-Mamoré, ciclos da borracha, do Ouro, da Energia... Porém, é mais que isto, Porto Velho tem 435.732 habitantes (IBGE/2011), gente da melhor qualidade, em regra; uns nascidos neste chão, com raízes mestiças e coração generoso. Gente que acolhe quem chega de sorriso no rosto e braços abertos. Outros tantos vindos de todos os rincões, em busca de oportunidades, emprego, estudo, vida! Porto Velho a todos acolhe, dá-se sem pudor, nem sempre recebe o reconhecimento devido, mas não se ressente, sempre oferece o bom caminho a quem precisa. Aqui a vida pulsa no comércio, nas usinas, nas faculdades, nos bares, em todo lugar.

Nesta terra tem trabalho, tem cultura, tem diversão. Porto Velho, cosmopolita por sua própria natureza, cresce, sofre, insiste, tem um pouquinho de cada canto do Brasil e quer ser a casa de todas as pessoas de bem. É dever nosso, portovelhenses por nascimento, opção ou necessidade, retribuirmos com amor, respeito e cidadania.

Salve Porto Velho, 24 de fevereiro de 2012, 97 anos de instalação!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sentir


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 Sentir


Impossível conter o sentimento.
Como ignorar a alma inundada,
Repleta de paz, de sonho e contentamento?
Como negar o arrepio da pele,
O palpitar no peito e o brilho nos olhos?

Sentir é mais que querer ou poder
É partir rumo ao desconhecido,
Entregando-se em doce incerteza,
Lançar-se sem medo da vida!

Cada dia, madrugada, minuto ou segundo
É momento de tudo viver, é único.
A lua cheia, as estrelas, o vento que sopra
São razões pra mais sentir, mais viver!

Pois quem sente, vive, não explica
Às vezes até suplica a chance de mais viver
Não dá pra conter esse sentir
Pois é sentindo que se vive
E ao viver, não se pensa em mais nada!
Anderson Machado


domingo, 15 de janeiro de 2012

Feridas lambidas, sigamos na luta!


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Nossos desafios para 2012 não são pequenos. Começamos o ano lambendo as feridas, buscando amparar guerreiros e guerreiras feridos nas batalhas de 2011, especialmente os provocados por aquela que é uma das mais impiedosas e, pela forma como é usada, cruel arma da Administração: O Grifo. Este que é usado volta e meia como instrumento de pressão sobre os servidores, em tempos de greve e mobilização transveste-se em poderoso armamento, capaz de produzir danos morais e financeiros nos servidores e maiores ainda no ânimo do movimento.
Ao utilizar insanamente o Grifo, que sequer adequasse à portaria regulamentadora, a Administração busca “dar uma lição” nos servidores que “ousaram” lutar por seus direitos, na tentativa de enfraquecer a luta sindical e transformar os servidores em meros obedecedores conformados e desvalorizados.
Nosso sindicato está atento e responderá à altura, já está buscando todos os meios de neutralizar mais este ataque. Não tenho dúvida.
Mas há muito mais a ser feito. Ninguém deve iludir-se quanto à situação, quase sem remédio para 2012, do reajuste de nossa categoria. O Governo Federal botou o Congresso e o PGR debaixo de julgo, fez o que quis e sequer janela orçamentária foi assegurada. É certo que, na opinião de alguns consultores, ainda existem remotas possibilidades de reajuste em 2012, cabe a nós ir em busca de qualquer hipótese, inclusive o suposto acordo ofertado ao Deputado Paulinho Pereira quando de seu convencimento para retirar o requerimento que impedia a votação do Orçamento/2012.
O tema do reajuste geral dos servidores também não pode ser esquecido, tanto a partir da pressão para julgamento das ações já existentes quanto pela apresentação de novas teses ao Judiciário.
Mas não devemos nos prender só nisto, temos que ampliar a pressão sobre a Administração do MPU e o Governo para afastar qualquer possibilidade do reajuste não acontecer em 2013. A aprovação do PL nº 2199/2011 na CTASP nos dá condições de avançar na luta pela aprovação do subsídio para nossa categoria. Não podemos deixar que a vontade já expressa pela ampla maioria da categoria seja desvirtuada por interesses de pequenos grupos políticos que insistem em querer vender a idéia da falta de unidade, em nome da manutenção de alguns privilégios. Acredito na importância de construirmos uma demonstração de força interna, que evidencie a verdadeira vontade da categoria a ser apresentada definitivamente ao Governo e ao Congresso Nacional.
Devemos estar em sintonia com a luta do conjunto dos servidores públicos brasileiros, contribuindo na construção da pressão sindical em razão da massacrante política administrativa implantada. Mas não podermos perder de vista nossas especificidades. Temos que continuar o bom trabalho realizado em 2011, fincando no cenário político nacional a identidade própria do MPU, nossas característica favoráveis como baixo impacto orçamentário e a opção pelo subsídio, por exemplo.
Porém, é preciso mais. Temos que cobrar da Administração do MPU ações concretas e eficazes na melhora do meio ambiente de trabalho. Se a valorização dos servidores por meio de uma remuneração mais justa é questão difícil para 2012, é dever da Administração encontrar mecanismos que amenizem a insatisfação e desmotivação dos servidores. O combate sério ao assédio moral e a redução da jornada de trabalho estão entre as principais reivindicações da categoria que estão ao alcance da Administração.
Enfim, é certo que a frustração orçamentária nos abalou a todos. Porém, lambidas as feridas, estamos em um novo ano e não podemos entregar as armas, desistir de lutar. É isto que desejam nossos algozes. Façamos das lições de 2011 o combustível para seguir em frente e lutando. Mais um ano sem reajuste é duríssimo, mas se isso prolongar para além de 2013 será ainda pior. Para que isto não aconteça, não podemos sair do fronte de batalha.
Que 2012 seja um ano de Vitória para os servidores públicos brasileiros!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Fácil dizer...


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                       Fácil dizer...


Terá a vida um roteiro a ser seguido?
Scripts preparados para os quais somos
pela álea do destino,
Não mais que atores convidados?

Será que nos pertence e conosco está
O leme desta nau onde estamos a navegar?

É preciso querer escrever cada cena,
Girar o leme e dar a direção.

Não há fórmula perfeita
Viver é se lançar, correr riscos, decidir
Cair, levantar, recomeçar e insistir
Pra descobrir a receita,
Só se pondo a caminhar

E pra seguir no caminho,
A coragem tem que estar presente
Pra virar a mesa, chutar o pau da barraca
Mudar de vida e seguir em frente...

Fácil dizer. Dolorido, mas necessário, é fazer!

Anderson Machado

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Propósitos 2012


Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...
(Epitáfio – Titãs)
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Escolhi esses versos pra anunciar os propósitos para 2012. Não foi uma escolha fácil porque poderia ter colocado cada uma das linhas poéticas que compõem aquela lição de vida em forma de música.

Epitáfio tem um segredo, a sutileza daquele poeta (Sérgio Brito – Titãs) nos convida a refletir. Epitáfio é um lamento, porque naquele instante não há mais o que possa ser feito, o instante definitivo chegara e a partir daí, não há mais o que fazer. A tristeza por não ter vivido, nos convoca à vida.

Para nós que estamos começando mais um ano, a vida se abre, as oportunidades mais uma vez nos convidam à plenitude do viver. A magia do único momento que realmente nos pertence, o presente, está em nossas mãos e justamente porque ainda temos este magnífico poder é que podemos, diria mais, devemos, transformar aquilo que seria um lamento em propósito, em compromisso, realidade.

É por isto que em 2012, e por todos os anos do por vir, quero amar mais, chorar todas as lágrimas que a emoção fizer brotar. Vou valorizar cada amanhecer como mais uma oportunidade de ser feliz, arriscarei buscar toda a felicidade que me for oferecida, não deixarei nada pra fazer amanhã, não adiarei os sonhos, não sacrificarei a felicidade. Verei em cada pessoa um tesouro precioso, com suas qualidades e defeitos, que certamente são menores que os meus.

O ano novo será o ano do fim das complicações, porque eu mesmo deixarei de complicar aquilo que a vida, por conta própria, torna simples. Trabalharei pra viver e não mais viverei pra trabalhar. Amarei muito, em cada milésimo de segundo, como se fosse a última oportunidade de sentir o mais completo dos sentimentos.
Em 2012 viverei plenamente, cada momento, cada alegria, cada tristeza. Um minuto após o outro, aceitando que só aquele instante me pertence, darei a cada instante desta vida a intensidade de toda a vida.

Ei, você que me lê, é você mesmo, convite feito: Vivamos pois!

Seja bem vindo 2012! O primeiro ano do resto de nossas vidas!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

NÃO TÁ MORTO QUEM PELEA!


Imagem via Google/Imagens 


Não é fácil, lutar, superar dificuldades de toda ordem, doar-se por um bem coletivo e ser combatido com trapaça, covardia, hipocrisia e mentira.
Desde a primeira quinzena de setembro, muitos servidores do MPU, muitos mesmo, tem dedicado suas forças para construir, dentro do Congresso Nacional, o apoio político necessário para viabilizar a aprovação do PL nº 2199/2011. Foram centenas de reuniões, tantos degraus subidos e descidos que seria possível subir à altura do Monte Everest e descer, quilômetros de papel distribuídos aos parlamentares, faixas, cartazes, camisetas, adesivos carregados cotidianamente pelos corredores do Parlamento, sempre com a mensagem principal “MPU é 2199/2011”. Mensagem esta que, de tão difundida, hoje é amplamente conhecida no Congresso Nacional.  A batalha está em curso, mas esta vitória, a visibilidade do PL 2199/2011, é inegável.
Mas esta notoriedade tem seus percalços, uns até naturais, outros, nem tanto...
Um aspecto negativo talvez seja o despertar da ira daqueles que colocam seus interesses pessoais à frente das decisões da categoria, que pensam, apenas, no próprio umbigo e preferem ver a categoria toda condenada ao reajuste zero, a ver colegas que desempenham as mesmas atribuições serem remunerados de forma justa; que defendem seu status de privilegiados em detrimento da adoção de uma remuneração digna para todos.
Essa ira foi testemunhada, mostrou sua face, especialmente entre os dias 06 e 07/12, últimos, quando o Parlamento testemunhou um grupo que, se muito, chegou a 7 pessoas arvorar-se representativo dos servidores do MPU e, em vez de trabalhar a favor das propostas que defendem, expressadas pelo moribundo PL 6697/2009, dedicaram-se a achincalhar o trabalho, liderado pelo Sinasempu e realizado por tantos servidores, distribuindo mentiras, gritando, agredindo, difamando, sempre na tentativa de prejudicar o andamento do PL 2199/2011.
Os prejuízo por eles desejados à imensa maioria dos servidores do MPU não foram tão expressivos graças a uma outra conseqüência da notoriedade do PL 2199/2011, qual seja, a imensa maioria dos deputados conhece suficientemente a proposta pra entendê-la justa, coerente e desejada de forma majoritária pela categoria. Por isto, somado à pressão exercida pela verdadeira maioria da categoria, representada por centenas de servidores presentes, apesar de o ardil daquele minúsculo grupo de servidores ter ajudado o Governo a protelar por mais uma semana a aprovação do PL 2199/2011, mais um passo positivo foi dado, arrancou-se um acordo de votação para a próxima quarta-feira, com o compromisso do Governo de não tentar nenhuma manobra protelatória e, da comissão, de votar independentemente da vontade do Governo. É promessa de vitória em mais uma etapa, mas a guerra continua.
Falta garantir o orçamento também, por exemplo.
Todos os líderes procurados têm destacado a fundamentalidade de um maior envolvimento do Procurador Geral nas negociações com o Governo Federal, todos têm dito que só uma atuação contundente do chefe do MPU, tem o poder de arrancar do Governo o aval para que o subserviente Congresso Nacional aprove o PL 2199/2011.
E esse alerta, que nem de longe é para nós uma novidade, precisa ser ouvido por mais colegas, não é possível que a responsabilidade de pressionar o PGR com a greve recaia exclusivamente sobre os colegas do Maranhão e do MPDFT que já estão em greve a mais de 30 dias.
Todos nós servidores do MPU em todo o Brasil precisamos mostrar que não estamos mortos, que estamos sim peleando e, neste momento, pelear é pressionar o Procurador Geral da República, é fazer greve é dizer que não é mais possível trabalhar sem que haja o devido reconhecimento, sem que haja a necessária valorização.
O ano está terminando, mas ainda há força pra lutar. Não há vitória sem luta, é preciso pelear!