Seguidores

terça-feira, 5 de julho de 2011

Servidores do MPU: Notícias do Fronte!


Imagem via Google/Imagens

Hoje volto a escrever, especialmente, para os dois ou três colegas do MPU que honram este escriba com assídua leitura deste Blog. Faço isto por que é os desafios postos aos servidores deste órgão que é o “Defensor da Sociedade e da Cidadania” que tem pulsado em minhas veias nos últimos tempos, tanto mais pela missão que me foi confiada pelos colegas de todo o país.
A conjuntura atual, os pré-conceitos e a nossa própria cultura pós-ditadura fazem da luta pela valorização das carreiras do serviço público uma missão árdua, complexa e que, se não for feita com inteligência, ingrata. Afinal, o primeiro desafio é fazer com que os colegas, principais vítimas de eventual insucesso, perceberem a importância de unir forças, aplicar energias e manter a determinação durante toda a batalha.
Faz oito dias que aceitamos o desafio da Administração, provavelmente surpreendendo-a. Em recuo estratégico suspendemos a greve por tempo indeterminado e nos recolocamos em estado de greve. Moveu-se a Administração no sentido de jogar sobre nós a responsabilidade do avanço ou não das negociações para valorização da categoria, ao questionar nossos representantes acerca do modelo remuneratório pretendido. Em um movimento rápido e preciso, devolvemos a responsabilidade a quem tem a caneta, não sem antes ratificar que a categoria sabe sim o que quer, ou seja, que exige ser, logo, remunerada de forma justa e transparente. Indicamos o caminho que vislumbramos mais célere e adequado, o subsídio, isto sem passar cheque em branco à Administração ou ao Governo, deixamos bem claro que não abriremos mão de discutir mais que “tabelas”, queremos justiça e valorização imediata.
A Administração moveu-se, não por bondade ou qualquer outra razão voluntária, o movimento foi impulsionado pela percepção de que os servidores decidiram tomar as rédeas de seus destinos e saíram da passividade tão estimulada pela própria Administração. O desejo dos servidores encontrou eco em sua representação sindical própria (SINASEMPU) que, ouvindo a voz da categoria, pôs-se em marcha, erguendo de forma democrática a bandeira da imensa maioria da categoria. Foi por tudo isto que a Administração passou a tratar com mais respeito a luta dos servidores.
Chama atenção a preocupação da Administração em publicizar seus passos como as reuniões no Legislativo e junto ao Governo, além da criação do Grupo de Trabalho que visa a elaboração dos fundamentos técnicos da proposta a ser apresentada e a garantia dos recursos necessários para o orçamento de 2012.
Observamos que avanços têm sido obtidos, a articulação da Administração com o Congresso, especialmente com o Relator do PL 6.6697/2009, Dep. Aelton Freitas (PT-MG) e o autor da emenda do subsídio, Dep. Reginaldo Lopes (PT-MG), além é claro da iminente reunião com a Ministra do Planejamento, Míriam Belchior, são fatos concretos que demonstram que a pressão exercida pela categoria tem dado resultado.
De tudo isto, acredito que o mais relevante avanço tem se dado com o posicionamento assumido (finalmente!) pela Administração (PGR e SG) assumindo o compromisso de que a valorização dos servidores do MPU não mais está condicionada ao destino das negociações do Poder Judiciário. Estamos fazendo história!
As notícias do fronte são favoráveis, mas a luta está longe do fim. Não é hora de arrefecer os ânimos, não é momento de entregar as armas, porém é fundamental que cada passo seja estudado e que os servidores do MPU estejam unidíssimos na defesa de nossa categoria e não se deixem usar por outros interesses que não a nossa imediata valorização.
Estamos firmes na luta e, juntos, alcançaremos a Vitória!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Partida

Imagem via Google/Imagens


Partida


Vi lágrimas teus olhos inundar
Foi a saudade ainda futura
Na despedida fazendo moldura
Pro meu coração cativar

Teus braços a me envolver
Em silêncio ensurdecedor
Gritaram um grande amor
Maior que o vindouro sofrer

Parto pra voltar pra perto
A distancia que irá se fazer
É alimento pro nosso querer

O quão grande não vai importar
Juntos estamos em qualquer lugar
Pois estás toda sempre comigo
E é contigo que eu quero estar!

Anderson Machado

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Greve: O Secretário Geral e o Jogo de Xadrez

Imagem via Google/imagnes

“Quanto mais longe você conseguir olhar para trás, mais longe você verá para frente.” (Winston Churchill)

Amigos, não tem jeito, em greve mais de duas semanas, não há como não precisar debater aqui, neste tão querido espaço, as nossas batalhas.
A luta dos servidores do MPU conseguiu alcançar vitórias em batalhas importantes, algumas inimagináveis a algumas semanas, isto é preciso assimilar, mas, não criemos ilusão, ainda é pouco! Estamos em meio a uma partida complexa de xadrez e nosso oponente não é, de forma alguma um jogador despreparado.
Precisamos ter equilíbrio e reconhecer que o movimento tem valido a pena, mas não podemos comemorar demais, pois o principal objetivo ainda não foi alcançado. Vitória verdadeira, só com a efetiva valorização da categoria.
Penso ser necessário lançarmos um olhar sobre todo o processo iniciado ainda nas discussões preliminares ao envio do anteprojeto que deu origem ao PL n.º 6.697/2009. Afinal, a partida não se compõe apenas dos lances atuais, é o conjunto destes e dos futuros que construirá o resultado final.
Desde aquele período inicial, uma fragilidade de nossa categoria restou plenamente evidenciada: a falta de Unidade. A começar pela variedade de entidades (sindicatos, associações, fóruns, etc.) que buscavam, sem diálogo entre elas, protagonizar, influenciando o PGR, a proposta de reajuste. Naquele momento, a Administração do MPU aproveitou-se da divisão dos servidores e mandou para o Congresso Nacional a proposta que bem quis, quando quis. E lá se foi o primeiro ano.
No segundo momento, com um projeto já no Congresso, o desafio era articular um acordo com o Governo e Congresso para aprovação rápida. Mais uma vez, a divisão da categoria, aplaudida e estimulada pela própria Administração e ampliado por interesses político eleitorais, desta vez em torno do modelo remuneratório e da vinculação ou não ao projeto do Judiciário, preparou o terreno para a tranqüila embromação do PGR e do Governo. E lá se foi o segundo ano.
Então veio 2011. O SINASEMPU, em novo momento interno, assumiu a vanguarda do movimento e buscou ouvir e valorizar os anseios da categoria, bem como, estabelecer canais de necessário diálogo com as diversas entidades que representam frações dos servidores do MPU, sempre com o intuito de somar forças e retirar da Administração o argumento da divisão da categoria como desculpa para a não efetivação da valorização. É certo que o SINASEMPU não poderia escusar-se das discussões que envolvem, por exemplo, o modelo remuneratório preferido pela categoria e a autonomia do MPU em relação aos Poderes da União, nosso sindicato posicionou-se, mas buscou construir pontes com as diversas propostas existentes e defendidas por setores da categoria.
A postura proativa do SINASEMPU, marcada pela remobilização da categoria, culminou, após excelentes atos de protesto realizados em Brasília - como aquele do dia 11 de abril, na deflagração da greve nacional, indiscutivelmente a maior mobilização da história de nossa categoria, aliás, não era pra menos diante do tamanho do arrocho que temos suportado com quase 7 anos sem qualquer reajuste.
Nesta última semana, avanços foram anotados, em decorrência direta da pressão promovida pela greve e os apoios, inclusive de Membros, provocaram, em um primeiro momento, uma leve mudança de postura da Administração, demonstrada pela audiência do PGR o sindicato. Embora o fato de o PGR ter se disposto a realizar o diálogo em decorrência da greve tenha sido um ponto para o movimento, os resultados daquela reunião não foram, nem de longe, satisfatórios. Aliás, o SINASEMPU já vislumbrando que a promessa de “movimentação” do PGR não seria concretizada conforme assegurado na reunião, já havia iniciado o planejamento de uma nova fase da greve, inclusive com a realização à Marcha à Brasília.
De qualquer forma, na quarta-feira, houve sim um avanço, não a vitória, mas um movimento provocado que deve ser bem utilizado para que, no próximo lance, favoreça os servidores. É preciso ter a certeza que a fala do Secretário Geral, em reunião sem prévio agendamento, com o SINASEMPU não foi fruto de um “ataque repentino de bondade” ou uma “súbita tomada de consciência a respeito da necessidade de valorização dos servidores”. A mudança de postura da Administração é fruto da luta de todos e também indica um “recuo estratégico” diante das inúmeras pressões, inclusive judiciais, que vem recaindo sobre o PGR e seu staff em razão da permanente negativa de diálogo.
Todavia, não se pode achar que está tudo resolvido; que agora é só questão de tempo para que tenhamos nossa tão sonhada vitória. Não é assim, é fundamental que a luta continue. Ainda não ganhamos um centavo de reajuste.
É preciso observar, por exemplo, que ao afirmar que deseja dos sindicatos uma posição quanto ao modelo remuneratório que deve ser estabelecido para os servidores do MPU, a Administração, sutilmente, ressalta um ponto que tem dividido a categoria e as entidades. Com isto dá a deixa para que as diferentes bandeiras (pró e contra o subsídio, p.e.) voltem à ter mais destaque do que o mais importante, ou seja, a efetiva valorização de nossa carreira. Joga-se sobre o SINASEMPU (e no DF outras entidades que tem participado do processo), principalmente, a responsabilidade de um eventual fracasso das negociações, caso não haja, neste momento, um movimento estratégico e que favoreça a unidade.
É por isto que defendemos que a resposta à Administração seja no sentido de que, a discussão sobre “modelo” já está superada, inclusive o SINASEMPU já informou a resposta obtida quanto à preferência. Ocorre que esta preferência não implica em aceitação de qualquer modelo de subsídio, nem a rejeição de qualquer outro modelo que faça justiça ao conjunto dos servidores do MPU. Para que a consulta à categoria seja realizada agora, é fundamental que a Administração apresente uma minuta real, negociada com o Governo e o Congresso e que implique no atendimento imediato dos anseios da categoria. Esta nova minuta, uma vez apresentada à categoria, deverá ser objeto de apreciação, não apenas quanto ao modelo, mas sim quanto á forma efetiva.
Isto é assim, porque não basta dizer qual o modelo será adotado, é fundamental, é indispensável dizer como o modelo proposto será implantado e no que, exatamente, consistirá. Só assim, sairemos da discussão hipotética e muitas vezes fratricida, para a análise real do tratamento que desejamos para nossa categoria. É certo que a tabela proposta na emenda que propõe o subsídio é o piso da discussão, porém somos sabedores que é preciso ter transparência quanto às nuances pretendidas na implantação.
Assim, sem alimentar divisões improdutivas e desnecessárias, faremos com que a Administração cumpra seu dever de dizer qual, em discussão com o próprio Governo, é a proposta que tem para os servidores do MPU.
Sigamos firmes e inteligentemente na luta, reconhecendo as batalhas vencidas, sem jamais deixar de mirar na vitória definitiva.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A Greve, o PGR e o que é JUSTIÇA!

Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
(“No Caminho, com Maiakóvski” - Eduardo Alves da Costa)

Os dois ou três leitores deste espaço devem está estranhando a ausência da costumeira variedade de temas por aqui abordados, afinal tenho insistido na discussão da luta dos servidores do MPU pela valorização da categoria. Peço todas as vênias possíveis, mas não posso, por hora, deixar de continuar provocando o debate acerca deste momento histórico vivido por todos nós que trabalhamos no Ministério Público da União.
Esta semana estamos vivenciando um estágio crucial da luta. Depois da primeira reunião formal com o Procurador Geral da República, onde, ao mesmo tempo em que, finalmente, tivemos o reconhecimento da força de nosso movimento – afinal o PGR não nos recebeu, enquanto representantes dos servidores, por outra razão que não em decorrência da pressão provocada pela greve –, testemunhamos, uns mais surpresos que outros, a queda de um mito, alimentado por alguns colegas, segundo o qual as posturas duras e, muitas vezes, autoritárias, do secretário geral do MPU, como a determinação de corte do ponto dos servidores em greve (sem possibilidade de compensação ou uso de banco de horas), não contariam com a concordância do PGR. Lenda! O PGR não só chamou para si a responsabilidade pelas tentativas de esvaziar a greve por meio de corte de ponto, como assumiu que é sua a decisão, que é seu o entendimento segundo o qual os servidores grevistas devem ser punidos financeiramente, ainda que reconheça ser a greve o exercício de um direito constitucionalmente assegurado.
Foi no mínimo curioso ouvir do chefe do Ministério Público da União, que é o defensor da sociedade, defensor da cidadania, defensor dos trabalhadores e guardião dos direitos constitucionais, que o exercício de um direito fundamental deve ser punido, segundo ele por “justiça” com os servidores que continuaram trabalhando. Será que o PGR defende também a punição a trabalhadores que gritam pelo fim do assédio moral, alegando ser uma questão dê “justiça” com aqueles que são assediados, mas permanecem calados? Será que por “justiça” com aquelas que, por diversos motivos, silenciam diante das agressões, devem ser punidas exemplarmente as mulheres que vão às ruas denunciar a violência doméstica? É esta a “justiça” que recompensa a omissão e pune a luta por direitos que defende o Procurador geral da República? Infelizmente, foi o que concluímos naquela fatídica de sexta-feira.
Quando saímos daquela reunião, trouxe comigo a convicção de que, mais do que nunca, é preciso continuar a luta, é preciso não ceder e este novo conceito de “justiça”. Além de não ter havido qualquer apresentação concreta de uma ação efetiva, que vá além do discurso e da promessa, no sentido da valorização da carreira dos servidores do MPU, o que por si só seria mais que suficiente para continuar a greve, fomos, enquanto cidadãos, trabalhadores e servidores, desafiados a defender nosso direito de lutar. Afinal, aceitar que o PGR recuse-se a negociar o ponto dos dias de greve, é admitir a fragilização de nossa carreira, é abrir mão de nosso mais forte e extremo instrumento de luta, pois estaremos aceitando a punição por estarmos tendo a “ousadia” de lutar por nossos direitos, mais que isto, estamos sendo punidos por combater o sucateamento do órgão incumbido, pela constituição, da defesa de toda sociedade.
É preciso lembrar que, diferentemente dos servidores das demais Unidades da Federação que se encontram ameaçados de perder parte de seus salários no próximo mês, muitos colegas lotados na PGR já tiveram os descontos, referentes aos primeiros dias de greve, lançados em seus contracheques neste mês. Portanto, recuar agora, seria trair, abandonar os colegas que corajosamente lançaram-se primeiro na luta.
É preciso fazer o Procurador Geral da República perceber que, para nós servidores, JUSTIÇA é termos a categoria respeitada e valorizada e é também não sermos punidos por lutar por nossos direitos.
Não podemos admitir que no MPU prevaleça o velho ditado; “Casa de ferreiro, espeto de pau”! Façamos a luta por nossa valorização, por nossos direitos e por verdadeira JUSTIÇA!!

domingo, 12 de junho de 2011

Na greve, sem parar de remar!

Imagem via Google/Imagens


Tenho vivido dias muito especiais. A última semana foi marcada pelo início da greve Nacional dos servidores do MPU. Foi de arrepiar ver servidores do país inteiro demonstrando sua insatisfação com o tratamento recebido por parte da Administração e do Governo Federal.
Não há dúvidas de que a buscada valorização dos servidores do MPU é um grande desafio. Olhando pro Rio Madeira, imagino essa nossa luta como o esforço dos beradeiros que remam em sua canoa, firmemente, pra ir de margem a margem. Eles sabem da dificuldade, sentem a força da correnteza, muitas vezes os braços, cansados pela dureza dos movimentos, clamam para parar, mas aqueles homens e mulheres sabem que, iniciada a travessia, o combate, não se pode desistir até que se chegue à vitória, à outra margem.
Parar de remar é abrir mão de alcançar o objetivo, é deixar-se arrastar pela correnteza rumo à desesperança, o afogamento. Retornar para margem de onde se veio é, já não possuindo a energia da partida e já tendo sofrido os efeitos dos esforços já desprendidos, torná-los feitos em vão e, portanto, pôr-se em situação pior do que aquela vivida antes do início da batalha com o rio.
Em nossa travessia, a primeira margem é a desvalorização, o sucateamento do MPU, o descaso da Administração, nossa própria apatia e a desesperança; e a outra margem é a valorização, a justiça, a auto-estima, finalmente recuperada, um MPU forte e o prazer de fazer parte de tão fundamental instrumento de defesa da sociedade.
Nossa canoa está no rio, com a greve partimos firmes em busca da vitória na outra margem, somos muitos e somente com sincronia e trabalho conjunto, além do esforço e perseverança de cada um e cada uma, será possível vencer os desafios do caminho. Estamos no meio do rio e, neste momento, o mais importante é alcançar o objetivo, é menos relevante o veículo que, na outra margem, por ela nos permitirá seguir na jornada, antes é preciso chegar. Há mais de uma possibilidade, muitos que agora remam já escolheram como querem continuar a jornada, outros não, porém, neste momento em que todos estamos juntos com a canoa no meio do rio, o que realmente importa é continuar remando, neste instante é preciso vencer a correnteza, formada pela pressão da Administração, as ameaças de todas as ordens, e tantas outras forças que contra nós se colocam; precisamos superar o cansaço dos braços, da mente, a impressão de que não teremos força para vencer.
É..., não tenho a menor dúvida, se defensores do subsídio e do modelo atual não remarem juntos agora, não haverá uma nova remuneração e, portanto, o modelo preferido não terá importância.
Agora, no meio do rio, não podemos fraquejar, desistir não é uma opção diferente da condenação ao fracasso. Precisamos ter a sabedoria e a força dos beradeiros que, quando estão remando, não estão preocupados se, na outra margem seguiram a pé, a cavalo ou de carro, pois sabem que, se não remarem todos juntos, sequer chegarão e, portanto, não haverá depois.
A greve é nossa canoa e a luta não pode parar! Seguimos, pois, firmes à vitória!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Encontro

Imagem via Google/Imagens


Encontro

Um passo...
Compasso..
Coração pego no laço
Razão fingindo paz
Corpo pegando fogo
Loucos neste jogo
Nós dois querendo mais...

Um braço
Abraço
Sonhos de amor disfarço
Razão buscando paz
Dois corpos, dois corações
Duas almas, mil emoções
Nós dois querendo mais?

Um toque
Que toque!
Sem culpa, sem medo, sem choque
Razão vencida, em paz
Corpo que arde em chama
Paixão provada na cama
Nós dois vivendo mais!


Anderson Machado


quarta-feira, 8 de junho de 2011

À Greve: Sem medo das “picadelas”!

Imagem via Google/Imagens



Muitas vezes flagrei-me a me questionar qual a razão, se é que existiria uma, da luta. Não me refiro aqui à violência, ou mesmo à prática esportiva, falo da luta diária, cotidiana, daquilo que costumo chamar de “bom combate”.

São tantas frentes de batalha, uma mais exigente que a outra. Em casa, na rua, no bairro, na cidade, no mundo! Porém, uma coisa aprendi nos meus “trinta e poucos anos”, não há vitória sem luta! Não é possível chegar a qualquer lugar se não nos dispomos a encarar as batalhas para as quais somos desafiados a todo o momento. E tem mais: não existe vitória, sem riscos, sem desprendimento. Só vence a batalha quem está no fronte e lá, sempre há inúmeros riscos.

Hoje cedo, um amigo fez uma citação, que só o Google pra me ajudar a encontrar os exatos termos e “lembrar” o autor: “Não é digno de saborear o mel aquele que se afasta da colméia com medo das picadelas das abelhas (...)” (William Shakespeare). Penso que é justamente isto, é isto que nos move, é esta consciência, é a sapiência de que é fundamental correr riscos para vencer.

Hoje, minha categoria está iniciando mais uma árdua batalha: Os servidores do MPU, inclusive em Rondônia, estão em Greve por tempo indeterminado. São seis anos sem qualquer reajuste, mais que isto, temos assistido o sucateamento desta instituição e temos sido tratados com extremo desrespeito pela Administração do MPU, sequer a receber o sindicato para estabelecer o diálogo e discutir a s necessidades dos servidores dispõe-se o Procurador Geral da República.

Mas não é fácil fazer greve, não é fácil mobilizar uma categoria, e isto, no MPU, no serviço público, ganha uma dimensão elevada à infinita potência. A pressão da administração, corte de ponto e perseguição (“marcação”) são, entre outros, fantasmas que perseguem os servidores que necessitam reivindicar seus direitos. Mas isto, certamente, não é o maior obstáculo. Por incrível que pareça, o fator mais desmobilizador, especialmente entre nós, é o “fogo amigo”. São as manifestações de colegas que, mesmo sofrendo diariamente as mazelas da desvalorização, não tem coragem de dar o passo e ir à luta e mais, empenham-se em convencer outros colegas a não lutar. Nem sempre a tática usada é clara, evidenciando a posição contrária à luta, muitas vezes os argumentos são falseados, utilizam-se “desculpas” (jurídicas, políticas, financeiras, etc.) para questionar a possibilidade da luta e, pior, há vezes que alguns argumentos conseguem fazer certo sentido.

Porém, a vida tem nos ensinado, pra afastar a tentação do comodismo, que é preciso lançar-se, é preciso fechar os olhos sem nada temer, pois, só assim, alcançaremos a vitória em qualquer coisa que façamos na vida.

No nosso caso, a vitória vai muito além dos servidores do Ministério Público, pois um MPU forte cumprirá com afinco sua missão de defesa da saciedade e, sem dúvida, forte apenas se fará com servidores valorizados.

Por essas e outras, não percamos mais tempo com medo das “picadelas”, vamos à luta, com força e resistamos às pressões, com o pensamento no doce sabor do mel.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pra quê?


Imagens Via Google?Imagens


Pra quê?

De que adianta brigar,
Dizer que não quer mais,
Fechar a expressão,
Virar de supetão,
Se olhas para trás...?

Porque a voz alterar
Gritar, Chorar, sofrer?
Se basta num sussurro dizer
O que no peito não quer calar?

Pra quê cantar pneu,
Desligar o celular,
Dizer que a esperança perdeu
Se o que importa está no lugar?

É só deixar, tá no olhar,
A verdade não se explica,
É o coração que palpita,
O que se deve revelar.

Se juntos estamos,
O resto é menor!
Não importa razão possuir,
É você que quero sentir,
De tudo, você é melhor!

Anderson Machado

terça-feira, 31 de maio de 2011

Palocci, Verônica...E?

Imagem via/Google Imagens


Nas últimas semanas a “política” voltou aos noticiários. De repente “descobriram” que o Ministro da Casa Civil ganhou muito dinheiro com consultor e tudo neste país passou a girar em torno deste fato, pelo menos é isto que boa parte das emissoras de televisão e grandes jornais nacionais dão a entender.
De uma hora pra outra a discussão de combate a homofobia, enquanto respeito aos direitos humanos; a aprovação do novo código florestal e seus aspectos ambientais e alimentares; até a reforma política que pode dar novos rumos (melhores ou piores) à nossa democracia; tudo perdeu qualquer importância no mérito, para os “especialistas” tudo agora é “moeda de troca” para “salvar” o Ministro Palocci.
Já na “mídia paralela” surge então a “resposta”, alguém lembrou que a filha do ex-ministro Serra multiplicou seu patrimônio milhares de vezes em pouco mais de 40 dias. E de repente parece que a multiplicação do patrimônio de fulano ou de cicrano é o assunto mais importante da história do Brasil, que na verdade o que decidirá as eleições de 2014 (é meus amigos ela já está na “pauta”) será quem conseguir justificar melhor o ganho patrimonial dos “seus”.
Não pretendo aqui fazer a defesa de “a” ou “b”, são todos grandinhos e possuem condições mais que suficientes para promover por conta própria suas defesas perante a justiça e a sociedade. Defendo a apuração completa e aprofundada de TODAS as denúncias, combato a crucificação antecipada de QUALQUER pessoa e não aceito a manipulação da “opinião pública”!
É incrível como o tempo passa, as táticas de dominação são as mesmas e os métodos apenas são aprimorados. Há muito tempo neste país há um enorme esforço para afastar as pessoas, o Povo em geral, da cena política. O egoístico desejo de uma minoria de manter o exercício do “Poder” em pouquíssimas mãos tem provocado em nossa Nação, na formação da sociedade, danos incrivelmente profundos. Não é de hoje que se tenta reduzir a Política aos problemas relacionados a alguns de seus agentes. Ao priorizar os ataques pessoais e a construção e destruição de personagens, sempre obscuros e com caráter, no mínimo, duvidoso, aqueles que já estão no “Poder” buscam fixar a imagem de que, na Política, todos são iguais e, pior, são “pilantras, safados e vagabundos”.
Com essa tática desejam criar, nas pessoas de bem, profunda ojeriza pela política. Afinal, quanto menos cidadãos e cidadãs interessarem-se pela cena político-eleitoral, mais fácil será para os que lá sempre estiveram perpetuarem-se.
Vejamos, por exemplo, o que acontece quando uma pessoa séria, correta, de boa conduta e reputação decide concorrer a um cargo eletivo. Muitos de seus amigos mais próximos, pessoas que realmente gostam dela, certamente, irão desencorajá-la a concorrer. E o farão porque estão impregnados pela idéia, massificada pela mídia a serviço do “Poder” permanente, de que “nada pode ser feito”, que “política é pra pilantra, safado e vagabundo” e que, por isto, não há espaço para pessoas corretas, para cidadãos e cidadãs.
Mas isto é um erro! Enquanto pessoas de bem caírem nessa armadilha, o caminho para a “banda podre” da sociedade será facilitado.
É verdade que há muitas pessoas em cenários políticos que são indignas de estarem lá (e por todos os lados!). Mas isto também há na família, na Igreja, no Esporte (a sociedade é composta de todo tipo de pessoa!), porém, também na política, há pessoas trabalhando, mesmo que nem sempre (aliás, quase nunca) sejam destaque na mídia.
É fundamental que não nos deixemos contaminar pelo falso e oportunista denuncismo (como falei, denúncias devem ser apuradas, mas não é só isto!). É preciso discutir PROPOSTAS para solução dos problemas do nosso cotidiano, é preciso dizer de que forma a vida de TODAS as pessoas pode melhorar. É preciso aprofundar e tornar conhecido o modelo que cada partido político, por exemplo, deseja para o Brasil.
Se, idéias e propostas são conhecidas, permite-se que pessoas sérias e com garra para trabalhar proponham-se a defender esse ou aquele rumo para o país, para o Estado para os Municípios, bem como permite que, na hora de votar, possamos escolher as propostas e não apenas a menor “ficha policial”.
Meus amigos e amigas, a Política é fundamental pra nossas vidas, TODOS somos políticos. Que se apurem os desvios, as pilantragens e punam-se os responsáveis, mas que não nos queiram convencer que política é essa sujeira só.
Política é o que vivemos TODOS e não o que os OUTROS vivem!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Lembranças

Imagem via Google/Imagens


Lembranças

Às vezes me pego pensando em amor,
não sei direito o que isso significa,
mas, sei que é muito forte...

Nessa hora não sei se o que sinto é bom ou ruim,
só sei que toma conta de mim.
Lembro de lindos momentos que vivi,
de um alguém que despertou minha paixão,
carregando de emoção todo meu interior.

A garganta fica seca, o pensamento viaja...
De repente no peito: batidas aceleradas:
É meu coração me pedindo, por favor,
para esquecer o que passou.
E lhe pergunto:
- Mas porquê?
Não te lembras da alegria,
dos carinhos noite e dia,
qu’este alguém já te doou?

E ele me diz com tristeza:
- Vá em frente meu amigo,
não te voltes para trás,
livre-me destas lembranças
de um tempo que não voltará jamais.


Anderson Machado

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Saúde: Alguma esperança!

Imagem via Google/Imagens

Hoje, ao praticar meu vício, a consulta rotineira aos mais diversos sites de notícias e Blogs preferidos, deparei-me com um post, também apresentado como notícia nos principais noticiários eletrônicos do Estado, que me deixou particularmente esperançoso: “Saúde: Minhas ações práticas...”
Trata-se de um escrito da lavra do Governador Confúcio Moura que resume de forma bastante objetiva as principais ações para área estrutural da saúde no Estado de Rondônia.
Na realidade, este escriba particularmente, já tinha notícia das idéias ali expostas, porém penso ser extremamente elogiável que elas estejam ali. Na minha humilde visão foi uma atitude bastante corajosa do titular do Executivo Estadual que, fora do período eleitoral, no qual infelizmente a maioria dos candidatos acredita possuir uma varinha de condão para tudo fazer e os problemas resolver (“se eleito for”), o Governador do Estado assume publicamente um planejamento repleto de ações concretas, e por isto mesmo bastante sujeitas à cobranças, ainda mais quando acompanhadas de razoáveis previsões de prazos para entregas.
Outro aspecto que positivamente destaco, diz respeito à construção de um novo hospital de urgência, duas UPA’s, hospital de traumas, atenção à saúde da criança e dos idosos e demais ações em Porto Velho, medidas que revelam uma atenção do Estado, em sintonia com o Município, a muito não vista e, na verdade, inimaginável no governo passado, em relação à nossa Capital e suas agruras na saúde, fortemente pioradas em razão dos grandes empreendimentos aqui localizados.
Porém, apesar das várias ações localizadas em Porto Velho, vislumbrei com inegável ânimo a visível tendência à descentralização. A perspectiva do fim da infeliz novela relativa aos hospitais de Cacoal e São Francisco, a lembrança de que Guajará-Mirim é um Município importante e necessitado de ajuda, além de outras propostas que podem diminuir o enorme e calamitoso fluxo de ambulâncias do interior para a Capital. Ainda há muito a fazer e planejar este aspecto, porém, o Governador demonstrou que tem um olhar atencioso para esta situação.
Como não poderia deixar de ser, nem tudo são flores, pelo menos, nas breves linhas escritas pelo Governador, uma ausência, um silencio é ensurdecedor: a situação dos profissionais da saúde.
De nada, ou muito pouco, adianta ter-se estruturas físicas decentes, equipamentos condizentes com as necessidades de nossa realidade se não houver profissionais suficientes, com remuneração justa e condições dignas de trabalho, para dar efetividade às ações de saúde. Infelizmente, o Chefe do Executivo estadual deixou de fazer qualquer menção de como pretende solucionar, por exemplo, a grande carência de médicos nos quadros estaduais. O que será feito para que enfermeiros(as), auxiliares de enfermagem e tantos outros profissionais da saúde tenham condições de viver dignamente com a remuneração paga pelo Estado sem a necessidade de trabalharem, quase que ininterruptamente, revezando-se em plantões em entidades públicas e privadas, movidos pela necessidade de alimentar-se e aos seus?
Este não é um problema secundário. É fundamental que o Governo demonstre, cristalinamente, que possui um planejamento e coloque em prática um conjunto de ações que solucionem a grave situação vivida pelos profissionais de saúde em nosso Estado.
De qual quer forma, é certo que há uma distância muito grande entre a disposição, o desejo, e a intenção até a prática, a realização, a concretização disto tudo. Mas, neste momento, feita a ressalva referente aos profissionais, prefiro achar que o copo está “meio cheio” e que existe uma esperança posta.
Rondônia, hoje, pareceu-me, finalmente, trilhar os primeiros centímetros num rumo diferente daquele que vivera anos a fio. Pode ser que seja uma mera impressão de um dia imprensado entre um final de semana e um feriado municipal, porém, pode ser que seja, verdadeiramente, um sinal de novos e melhores tempos.
Estejamos atentos, sejamos fiscais e não percamos, nunca, a esperança!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Joana D’arc: Um Sonho que se converteu em pesadelo



Imagem via Google/Imagens


Por Roziane Jordão*


Parecia até um sonho residir neste lugar
Crianças brincando e o povo a trabalhar
Jovens namorando, era tempo de amar
Joana D’arc nossa vida, nossa História
Nosso Sonho de Vitória
Plantando e colhendo. O povo crescendo!
Parecia até um sonho residir neste lugar

Como todo sonho se finda dando lugar à realidade
Depois de uma noite linda aparece a claridade
Progresso pra Rondônia implantado em nossa cidade
Ficamos felizes com o progresso, não negamos a verdade
Mas exigimos com sucesso vida e liberdade
Não aceitamos que usinas nos tirem a dignidade

Protestamos o que machuca o nosso coração
Mas não falamos, apenas agindo na emoção
Queremos usina de Santo Antônio para o bem da nação
Mas não permitimos que seja vedada a constituição
Temos consciência de nossos direitos sociais
O que nos revolta ainda mais
Não deixaremos que sejam inobservados jamais
Temos direito a educação, isto não nega a constituição

Usina de Snato Antônio pode privar de nosso direito?
Que todo povo diga NÃÃÃOOO!!!
Prefeitura cumpriu com sua obrigação
Mas nossa linda escola foi tomada de nossa mão
A escola foi indenizada
Mas ficaram alunos e funcionários
Nos trate apenas com dignidade e cabam-se os comentários
Que o mundo ouça a voz da população
EXIGIMOS NOSSA INDENIZAÇÃO.

*A autora é agricultora e moradora do assentamento Joana D'Arc, sua comunidade foi atingida pela construção da UHE Santo Antônio, em Porto Velho/RO. O texto tem acompanhado a luta dos assentados pelo respeito aos seus direitos.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Usinas do Madeira: Acorda Povo!

Imagem via Google/Imagens

Pensei bastante antes de escrever este post. Não exatamente elaborando o que escrever, mas, na verdade, analisando a oportunidade de tratar sobre esta situação que há bastante tempo me angustia, por perceber o estado de coisas a que estamos sendo submetidos. Não queria de forma alguma posar como aquele torcedor de futebol que, após a conquista de títulos por seu time do coração, segura aqueles cartazes, recém escritos, com a frase: “Eu já sabia!”. Até porque, neste caso, minha torcida é para que as impressões iniciais estejam erradas. Mas não poderia ficar na omissão.
Refiro-me, especificamente, aos empreendimentos no Madeira. Nunca escondi, aliás, orgulho-me de ter contribuído na construção do contra-ponto à “onda das usinas”, ao participar dos movimentos que questionaram a forma como os empreendimentos foram propostos, sua efetiva necessidade e, especialmente, o que, verdadeiramente, provocariam em termos de mudanças em nossa região.
À época, inebriados pelo canto da sereia, estrategicamente encomendado pelos donos dos empreendimentos, gritava-se pelas ruas: “Usinas JÁ!”.
Naqueles tempos, quem, como nós, fazia questionamentos sobre o destino de nossa gente, de nossa cidade, de nosso Estado, era taxado de “contra o desenvolvimento”, “inimigo de Rondônia”, “inimigo do Brasil”. Afinal, as promessas de mil e uma maravilhas imperavam. Falava-se em trabalho, geração de riqueza e oportunidades para todos, inclusive para as, “pouquíssimas”, famílias que deixariam suas casas, para deixar o progresso chegar, mas receberiam uma “bela indenização”.
Quando gritávamos que o sistema de saúde, já precário até então, entraria em colapso, que não haveria vagas para todas as crianças, etc. etc. Logo alguém gritava: - “As compensações não só atenderão ao crescimento da demanda, como melhorarão a qualidade de vida de todas as pessoas!”
Certo! E onde está a tão propalada qualidade de vida?
Cadê os hospitais, os novos leitos, os equipamentos? Sei que algumas obras foram feitas e outras estão por fazer, mas serão suficientes para tornar a situação melhor do que era antes? Se a população cresce 50%, ampliar 10% (?) do atendimento resolve?
Cadê as obras de água e esgoto, financiadas pelo governo federal e que o governo estadual não demonstrou até agora capacidade de realizar?
Onde estão as escolas? Só em Jacy-Paraná há mais de 200 (duzentas) crianças fora de sala de aula porque não há vagas.
E os viadutos, que aparentemente aliviariam em certa medida o caos de nosso trânsito, foram abandonados pela empresa responsável e vão se tornar monumentos à burocracia e à ineficiência?
E os empregos? Ah, neste ponto muitos dirão: - “estão aí, ninguém em Porto Velho fica desempregados a não ser que queira!”. E devo dizer que empregos, hoje, há. Mas quantos resistirão ao fim das obras? Quais as condições que estão sendo, efetivamente criadas para que, após o fim do “ciclo das usinas”, Porto Velho e região não enfrentem tenebrosa depressão econômica e social?
Como disse no começo deste texto, quero estar errado. Quero estar sendo precipitado.
Desejo profunda e sinceramente que um terço das promessas que encantaram governantes e sociedade rondoniense sejam cumpridas. Porém, para isto, é preciso uma ação forte, uma aliança entre prefeitos, governador, deputados, empresários (aqueles comprometidos com nossa gente), trabalhadores, homens e mulheres que amam esta terra para que, agora e não depois, sejam revistos os valores e efetivadas as obras compensatórias, privadas (por conta das empreiteiras) e públicas (bancadas pelo governo federal). Afinal, o barulho ensurdecedor das explosões das rochas, dos gritos dos trabalhadores oprimidos, do choro do povo atingido e o lamento da sociedade decepcionada começam as superar o encanto da melodia das “sereias”. É preciso que as empreiteiras que tanto lucro têm e terão com as usinas e o Estado brasileiro que tem em nossas águas um enorme alento às necessidades energéticas das regiões sul e sudeste, paguem a conta.
Não podemos aceitar que para o povo de Porto Velho, de Rondônia, restem apenas os problemas e a ressaca do período de construção.
Há algumas semanas assisti um evento denominado “Rondônia Antenada no Futuro”, uma iniciativa louvável da equipe do meu amigo professor Ricardo Pianta (FSL). Lá, nas falas do Governador e de representantes do setor produtivo do Estado, ouvi boas idéias, vislumbrei até boa intenção. Mas não basta! É preciso agir agora. É preciso enfrentar empreendedores e governo federal. Antes que seja tarde demais!
Acorda meu povo!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Meu Porto!


Foto via Google/Imagens


Na madeira-mamoré,
Um amor de beradeiro.
Remanso do tucunaré,
Porto Velho verdadeiro!

Do cai n’água o mercado,
No triângulo tradição.
Areal, moça bonita,
E na Sete: Confusão!

Nas terras de arigós
Um estádio se fez,
Lá no tempo dos avós,
E agora é nossa vez!

Do Caiarí, Pedrinhas e Pantanal,
Lá do Senna ao Caladinho,
Do Ulisses ao Nacional

Como o Sol que lindo se levanta
É pra todos que queres ser
E por isto te agiganta

De minh’alma és o conforto,
Quero ver-te bem cuidada,
Pela lua sempre iluminada.
És e sempre serás meu Porto!


Anderson Machado

terça-feira, 10 de maio de 2011

À greve se preciso for!


Imagem via google/Imagens

Nos últimos dias, na verdade na útimas semanas, temos testemunhado alguns movimentos de servidores públicos buscando valorização e melhores condições de trabalho. Por aqui, entre nós, os casos mais notáveis foram os profissionais da educação e os Policiais Militares.

Por todos os cantos, nas casas, nos bares ou no twitter, até a madrugada pós dias das mães, o assunto principal era a greve da PM, a sensação de insegurança gerada em todos nós. Porém, pouco se discutiu a origem do problema, que passa pela dificuldade que há no estabelecimento do diálogo entre servidores e adminostração pública. É necessário lembrar que, diferentemente da iniciativa privada, no serviço público não há data base ou dissídio coletivo, instrumentos que fortalecem a luta dos trabalhadores.

No serviço público os trabalhadores estão sujeitos, permanentemente, aos humores do administrador da vez, às suas variações políticas ou mesmo politiqueiras. Além da difussão do nefasto senso comum, fomentado por aqueles que desejam um Estado mínimo e fraco, segundo o qual os servidores públicos não passam de desocupados e preguiçosos. Todo este cenário acaba por levar um processo, que deveria ser justo e tranquilo, a uma situação de conflito com radicalismos de parte a parte em que o maior prejudicado, como na iniciativa privada, não é o "gerente", no caso o administrador público, e sim o verdadeiro patrão: o povo.

Um apressado leitor poderia já estar agora com os cabelos de pé, imaginando que este escriba é contra a greve no serviço público mas, calma, é justamente o contrário. Apesar de lamentá-la sempre, afinal é um recurso extremo e de consequências sérias, reconheço e defendo que a greve é um instrumento democrático e que, na falta de disposição para diálogo e para a solução dos problemas enfrentados pelos servidores e, em regra, pela própria sociedade, deve sim ser utilizado.

Vou mais longe, digo que a greve, e também as paralisações de alerta, são instrumentos fundamentais para a defesa da sociedade, afinal, por trás da desestruturação de algumas carreiras, da desvalorização de servidores que prestam importantíssimos serviços à sociedade, podem, e em regra existem, interesses outros, nada republicanos.

E é este o ponto para qual quero chamar atenção. Preciso destacar um outro movimento que acontece hoje, aqui e em todo o Brasil.

Refiro-me ao Dia Nacional de Paralização dos Servidores do MPU. Na data de hoje, os servidores do Ministério Público da União (dentre os quais me incluo) estarão realizando um dia de paralisação. É um alerta, um movimento que quer chamar a atenção da sociedade para o que está acontecendo com os servidores daquela instituição que é portadora da mais alta confiança de nossa sociedade.

Sabemos que o Ministério Público habita as mentes e corações de nosso povo como guardião dos direitos, da sociedade, primeiro refúgio daqueles que querem justiça, que se sentem desrespeitados em seus direitos.

Porém, aquela instituição está em perigo! O Ministério Público da União está perdendo seus melhores quadros. Muitos servidores, que nem de longe tem os bons salários dos Membros (Procuradores, Promotores, etc.), mas que são o corpo e a alma do MPU, são os garantidores do movimento daquela importantíssima engrenagem; por estarem a mais de cinco anos sem reajuste e sequer conseguirem estabelecer um diálogo concreto com o Procurador Geral da República, chefe do MPU, estão fazendo outros concursos ou mesmo partindo pra iniciativa privada.

E sabe quem mais perde com tudo isto?

O conjunto da sociedade. São os trabalhadores que pouco a pouco veem o enfraquecimento do Ministério Público do Trabalho, ferenho defensor dos direitos trabalhistas e implacável no combate ao trabalho escravo; são os indígenas, os quilombolas, os consumidores, cidadãos e cidadãs que tem no MPF o defensor de seus direitos, aquele que tem atuação implacável contra o crime organizado e a corrupção; enfim, todos nós, homens e mulheres deste país para o qual é fundamental um MPU forte e atuante.

É por isto que hoje os servidores do MPU estão mobilizados, fora das salas e dos gabinetes, buscando junto à sociedade o apoio para esta luta que é de todos, exigindo do Procurador Geral que assuma seus papel, valorize os servidores e atue firmemente para evitar o sucateamento do MPU. O Brasil precisa disto!

Meu desejo maior é que todos os trabalhadore e trabalhadoras deste país seja valorizados, que os salários sejam justos e que não haja exploração. Esta é uma batalha permanente em que todos devemos atuar, todos os dias, só assim teremos realmente um Brasil de todos.

Estamos na Luta! Que venha a greve se preciso for!

domingo, 8 de maio de 2011

Ser Mãe...

Imabem via Google/imagens


Ser mãe é uma dádiva,
É um Dom.
É um presente de Amor
que Deus concede à pessoas especiais.

E especial é você
que acolhe no ventre
o mais doce fruto do Amor.

Ser mãe não é apenas gerar...
É ter coragem, garra e determinação.
É sonhar, vibrar, ter emoção...
Ser mãe é sempre amar:
com todo o coração.

Ser mãe é ser assim,
Simplesmente VOCÊ.


Anderson Machado

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Somos Vida!

Imagem via Google/Imagens


És meu caminhar,
A imensidão e a beleza do caminho,
O destino!

Meu barco,
O rio, o mar e o oceano,
O porto!

Meu desejo de voar
Minhas asas, o ar e o horizonte,
O Infinito!

Somos par,
Mais que um,
Somos todo!

Temos planos,
Medos e sonhos,
Somos Vida!

Anderson Machado                       

domingo, 1 de maio de 2011

1º de maio: O que celebrar?


Figura via Google/imagens

É 1º de maio. O mundo celebra o dia do trabalhador, mas será que basta celebrar? Será que basta fazer festa com show musical e sorteios?

Os homens e mulheres que movem, verdadeiramente, o mundo tem muitas necessidades e, com certeza, existem muitas mais veementes que shows e brindes.

Gostaria de ver neste dia verdadeira celebração. Ver o anúncio do fim definitivo do trabalho escravo, nenhum homem ou mulher forçado a trabalhar em condições subumanas, sem oportunidade de fazer suas próprias escolhas e construir seu futuro.

Digno de júbilo seria perceber o trabalho não mais usado como instrumento de jugo, seria ter trabalhadores e trabalhadoras reconhecidos como os verdadeiros responsáveis pela riqueza do mundo e dela seus verdadeiros donos.

Porém, isto ainda é um sonho, um horizonte distante que precisa ser alcançado e não o será sem luta. Não a luta armada que só cria e amplia as injustiças, mas a luta da persistência, da resistência; do não conformar-se com o injusto, com o improbo, com a exploração.

Esta luta é dos sindicatos, das associações e de todas as formas de organização dos trabalhadores, mas também é de todos nós, de cada homem e mulher que acredita em um mundo justo, onde o suor de cada dia, que escorre por nossas faces, é pago com a justiça de uma vida digna e feliz.

Por isto é preciso que todos nós somemos forças com os demais trabalhadores, afinal, em todos os lugares a batalha é contínua e exigente.

Quantos homens e mulheres em nosso país, e até em nosso Estado, lutam contra o poderio das grandes empreiteiras que, em nome de construir o progresso, tem lucros absurdos com a exploração de milhares de trabalhadores submetidos a condições muito duras de trabalho e salários injustos? Quantos pais e mães de família servidores públicos e da iniciava privada estão neste momento em árdua peleja?

Precisamos ecoar as vozes dos trabalhadores da educação pública estadual, da segurança pública, do Ministério Público da União e tantos outros que gritam, por estas terras, pela mais que justa valorização e reconhecimento de seu trabalho.

Já que não nos é possível fazer a festa do Dia do Trabalhador pelos motivos que desejamos, celebremos, pois, a luta, a nossa força e a disposição de nunca desistir de sonhar os mais belos e justos sonhos e por ela perseverar.

Viva o1º de maio, viva as trabalhadoras e os trabalhadores do Brasil!!