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Hoje volto a escrever, especialmente, para os dois ou três colegas do MPU que honram este escriba com assídua leitura deste Blog. Faço isto por que é os desafios postos aos servidores deste órgão que é o “Defensor da Sociedade e da Cidadania” que tem pulsado em minhas veias nos últimos tempos, tanto mais pela missão que me foi confiada pelos colegas de todo o país.
A conjuntura atual, os pré-conceitos e a nossa própria cultura pós-ditadura fazem da luta pela valorização das carreiras do serviço público uma missão árdua, complexa e que, se não for feita com inteligência, ingrata. Afinal, o primeiro desafio é fazer com que os colegas, principais vítimas de eventual insucesso, perceberem a importância de unir forças, aplicar energias e manter a determinação durante toda a batalha.
Faz oito dias que aceitamos o desafio da Administração, provavelmente surpreendendo-a. Em recuo estratégico suspendemos a greve por tempo indeterminado e nos recolocamos em estado de greve. Moveu-se a Administração no sentido de jogar sobre nós a responsabilidade do avanço ou não das negociações para valorização da categoria, ao questionar nossos representantes acerca do modelo remuneratório pretendido. Em um movimento rápido e preciso, devolvemos a responsabilidade a quem tem a caneta, não sem antes ratificar que a categoria sabe sim o que quer, ou seja, que exige ser, logo, remunerada de forma justa e transparente. Indicamos o caminho que vislumbramos mais célere e adequado, o subsídio, isto sem passar cheque em branco à Administração ou ao Governo, deixamos bem claro que não abriremos mão de discutir mais que “tabelas”, queremos justiça e valorização imediata.
A Administração moveu-se, não por bondade ou qualquer outra razão voluntária, o movimento foi impulsionado pela percepção de que os servidores decidiram tomar as rédeas de seus destinos e saíram da passividade tão estimulada pela própria Administração. O desejo dos servidores encontrou eco em sua representação sindical própria (SINASEMPU) que, ouvindo a voz da categoria, pôs-se em marcha, erguendo de forma democrática a bandeira da imensa maioria da categoria. Foi por tudo isto que a Administração passou a tratar com mais respeito a luta dos servidores.
Chama atenção a preocupação da Administração em publicizar seus passos como as reuniões no Legislativo e junto ao Governo, além da criação do Grupo de Trabalho que visa a elaboração dos fundamentos técnicos da proposta a ser apresentada e a garantia dos recursos necessários para o orçamento de 2012.
Observamos que avanços têm sido obtidos, a articulação da Administração com o Congresso, especialmente com o Relator do PL 6.6697/2009, Dep. Aelton Freitas (PT-MG) e o autor da emenda do subsídio, Dep. Reginaldo Lopes (PT-MG), além é claro da iminente reunião com a Ministra do Planejamento, Míriam Belchior, são fatos concretos que demonstram que a pressão exercida pela categoria tem dado resultado.
De tudo isto, acredito que o mais relevante avanço tem se dado com o posicionamento assumido (finalmente!) pela Administração (PGR e SG) assumindo o compromisso de que a valorização dos servidores do MPU não mais está condicionada ao destino das negociações do Poder Judiciário. Estamos fazendo história!
As notícias do fronte são favoráveis, mas a luta está longe do fim. Não é hora de arrefecer os ânimos, não é momento de entregar as armas, porém é fundamental que cada passo seja estudado e que os servidores do MPU estejam unidíssimos na defesa de nossa categoria e não se deixem usar por outros interesses que não a nossa imediata valorização.
Estamos firmes na luta e, juntos, alcançaremos a Vitória!















